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20 de janeiro de 2015

#DoFrevoaoTango: Voo direto Recife/Buenos Aires começa a operar

Parece que as horas de voos que os mochileiros pernambucanos enfrentam para chegar a Buenos Aires (Argentina) serão reduzidas. A TAM Linhas Aéreas começou a operar o seu voo direto Recife/BsAs. O anúncio foi feito já no apagar das luzes de 2014, quase um presente de Natal esperado por muitos de Pernambuco que ainda não conheceram a cidade porteña ou estão em ponte aérea constante. Também uma oportunidade dos argentinos irem além do Sul brasileiro e Rio de Janeiro e explorar as mornas águas das praias, as delícias gastronômicas e a diversidade cultural do Nordeste.


16 de dezembro de 2014

#DoFrevoaoTango: 7 lembrancinhas argentinas que substituem o alfajor Havanna

“Vai para Argentina? Traz um Havanna para mim?” Esse era (e ainda é) o pedido mais comum entre os amigos das mochileiras que tiveram a Argentina como destino de férias. Mas parece que esse desejo incondicional de comer o famoso alfajor argentino vai acabar. A empresa tem um planejamento de expansão de franquias da marca pelo Brasil nos próximos anos. Se o Havana vai ficar ainda mais popular no País, o que levar de lembrancinha para os amigos e familiares? Confira nossa lista de 7 presentes (ainda mais tradicionais) para levar da Argentina.


5 de agosto de 2014

3 agendas culturais imperdíveis de Buenos Aires

Na hora de planejar o roteiro da viagem, é primordial saber o que está acontecendo no lugar a ser visitado. Isso principalmente se vamos a uma cidade como Buenos Aires, que tem uma movimentação cultural muito intensa e com várias opções de "o que fazer". A capital argentina é considerada como um dos polos culturais mais importantes da América Latina, com centenas de teatros e salas de cinema, uma extensa lista de museus, vida noturna agitada pelos bares e boates, festivais dos mais variados tipos... A lista é extensa! Por isso, a nossa sugestão é você apostar nas agendas culturais de Buenos Aires. Com elas, ninguém corre o risco de perder alguma atração legal e fazer um roteiro bem porteño.

(Estrella Herrera/Gobierno BsAs)

10 de julho de 2014

#DoFrevoaoTango: as melhores pizzas de Buenos Aires

Muitos podem até não saber, mas Buenos Aires não é apenas o reduto da carne ou dos alfajores. Também é da pizza! Encontrar uma pizzaria pela cidade é tão fácil quanto encontrar uma parrilla (churrascaria). Não é à toa, porque já existem mais de 650 estabelecimentos que oferecem pizzas dos mais variados sabores. A maior concentração está na avenida Córdoba, conhecida por seus teatros. Segundo diz a tradição porteña, após um espetáculo, tudo termina em pizza (literalmente!).

29 de julho de 2013

#DoFrevoaoTango: Livros, uma paixão argentina

Argentina sempre é lembrada por seus cortes de carnes, pelos alfajores, vinhos e, claro, pelo tango e futebol. Só que muitos não sabem que o país é conhecido na América Latina pela sua paixão pelos livros. Muitos dizem que Buenos Aires é a cidade das livrarias. Pelo visto, é a mais pura verdade. Elas atentem todos os gostos. Algumas são grandes e luxuosas, assim como pequenas, especializadas e antigas nos tradicionais bairros porteños. Também são lugares ideais para uma pausa no passeio e tomar um delicioso café enquanto folheia um bom livro.

(Unsplash/Pixabay)
livros livraria café viajar buenos aires

1 de julho de 2013

#DoFrevoaoTango: Turismo saudável em Buenos Aires

Mochilera Rafa

Já falamos dela aqui quando ainda estava “engatinhando”. Agora, depois de um ano, ela é ponto de encontro entre os porteños todos os meses e, claro, deve ser incluída na lista de “o que fazer em Buenos Aires”. Então, se você vem pelas bancas de cá, não deixe de visitar a Buenos Aires Market, uma feira itinerante exclusivamente de alimentos saudáveis que são produzidos em todo o país e vendidos a preços promocionais.

A feira reúne a cada edição 20 mil visitantes que podem desfrutar os mais de 600 produtos expostos em 70 estandes. A lista é grande: queijos; frutas e verduras orgânicas; cereais e sementes; doces; produtos para celíacos; massas; azeites; bebidas alcoólicas; plantas aromáticas... O melhor de tudo é que você pode degustar cada quitute!

(Imagens: Divulgação)
É para passar o dia na feira provando os deliciosos quitutes em cada barraquinha

Se a fome apertar, pode almoçar ou lanchar na praça de alimentação, que oferece delícias das mais variadas correntes gastronômicas: raw food; macrobiótica; vegana; orgânica; fast food... Recomendo levar uns pesos ($) extras para experimentar o máximo que puder.

Com passagem marcada para passear pela capital argentina até novembro? Anota na agenda as datas da Buenos Aires Market nos próximos meses:

Agosto
Dias 17 e 18, na Plaza San Martín

Setembro
Dias 14 e 15, nos Bosques de Palermo

Outubro
Dias 12 e 13, em La Boa – Usina del Arte

Novembro
Dias 23 e 24, nos Bosques de Palermo

Mais informações: http://www.planetajoy.com/////////mercado/index.php

Leia mais: 

18 de janeiro de 2013

#DoFrevoaoTango: Tem dúvidas sobre BsAs? É só perguntar

Mochilera Rafa

Dentro de algumas semanas, completo um ano em Buenos Aires. Pois é, tudo passou muito rápido. Desde então, recebi muitas visitas, conheci alguns lugares interessantes, muitas coisas aconteceram e, claro, muita gente me consultou para dar sugestões, orientações e dicas. Percebi que, respondendo um por um, não estava sendo uma “democrática digital”. Sim, as dúvidas são importantes e precisam ser compartilhadas com todos. Vocês não concordam? Nos dias de hoje, a informação deve estar ao alcance de todos!

Então, por isso, resolvi abrir as portas de #DoFrevoaoTango para aqueles que querem perguntar sobre Buenos Aires, algo como uma “consultoria”. Farei o possível para atender a todos e tentar responder o que puder. Basta enviar um e-mail para lasmochileras@gmail.com com sua dúvida, avaliarei, pesquisarei e responderei por aqui. Simples assim. Se for viajar pelas bandas de cá com data marcada, por favor, avise no e-mail enviado, assim darei prioridade a sua dúvida para que a resposta ajude na sua organização pré-viagem.

Ah, claro, continuarei postando tantos outros assuntos interessantes que aconteceram, que acontecem ou acontecerão por Buenos Aires. Espero que todos gostem da novidade e as respostas dos leitores serão postadas de acordo com as demandas, entre uma postagem e outra.

Fico no aguardo da sua dúvida! ;-)

14 de dezembro de 2012

#DoFrevoaoTango: BsAs não é mais a "queridinha" do brasileiro

Mochilera Rafa

Andar por Buenos Aires, muitas vezes, pode levar o visitante a duvidar se, realmente, está na capital argentina. Basta fazer alguns passeios pela rua Florida, pelo Caminito, pelo bairro da Recoleta – principalmente nas proximidades do cemitério – ou San Telmo aos domingos, quando toda a rua Defensa se transforma em uma feira a céu aberto. Por lá, é impossível não se esbarrar com algum brasileiro ou, até mesmo, com argentinos tentando oferecer algo na base do velho “portuñol”.

Sim, é verdade que Buenos Aires se transformou no destino “queridinho” do brasileiro na América Latina nos últimos anos. Entretanto, esse cenário está mudando. Particularmente, percebi isso durante minha estadia este ano na capital portenha. Cheguei em fevereiro e, por onde andava pela cidade, encontrava brasileiros passando e parando de loja em loja atrás de produtos de bons preços.

Atualmente, não encontro tantos assim e, se chegam a conversar algo comigo, comentam que a cidade não está mais como antes ou que não era bem o que contaram para eles. Logo percebi que algo estava errado, então resolvi investigar nas fontes oficiais. Dito e feito!

Segundo estatísticas do Observatório Turístico da Cidade de Buenos Aires, a quantidade de turistas brasileiros que desembarcam na capital portenha vem apresentando números negativos há pouco mais de um ano. É sobre esse assunto que quero conversar com vocês, tentando explicar, de alguma forma e sem muito economês, o que está passando com o principal mercado turístico de Buenos Aires: o brasileiro.


- Brasil: principal mercado, mas também a maior queda
- Um passado em que o turismo era sinônimo de compras
- Brasileiro troca BsAs por Miami e foge da inflação argentina
- Mesmo cara, BsAs ainda encanta o brasileiro



Crédito: Sitio oficial de turismo. Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires
Buenos Aires: brasileiro já não visita mais a cidade como antes

*A publicação deste post especial teve o objetivo de ser a avaliação final da disciplina Redación Periodística para Medios Digitales, do curso de pós-graduação de Periodismo Digital, na Universidad Abierta Interamericana (UAI).

28 de novembro de 2012

Uruguai: Para ir a Colonia del Sacramento, não tem apenas Buquebus

Quem viaja para Buenos Aires por mais de uma semana, por exemplo, tem a possibilidade e tempo suficiente para explorar o outro lado do Río del Plata. Uma rápida e barata opção é ir até Colonia del Sacramento, uma pequena, simpática e histórica cidade do Uruguai. Um tradicional meio de chegar até lá é de barco, na verdade uma lancha gigante que cruza o rio de forma rápida e segura. Já comentamos antes como é viajar até Colonia pela empresa mais conhecida, Buquebus. Mas existe uma outra opção de chegar ir à cidade uruguaia.


(David Almeida/Flickr)

8 de agosto de 2012

Do Frevo ao Tango: Desvendando a moda argentina

Sabe aquela sensação de paixão à primeira vista? Então, você vai entender bem quando conhecê-la. Estamos falando da moda argentina, que conquista qualquer mochileira quando vê um vitrine pelas ruas de Buenos Aires. É impossível andar pela Florida (Microcentro), Santa Fe (Palermo/Recoleta), Córdoba (Palermo), Palermo Soho e Viejo... e não parar na frente das lojas e ficar desejando cada roupa, sapato, bolsa e tantos outros acessórios que atendem os mais variados estilos. Buenos Aires é uma cidade tendência, onde a moda é viva. Não é à toa que, só em agosto, acontecem três eventos: BAFWEEK, Buenos Aires Moda e BAAM – Argentina Fashion Week. Fato que o estilo das argentinas é diferente das brasileiras, por isso vamos ajudar você a desvendá-lo.

1 de agosto de 2012

#EstásdeBroma: A mão leve porteña!

O post de hoje é meio #EstásdeBroma, meio #DoFrevoaoTango... mas vamos optar pela primeira opção. Digo porque é um assunto muito importante para conversar com vocês e chamar a atenção de pequenos detalhes que podemos não dar conta quando estamos viajando. O que aconteceu com a leitora jornalista Priscilla Aguiar (Recife-PE) pode ter passado com qualquer um de vocês e em qualquer lugar. Nossa querida foi alguns dias de férias para Buenos Aires e, logo no início, teve algumas surpresas que deixaram sua viagem um tanto quanto “agitada”!! 


Dois dias. Esse foi o tempo necessário para que eu conhecesse os principais golpes aplicados contra os turistas que visitam Buenos Aires. O primeiro e mais famoso deles é o golpe das notas falsas aplicado por taxistas. Após a primeira night porteña, resolvi voltar para o hostel antes da galera. Peguei o primeiro táxi que apareceu. O motorista era super simpático e puxou conversa a viagem inteira. Também chegou a dar o número do telefone dele para que eu ligasse no outro dia caso precisasse de um táxi para algum passeio longo, como ao Zoo Luján. Na hora de pagar a corrida a surpresa: não tinha o suficiente em notas trocadas na minha bolsa. Eu sabia do famoso golpe, mas, depois de tanta conversa, não imaginava que o simpático taxista iria trocar a minha nota de ARG$ 100 por uma falsa. 

Primeira lição, não acredite na “boa fé” dos argentinos logo de primeira. Ele disse que não tinha troco e me devolveu uma nota falsa. No fim das contas, ainda fez um "desconto" de ARG$ 2, já que era o que eu tinha trocado. No outro dia, ao tentar comprar uma água no hostel, a surpresa: "oh, sorry, that note is fake", constatou a atendente do hostel. Mesmo comentando sobre o ocorrido com todos os meus amigos do hostel, uma carioca e um nigeriano terminaram também sendo vítimas do golpe, sempre voltando da balada. É quando o cuidado tem que ser redobrado. 


(Crédito: Arquivo pessoal)
Priscilla Aguiar: Atenção redobrada na hora de voltar da farra pela madrugada

No segundo dia, fui para a Terraza del Este, uma das principais baladas em Buenos Aires. A alça da minha bolsa quebrou e precisei segurar o tempo tudo. Em algum momento, esqueci em cima de mesa e quando percebi já haviam levado o meu iPhone, ARG$ 400 e a câmera fotográfica. A mão leve argentina é super famosa. Uma amiga também teve a câmera roubada sem que ela percebesse. Dessa vez na Crobar, outra boate porteña. Um amigo recifense teve o celular tirado do bolso também sem que percebesse.

Depois das lições desses dois primeiros dias, os outros foram mais tranquilos. Um taxista não quis aceitar uma nota minha de ARG$ 50. Com medo de ser roubada novamente, agradeci a compreensão dele e desci do táxi. Ele ficou irritado, "deu com as mãos" e foi embora. Outro dia dividi o táxi com um amigo e, ao chegar no local que eu iria ficar, o motorista zerou o taxímetro. Abusado, não? Muitos deles são assim, mas você encontra uns bem legais pelo caminho. Um que adorava Roberto Carlos me mostrou que, para identificar as notas falsas, você passa o dedo nela de leve. Todas têm um alto relevo em algum ponto. Mas não é tão difícil identificar, já que a falsificação é extremamente primária.

Também é importante andar com um mapa e tentar acompanhar o trajeto que é feito pelos taxistas. Um deles resolveu dar voltas antes de chegar ao nosso destino e só resolveu ir para lá porque falamos que o apartamento era a uma quadra. Assim, ele percebeu que a gente sabia onde estava e parou de dar voltas. Então, peguem um mapinha, separem o dinheiro em bolsos diferentes, guardem bem o celular e a câmera. Procurem andar como dinheiro trocado e não confiem em ninguém. Tentem não andar sozinhos e peguem taxistas da RádioTáxi (remises), que tem um letreiro em cima. Depois que tomei algumas dessas medidas, não sofri mais nenhum golpe!

6 de junho de 2012

#DoFrevoaoTango: BsAs mais cara 2

Mochilera Rafa

Então, vamos continuar com o nosso bate-papo economês que começamos ontem? No #DoFrevoaoTango: BsAs mais cara 1, falamos sobre as barreiras às importações que estão deixando alguns produtos nas lojas da capital argentina mais cara. Uma notícia não muito boa para alguns, não é mesmo? Agora, daremos voz a vocês, turistas que passaram por Buenos Aires e mudaram sua opinião quanto a cidade ser um bom destino turístico de compras. Na verdade,  estou aproveitando o conteúdo que produzi para o curso de pós-graduação (Periodismo Digital – UAI) que estou fazendo aqui, na Argentina. Espero que desfrutem do material (que está nas versões português e español, logo abaixo), porque um depoimento pessoal de quem esteve in loco vale mais que mil palavras escritas.

A cidade de Buenos Aires é considerada como um dos principais destinos para os turistas brasileiros. Isso por estar tão próxima, existir uma logística aérea acessível – com as empresas realizando constantes promoções de voos – e com o real um pouco mais que o dobro do peso argentino. Segundo uma recente pesquisa feita por uma operadora de cartão de crédito internacional com brasileiros que viajaram pelo mundo, nos últimos dois anos, Argentina foi o destino mais procurado (40%), seguido pelos EUA (32%) e França (17%).

(Crédito: Rafaela Aguiar)
Plaza de Mayo: Ponto de encontro dos turistas, principalmente brasileiros

Esse cenário que predomina há uma década pode mudar devido à situação econômica que a Argentina está passando no momento, como as barreiras às importações que estão mais rígidas nos últimos meses, e a inflação. Outro motivo para isso é o dólar mais valorizado e o real um pouco instável. No início de maio, R$ 1 chegou a 2,22 pesos, depois de uma semana, passou para 2,14 pesos e, três dias depois, a 2,09 pesos nas principais casas de cambio de Buenos Aires.

Recentemente, o turista brasileiro que vem à capital argentina percebe que algo está acontecendo. Na realidade, é uma mudança de como os visitantes estão vendo a cidade como destino turístico, deixando de ser apenas turismo de compras para turismo de cultura e lazer. Conversamos com alguns que passaram, há poucos meses, por Buenos Aires e eles nos contam sobre a nova impressão da cidade mais visitada por brasileiros na América Latina.



P.S.: Como foi meu primeiro vídeo editado na pós, favor, desconsiderem os erros de uma iniciante que nunca apareceu diante das câmeras, apenas ficando atrás delas, e que editou apenas textos para ler e não assistir e escutar. Também abstraiam a parte em que dou minha cara à tapa, ok? =D


Versión en español
La ciudad de Buenos Aires es considerada como uno de los principales destinos para los turistas brasileños. Eso por estar tan cerca, haber una logística aérea accesible – con las empresas haciendo promociones constantes de vuelos – y con el real un poco más que el doble de la moneda argentina.

Según una recién pesquisa hecha por una operadora de tarjeta de crédito internacional con brasileños que viajaron por el mundo, en los últimos dos años, Argentina fue el destino más buscado (40%), seguida por Estados Unidos (32%) y Francia (17%).

Sin embargo, ese escenario que predomina desde hace una década puede cambiar debido a la situación económica que Argentina está pasando en estos momentos, como las barreras a las importaciones, que están más rígidas en los últimos meses, y la inflación.

También está la cuestión de un dólar más valorizado y el real un poco inestable. En el inicio de mayo, R$ 1 llegó a 2,22 pesos, tras una semana, pasó a 2,14 pesos y luego llegó, tres días después, a 2,09 en las principales casas de cambio de Buenos Aires.

Hace pocos meses que el turista brasileño que viene a la capital argentina se da cuenta de que algo de raro está ocurriendo. Lo que pasa en realidad es un cambio de como ellos entienden Buenos Aires como destino turístico, dejando de ser sólo de turismo de compras para turismo de cultura y ocio. Conversamos con algunos de ellos que vinieron recién y cuentan sus testigos sobre la nueva impresión de la ciudad más visitada por brasileños en América Latina.

5 de junho de 2012

#DoFrevoaoTango: BsAs mais cara 1


Mochilera Rafa

Sei bem que andei um “pouco” desaparecida por esses dias. Peço desculpas aos leitores, mas adianto que essa ausência ajudou a incrementar um pouco mais o meu repertório para esta seção, ou seja, bom para mim e, principalmente, para vocês. Depois de 20 dias divididos entre duas visitas lá do Recife, consegui parar para conversar um pouco sobre um assunto que poucos estão se dando conta quando passam por Buenos Aires. Claro, se está visitando, a passagem é rápida e ninguém sente, mas quem vem passar uma temporada maior ou morar já percebeu: preços mais altos!

Isso pode influenciar e muito uma viagem, mas não significa que visitar a capital argentina esteja impossível e caríssima. Na verdade, estamos passando por uma mudança, talvez lenta e não sei ao certo se continuará assim. O destino turístico mais visitado por brasileiros na América Latina (basta caminhar pela Florida por alguns minutos que entenderão o que estou dizendo) está mudando de um roteiro de compras para um mais de cultura, lazer e ócio. Vou dividir esse assunto um tanto economês em dois posts. Hoje, é a vez de falar sobre algo que quase diariamente é assunto nos jornais de BsAs: as barreiras de importações. Qualquer coisa que você imaginar importada está difícil de entrar aqui. Para terem uma ideia, fui aos buscadores do lanacion.com e Clarín.com. Olhem só os resultados:

(Crédito: Reprodução/internet)
Busca do La Nación, aqui e do Clarín, aqui

Então, para explicar que relação tem essas barreiras com as nossas viagens turísticas para a capital argentina e como ela influencia nos nossos bolsos, convidamos o economista e professor da Faculdade Boa Viagem (lá do Recife) Alexandre Jatobá para um rápido bate-papo. Ele conta direitinho para nós o que são as barreiras de importações, o que significa isso para um país, as influências disso no turismo e ainda dá umas dicas para não ser pego de surpresa nessas situações.

                                                                                                                                                                                   (Crédito: Divulgação)
Alexandre Jatobá, economista e professor

O que significa "barreiras de importações"? 
Barreiras às importações são instrumentos de política econômica em que as autoridades impõem dificuldades para a entrada de produtos estrangeiros no país. O instrumento mais utilizado é a tributação sobre bens importados. Então, quando se deseja aumentar as barreiras (ou gerar dificuldades na entrada de produtos estrangeiros), as autoridades elevam os tributos sobre a importação de forma que o preço final do produto importado fique acima do similar nacional. 

Há outras formas de impor barreiras, como subsídios governamentais concedidos às produções nacionais. Nesse caso, o governo subsidia o custo de produção (arcando com parte do custo) de forma que permite ao produtor nacional ter uma redução de custos, que passa parte dessa redução para o preço final do produto nacional, tornando mais vantajoso do que o concorrente importado. Outra forma de impor barreiras é estabelecer cotas de importação, onde as autoridades limitam a entrada de produtos importados. 

Por que um país as utiliza?
Quando um país utiliza as barreiras, geralmente, o objetivo é proteger a indústria nacional contra a concorrência estrangeira. É um instrumento de proteção à indústria local.

Para a Argentina tomar uma decisão como essa, significa que a economia do país não está boa?
Em tese sim. Isso significa que o setor produtivo nacional não consegue produzir com a mesma eficiência (baixo custo e alta produtividade) dos setores produtivos dos outros países.

(Crédito: Rafaela Aguiar)
Florida: Reduto de compras dos turistas brasileiros

Antes, fazer compras na Argentina era um dos principais motivos que impulsionava o turismo brasileiro no país. Travar as importações não prejudicaria essa movimentação turística?
Sim. Com as barreiras às importações, o nível de concorrência na Argentina cai. Com isso, os preços tendem a aumentar e isso afasta o turista. Realmente, estive na Argentina, em setembro do ano passado, e percebi que os preços estavam bem mais altos do que há anos atrás.

Diante desse cenário,  daria alguma dica ou algum conselho para aqueles que pretendem viajar e não ser pego por alguma surpresa financeira?
É preciso pesquisar com várias agências de viagem sobre os custos de transporte e hospedagem e conversar com pessoas que estiveram na Argentina recentemente. Tentar viajar na baixa temporada é outra medida que pode fazer com que se economize. Entretanto, mesmo com os preços mais salgados, viajar para a Argentina tem aproximadamente o mesmo custo que viajar pelo Brasil.


2 de maio de 2012

#DoFrevoaoTango: Buenos Aires Market


Mochilera Rafa

O último fim de semana foi bem no estilo “bonaerense practicante”, uma coisa que o pessoal aqui sabe fazer muito bem, obrigada! É que rolou a primeira edição do Buenos Aires Market – mercado urbano de productos orgánicos y alimentos naturales, entre os dias 28 e 29 de abril, em San Telmo. Bom, não foi um evento lá muito “turístico” (se bem que vi um ou outro dando bobeira por ali), mas teve um público bem mais local mesmo. Posso dizer que foi uma experiência bem interessante, porque acabei conhecendo um pedaço do bairro que, até então, não tinha conhecido ainda (com um charme histórico contagiante!), e me senti a própria bonaerense no meio do povo todo que circulava pela feira, que foi gratuita e rolou na rua mesmo, mais especificamente na Avenida Caseros, entre as ruas Defensa e Bolívar.

(Crédito: Rafaela Aguiar)
Feira reuniu diversos bonaerenses, principalmente famílias, no fim de semana

A ideia do evento foi seguir uma tendência de mercado orgânico que vem rolando por outras cidades do mundo, como Nova York e Londres. Cheguei poucas horas depois que as atividades começaram, no domingo, e já tinha uma boa quantidade de gente que veio chegando aos poucos (mesmo com o frio desesperador que fazia!!) e lotando os diversos estandes que tinham de um tudo para vender, degustar ou de empresas fazendo promoção dos seus produtos orgânicos. Ah, a feira também ofereceu uma espécie de “praça de alimentação”, onde os visitantes podiam almoçar ou lanchar comidinhas saudáveis e bem gostosas por sinal. Claro, sai degustando praticamente tudo que podia e me chamava atenção. Olha só a lista de produtos:

(Créditos: Rafaela Aguiar)


Vinhos, azeites, queijos, cervejas artesanais, produtos de granja, frutas e verduras, massas, sementes, cereais, especiarias, embutidos, conservas, legumes, bebidas sem álcool, frutos secos, infusões, pães, geléias, doces, biscoitos, plantas aromáticas, produtos orgânicos para celíacos (pessoas com problemas no intestino) e alimentos para bebês e crianças. Ah, sim, os restaurantes que estavam nas proximidades da feira, tipo na avenida em que estava a exposição, também entraram no clima e prepararam alguns cardápios especiais para quem passava por ali.

(Crédito: Rafaela Aguiar)
Do lado esquerdo, uma "praça de alimentação" e, na direita, os estandes

Eu quase pirei visitando cada estande. Sabia que precisava levar alguma coisa da feira, mas a questão era o quê! Ai, vem a parte chata, porque, nem todos os produtos, eram fáceis de serem encontrados fora do evento, como em outras cidades e províncias. Então, não queria levar algo que fosse muito delicioso e que desse o maior trabalho para conseguir quando desse vontade. Depois de algumas degustações, decidi por comprar uma cerveja artesanal. Ok, podem me chamar de “caneira”, mas não é todo dia que você encontra uma cerveja artesanal deliciosa por ARG$ 25 (a garrafa) em Buenos Aires (quem já saiu por aqui para beber sabe muito bem o que estou dizendo!). Como tudo bom nessa vida não é fácil, terei que esperar umas duas semanas para poder tomar a danada, porque ela foi recém feita e precisa passar pelo processo final de fermentação.

(Crédito: Rafaela Aguiar)
A dita cuja... só vou poder abrir em duas semanas! 

Bom, espero que aconteça a segunda edição da feira e que ela seja mais difundida e maior, para que os turistas também possam conhecer um pouco mais de uma Argentina saudável!

30 de abril de 2012

#DoFrevoaoTango: Turismo na vertical

Mochilera Rafa

Hoje, estou um pouco filosófica e poética. Tudo por culpa da minha querida amiga, jornalista e leitora assídua Dulce Reis, que, por sinal, vez ou outra acaba me inspirando em alguns posts (sua linda!). Dessa vez, a moça me passou um link do blog chamado Conector, onde tinha o post chamado “Olhando pra cima”. Bom, o título já diz praticamente tudo (ou não). São algumas fotos de uma Buenos Aires por outro ângulo, quer dizer um pouco mais acima da sua visão horizontal. Foi ai que parei, refleti e decidi compartilhar com vocês isso, fazendo a seguinte pergunta: “alguém ai já parou para olhar para cima, quando visita uma cidade?”.

Meu conselho é tirar um dia da viagem para ver a cidade na vertical. Ok, pode ser um pouco chato ficar o tempo todo olhando para cima, mas tenha certeza de que não vai se arrepender. Olhe a arquitetura dos prédios, analise o alto dos monumentos, observe como são as árvores, brinque com as nuvens, se o azul do céu é mais azul do que na sua cidade. Em BsAs, não é diferente! Quem passa por aqui e não olha para cima perde MUITA coisa interessante que não pode passar despercebida. A minha ressalva maior são os olhares atentos aos prédios no Microcentro, Recoleta, Palermo, San Telmo e até as sacadas das casinhas no Caminito.

Foi ai que, depois de ver o email de Dulce, sai correndo para procurar as fotos que, até então, fiz de BsAs na "vertical" para mostrar a vocês e provar que realmente vale a pena ficar com um pouco de torcicolo na hora de passear pela cidade. Foram poucas e nem de todos os lugares, mas de alguns pontos que chamou a atenção de um olhar ainda meio turístico, nesses últimos meses, que busca por novidades belas e interessantes. Vou parar de falar e deixar que vocês apenas vejam! =D

Créditos: Rafaela Aguiar



16 de abril de 2012

#DoFrevoaoTango: A lei do saleiro

Mochilera Rafa

Depois de receber visitas de amigos brasileiros e de frequentar alguns restaurantes, entrei em um debate interno sobre a forma de cozinhar dos bonaerenses (quem vive em Buenos Aires). Fiquei me questionando por vários dias: “como é que se come sem sal?”. Falta sal nas parrillas, bifes de chorrizos, ensaladas, papas fritas, pescados, pollos e até nas mesas dos estabelecimentos (restaurantes, lanchonetes, padarias, bares). Toda vez, tinha que pedir ao garçom o saleiro. Então, na santa inocência, ficamos reclamando de que argentino não sabia fazer churrasco! Coisa feia, né? Fiquei morta de vergonha por achar isso quando descobri o real motivo de não se usar tanto sal na comida por aqui. O uso do condimento é regulado por LEI, ou seja, os saleiros estão PROIBIDOS de serem oferecidos, com exceção do light!!


(Crédito: Google Imagens + Rafaela Aguiar)
Se você quiser salgar a comida, vão te oferecer o "sal light" 


Eu descobri isso da maneira mais popular possível: fazendo as unhas no salão de beleza. A pedicura estava me perguntando se já comecei a sentir saudades da comida de casa e se estava gostando da argentina. Fui logo comentando que estava gostando sim, mas tentando me adaptar a falta de sal em algumas comidas. Ah, ela foi logo enchendo a boca, toda feliz, para dizer que isso é por conta da “lei do sal”, imposta pelo governo de Buenos Aires e que algumas outras províncias próximas também estão regulando a quantidade de sal da comida dos argentinos. Além disso, a funcionária me disse que, apesar de ser uma regra, é para o bem e saúde de todos que estavam exagerando na dose e tendo muito problemas de hipertensão. Ok, fiquei curiosa com o fato e comecei a perceber que isso fazia certo sentido.

Fui perguntar ao “tio Google” e me confirmou isso. Já quase no fim de janeiro deste ano, entrou em vigor a lei 14.349, sancionada no fim de novembro de 2011, pelo governo da província de Buenos Aires. A norma obriga todos os restaurantes a alertarem em seus cardápios que o uso em excesso do sal é prejudicial à saúde e, por isso, terão que oferecer um “sal light”. Segundo uma matéria publicada no La Nación sobre o assunto, “esta norma segue outra que, com o mesmo objetivo, impôs a retirada do saleiro nas mesas dos restaurantes, evitando a tentação de colocar mais sal na comida, cujo excesso pode causar acidentes vasculares, hipertensão e outras doenças”. Ah, nesse caso, a comida também vem com uma quantidade de sal mínima ou “insossa”.


(Crédito: Reprodução)
Lei obriga que restaurantes avisem os problemas causados pelo sal


O objetivo, de acordo com o jornal argentino, é diminuir o consumo diário de sal por pessoa de 12 a 5 gramas em 2020. Isso significa a redução de 6 mil mortes e de 60 mil pessoas com doenças cardíacas, por exemplo. A matéria ainda traz um estudo que, em 2009, ficou comprovado que a população local não tem hábitos saudáveis, comendo poucas frutas e verduras, colocando muito sal na comida (mesmo já salgada durante o preparo) e aumento de pessoas que não têm uma atividade física diária. Além disso, lógico que eles querem reduzir os gastos com saúde pública no futuro. Não é apenas para ver os argentinos felizes e saudáveis para sempre. Bom, mas isso não vem tão ao caso assim... O descumprimento da norma pode implicar multa de 300 a 5 mil pesos! Então, ninguém vai te oferecer sal se você não pedir, ok!

Sabendo disso tudo, realmente não achei muito ruim essa imposição do governo e comecei a refletir no uso do sal aqui de casa também. Andei degustando todas comidas citadas acima utilizando menos o saleiro. O gosto, no fim das contas, não é tão ruim assim. O segredo é aceitar as diferentes formas de se preparar os alimentos e, no meu caso, me acostumar com isso. Se você que vem por aqui comer e não curtir, pede o tal "sal light". Aproveito este post para que todos comecem a refletir a sua rotina alimentar. Sei bem que brasileiro adora o velho e bom sal em tudo, exagerando até na dose. Então, quem ai não larga o saleiro por nada?

2 de abril de 2012

#DoFrevoaoTango: Subte, uma relação de amor e ódio

Mochilera Rafa

Poucos devem saber que estou realizando uma vontade de longa data: fugir dos engarrafamentos, deixar o estresse de motorista de lado e economizar no transporte! Sim, estou falando do Subte, o metrô de Buenos Aires. Diferentemente do Recife (que precisa de investimentos com urgência para ampliar as solitárias duas linhas) e um tanto quanto igual a outras “cidades grandes” (estou incluindo ai São Paulo, Madri, Paris, Barcelona, Nova Iorque, Tóquio...), dá para ir a praticamente qualquer canto da capital argentina circulando por baixo da terra. A parte boa é que pode chegar assim em muitos pontos turísticos daqui, sem se preocupar com que ônibus pegar e onde descer (assunto para outro post). Mas também tem uma ruim: não dá para aproveitar o passeio para ver a cidade pela janela do busão!

Então, hoje, vou contar para vocês como funciona esse querido, que me dá muitas alegrias e também muitas tristezas ao meu dia a dia. O Subte está dividido em seis linhas, que são as que vão precisar para circular: A (azul claro); B (vermelha); C (azul escura); D (verde); E (roxa); H (amarela), que está com obras em andamento há um bom tempo. Olhando rapidamente, podemos arriscar que quatro delas estão meio que “paralelas” e as outras cortam a restante, principalmente a C. Encontrar as estações pela rua não é muito difícil, pois todas estão sinalizadas e, do lado de fora, tem um mapa enorme (meio mal cuidado) para ter noção de onde você está e para onde vai. Bom, à primeira vista, as estações não são muito simpáticas, hein! Digo logo para não levarem um susto (como levei!). Meio velhas, meio abandonadas e sujas, meio tensas quando não tem muita gente circulando ou até MUITA gente andando de um lado para outro. Sim, os veículos não estão tão diferentes quanto!


(Crédito: Subte/Reprodução)
Com seis linhas, o Subte corta a cidade, podendo chegar praticamente em qualquer lugar


Uma viagem custa $2,50 (pesos) e dá para fazer combinações, mudando de estações sem pagar a mais, ou seja, não passe pela catraca, porque ai já saiu e vai precisar pagar por outro bilhete. Por falar nisso, se você achar que realmente vai usar bastante o Subte já compre uma quantidade suficiente para não enfrentar filas. A depender do horário e da estação, elas são meio grandinhas. Dá para pedir uma, duas, cinco e dez viagens em um só bilhete. Se só vai e volta, compra a de duas que já está valendo. Sobrando viagens no dia, não se preocupe, pois pode usar em outros. Agora, nem sempre as bilheterias têm esse bilhete único de viagens. Certo dia, pedi dez viagens e a atendente me vendeu dez bilhetes de uma viagem. Bom, não foi nada agradável andar com aquela “coleção” de passagens de metrô na carteira. Cuidado com eles, pois se desmagnetizam com facilidade e são feitos de papel: molhou, rasgou, lascou! Para acompanhar quantas viagens foram usadas, basta ver o verso do cartão o registro impresso pela catraca eletrônica.


(Crédito: Subte/Reprodução)
Você pode escolher os bilhetes de acordo com a quantidade de viagens...

(Crédito: Rafaela Aguiar)
... Acompanhe quantas viagens já deu olhando o registro eletrônico no verso do bilhete

A atenção nos veículos deve ser redobrada! Têm linhas que o sistema não avisa em todas as estações que está parando, então deve ficar de olho para não descer na errada. Apenas as principais que são anunciadas. A dica é ficar contando até chegar onde quer parar e acompanhar o mapa da linha que tem dentro do trem. Ah, as portas não abrem sempre do mesmo lado, ok! Além disso, muito cuidado com os pertences (bolsas, mochilas, sacolas, bolsos). Em horários de picos e em linhas determinadas, o metrô fica LOTADO. Chega ser impossível de se locomover direito. Sim, ocorrem muitos furtos! Cuidado também nas estações que têm combinações, porque a movimentação é muito grande em horários específicos, já que o espaço é pequeno para tanta gente. Você vai ver TODOS segurando as coisas. Então, nem tenha vergonha de imitar. Chamo atenção também para o horário de funcionamento. Durante a semana e aos sábados, abre às 5h e fecha perto das 23h (cada uma varia de horário). Domingo, só abre depois das 8h e fecha um pouco depois das 22h (também varia). Na volta da farra, pegue um taxi.

Ah, agora quero falar sobre o grande problema do Subte que pode afetar o seu passeio e atrapalha muito a rotina dos porteños. Logo de manhã cedo quase que diariamente, tem telejornal dizendo que estação tal está parada para algum tipo de manutenção, funcionando com atraso, ou até nem funcionando porque os funcionários estão protestando por algum motivo. No início deste mês, um faleceu (ainda não soube o motivo) e todos daquela linha pararam para protestar, pedindo melhores condições de trabalho. Bom, eles avisam quando isso acontece e não é o dia todo, apenas por algumas horas. Já fiquei parada dentro do metrô em uma estação por uns 10 minutos ou mais e com o danado andando lentamente. Então, quem puder, liga a televisão num canal local ou numa estação de rádio antes de sair. Entra na internet e dá uma olhada nos principais jornais. Se acontecer com vocês a demora, enquanto esperam, dá para usar a rede Wi-Fi do Subte. Não é lá a maravilha de rede, mas dá para passar o tempo!

Subte na internet
Para quem gosta de planejar a viagem com antecedência, dá uma passada na página do Subte na internet. Não é tão atualizada assim, mas as informações básicas que você precisa estão lá. Pode baixar, em PDF, o plano do metrô, que tem duas versões, inclusive com mapa da cidade com as ruas. Têm também os horários de funcionamento de cada estação, o tempo de trajeto de uma cabeceira para outra e a frequência em minutos de um trem para outro. O ruim é que não tem versão em outras línguas, apenas em espanhol, mas dá para entender.



(Crédito: Subte/Reprodução)
O site do Subte não é tão atualizado, mas tem informações básicas...

... Como baixar o mapa com as linhas e suas estações, além de outras informações

P.S.: Lembra daquele acidente que ficou conhecido como “Tragédia em Once”, em fevereiro, onde mais de 50 pessoas morreram e centenas ficaram feridas? Bom, foi em uma estação, mas não do Subte. Na verdade, foi com um trem de superfície de outra linha. Mesmo assim, o debate sobre a segurança desse meio de transporte ficou mais forte depois disso. Pena que cada um vive jogando a responsabilidade para o outro por aqui...

Serviço:
www.subte.com.ar

19 de março de 2012

#DoFrevoaoTango: Turistas perdidos

Mochilera Rafa

Hoje, venho aqui para chamar a atenção de alguns turistas brasileiros que estão circulando por BsAs meio perdidos, quer dizer, BEM perdidos mesmo. Isso não é nada legal, porque pode trazer sérias dores de cabeça e problemas para aquelas belas, maravilhosas e tão planejadas férias. Aviso logo que este post serve para todos, ok? Não apenas aos que passam por aqui, até porque todo cuidado e atenção servem para qualquer destino que se vá, inclusive pelo Brasil. Então, decidi reunir algumas dicas básicas que sempre sigo à risca, principalmente se estou andando sozinha em um lugar que pouco conheço. Antes, vou contar duas histórias para vocês das quais pude presenciar e fazer parte, tentando ao máximo ajudar esses brasileiros perdidos se acharem pelas ruas de BsAs.

(Crédito: Google Imagens)
Se perder faz parte da viagem, mas com cuidado e atenção tudo dá certo

Teve um dia, no Microcentro, mais especificamente na estação Catedral, da linha D, que um grupo de brasileiros (não era de adolescentes não, hein?) estava desesperado tentando conseguir informações com um funcionário do Subte (metrô) para chegar ao local onde estava atracado o cruzeiro deles. Como o cara não estava entendendo nada que a galera dizia ao mesmo tempo, resolvi ajudar, o que não deu muito certo também. Explico: eles mal sabiam onde o navio estava, dizendo apenas “como voltamos para o porto onde está nosso navio?” e “é um lugar cheio de contêineres!”. "Ótimos" pontos de referências, não acham? Outro chegou para mim e perguntou “como chego no porto?”. Fui logo indagando se era Puerto Madero, assim como o cara do Subte. Bom, aconselhei a subirem para a rua e pegarem um taxi que, com certeza, os motoristas saberiam de que lado estaria esse tal porto.

A outra história foi um senhor em uma loja na Florida tentando entender uma vendedora que explicava onde encontraria lojas com roupas de bons preços. Enquanto via a arara de ofertas, escutava (não tinha como evitar!) a conversa. Pelo visto, o cara nunca pegou um metrô na vida. Resolvi dar uma de enxerida e traduzir tudo o que a mulher, bem simpática e paciente (essa era de verdade), explicava. Falei qual estação pegava e descia depois, inclusive o cuidado com bolsas e mochilas na rua, que a vendedora fez questão de ressaltar. Ai, ele me veio com a pérola: “Com isso aqui dá para ir e voltar?” Ele me mostrou vários pesos na mão, inclusive duas notas de 100. Só respondi: “Senhor, a passagem do metrô é $ 2,50, cada viagem por pessoa”. Minha gente...


(Crédito: Rafaela Aguiar)
Florida, uma das ruas mais turísticas e movimentadas de BsAs


Bom, agora, vamos às dicas:

- Quando for escolher o seu destino, procure referências do lugar com outras pessoas que já tenham ido como, quais áreas merecem maior atenção, se andar de noite é seguro, como os estabelecimentos tratam os turistas, qual a melhor região para se hospedar. Neste caso, uma busca pela internet ajuda muito;

- Sempre converse com o pessoal do hotel, hostel ou cruzeiro de onde está. Podem dar dicas preciosas durante seus passeios. Eles estão ali também para ajudar no que for preciso. Pergunte tudo, sem vergonha;

- Marque pontos de referência, como prédios históricos e públicos, nomes de ruas, monumentos;

- Para onde for, anote no caderno ou papel o endereço e telefone de onde está hospedado;

- Localize-se, onde é norte e sul, leste e oeste, estude o mapa como puder antes de sair na rua;

- Leve sempre com você um bom guia turístico. Se for um muito grande ou pesado, deixe no hotel e anote em um caderno o roteiro que quer fazer no dia (com endereços dos locais). Isso com um mapa do lado, claro!;

- Nas viagens internacionais, anote telefone e endereço do consulado brasileiro da cidade para onde vai. É importante nos casos de urgência;

- Se não domina o idioma, ande com um guia de línguas com frases e palavras básicas. Não precisa ser um mega dicionário, apenas algum que ajude na tradução;

- Tenha sempre em mãos um mapa da cidade. Minha sugestão é um que não seja muito grande e que possa dobrá-lo. Ficar de bobeira no meio da rua com cara de perdido segurando um mapa gigante não é muito legal;

- O mesmo digo com o mapa do metrô, se o destino tiver. Se nunca andou em um, tire suas dúvidas antes com o pessoal do hotel;

- Se estiver perdido, procure um estabelecimento (loja, conveniência, restaurante, livraria, hotel), um posto de informações turísticas ou até mesmo um policial local;

- Observe os locais. Isso, por exemplo, me ajudou a perceber que precisava ter cuidado com minha bolsa. Todas as mulheres aqui andam segurando seus pertences e os homens com as mochilas na frente, por exemplo, se estão andando em locais muito movimentados;

- Fique atento ao entrar no metrô. Em qualquer lugar do mundo, sempre tem alguns “espertos” querendo se dar bem furtando passageiros;

- Evite comprar de vendedores que estão na rua oferecendo mundos e fundos para turistas. Nem sempre aquela proposta de passeio barato pode ser interessante. Verifique tudo antes de fechar negócio;

- Cuidado com os documentos e equipamentos de fotografia e filmagem; 


- Ande com dinheiro em espécie suficiente para o dia;

- Ah, por fim, na hora de escolher a roupa para andar pela rua, prefira as confortáveis e discretas. Sei que cada lugar tem uma forma de se vestir diferente e muitas vezes impossível de não dizer “ei, sou turista!”. Não é dica de moda, tá? Pode confiar! =)

13 de março de 2012

#DoFrevoaoTango: Moeda pra quê te quero!

Mochilera Rafa

Só em dois momentos da minha vida que fazia e faço de tudo para tê-las a qualquer custo: na minha infância e aqui, em BsAs. Falo das moedas! Quando criança, queria todas para por no meu cofrinho e comprar aquelas coisas gostosas de comer ou até um brinquedo legal. Depois dessa fase, queria distância das danadas, pois as considerava como incômodas. Quando o troco era todo em moeda, então, nem se fala. Fazia de tudo para trocar por notas. Hoje, necessito delas loucamente para andar de ônibus, ou colectivos, como os chamam aqui. Relembro meu momento de infância quando meu porta-moedas do Barrio Chino está bem pesadinho e fazendo barulhinhos. Por isso, decidi compartilhar com vocês o meu drama diário com las monedas. Esse é um assunto de extrema importância, porque é útil para todos os turistas que precisarem andar de ônibus e não serem pegos de surpresa com o motorista bem “simpático” dizendo: “Solamente monedas!!”


(Crédito: Google Imagens)
Moeda, voltei a te amar loucamente. Nunca me deixe abandonar você!


Essa é uma das diferenças entre o Brasil e Argentina que mais me chamou a atenção. Nas 33 linhas de ônibus que circulam por BsAs, não existem os cobradores. Tudo você terá que resolver com o motorista. Ao embarcar, precisa dizer qual o seu destino para que ele lá aperte o botão num painel que tem a sua frente para tarifar o valor correto da distância. Para os locais, tem o SUBE (Sistema Único de Boleto Eletrónico), um cartão magnético que serve para os colectivos e o subte (metrô). Tipo o VEM, para os pernambucanos. Quem não tem, só na base das moedas. Você as coloca no valor indicado na maquininha (lectoras de monedas) que fica logo depois do motorista. Se for o valor a mais, ela lhe dá o troco. Ainda emite um recibo do valor pago. Ah, mas você deve estar se perguntando por que estou fazendo esse drama todo para algo tão simples. Rá, pode até parecer simples, mas vamos ao dia a dia.

Para que entendam, são moedas de um, cinco, dez, 25 e 50 centavos e de um e dois pesos. Agora, vamos aos problemas! Já peguei lectora de monedas que não aceitava a de dois pesos. Algumas vezes, a máquina estava com problemas, então tive que esperar outro ônibus. Os motoristas não são pacientes para explicar o procedimento (tive que aprender na tora!). Como o valor do destino varia, é sempre bom estar com uma boa variedade de moedas. Se a fila do embarque está grande e, para piorar, chovendo, é bom já estar com todas as pratas na mão separadas, porque o povo fica nervoso (inclusive o motorista). Ah, ainda tem um tempo específico para por as moedas nas lectoras. Passando, tem que pedir aos motoristas que indiquem novamente o destino para o sistema e muitos não refazem a ação felizes.


(Crédito: Google Imagens)
A lectora do meio foi a que mais encontrei nos colectivos


Agora, vem o problema MAIS CRÍTICO: a falta de moedas circulando! Sempre tentei ao máximo facilitar o troco. Agora, estou sendo mega chata. Quando perguntam se tenho moedas, digo que não, porque das vezes que pedia o troco em pratinhas também diziam que não tinham. Em muitos estabelecimentos, nos últimos dias, vi uns avisos nos caixas dizendo para facilitar o troco porque as moedas estavam em falta. Um dia, fiquei sem o suficiente para pegar o colectivo até a minha estação do subte. Fui ao posto aqui perto de casa comprar uns bombons para pegar moedas de troco. Lógico, a caixa não me deu. Tive que ir andando as oito quadras até a estação de metrô, porque já estava na minha hora e ficar de canto em canto pedindo para trocar era perda de tempo. Vocês não têm ideia do quanto desejo o meu DNI na mão para tirar esse danado do SUBE para facilitar minha vida por aqui! Enquanto isso, estou na luta por moedas!!!

Sabendo disso, pessoal, não menosprezem as pobres moedinhas quando estiverem turistando por aqui. Deixem que elas pesem na sua bolsa ou bolso, façam barulhos e as amem loucamente até o fim da viagem!!

P.S.: Por mais uma vez, fiquei ausente nos últimos dias. Tenho uma desculpa e justificativa plausíveis. É que uma caravana do Recife, mais especificamente do bairro de Santo Amaro, baixou aqui em BsAs: Ed,Charles e Cintia Ruas e Lívia França. Esse foi o primeiro grupo de amigos brasileiros que tive o prazer de ciceronear pelas ruas porteñas. Graças a eles também conheci mais a cidade, turistando e me divertindo com as divertidas situações pelas quais passaram. Ainda não posso me considerar como uma boa guia, mas espero que a minha companhia tenha sido uma boa. Agora, estou só no aguardo de outra caravana, a de Aracaju, com os queridos Catarina Cristo e Rodrigo Amaral. Contando os dias!! _o/


(Crédito: Rafaela Aguiar)
Os "culpados" pela minha ausência! Foi super feliz, gente!

5 de março de 2012

#DoFrevoaoTango: Aeroparque ou Ezeiza? Eis a questão...

Mochilera Rafa

Então, meus queridos mochileros, sentiram minha falta?!? Desculpem pela demora do meu retorno ao blog, mas precisei ficar ausente para organizar um pouco da minha vida por aqui: matrícula na universidade, dar entrada no DNI (ainda em andamento!), dar aquela decoração no meu apartamento (coisa que ainda não terminei!) e até mesmo conhecer um pouco da cidade antes de escrever qualquer coisa aqui, não é verdade? Já foram muitos os acontecimentos e estou listando um por um para não esquecer de contar todos os detalhes para vocês. Prometo!! Pois bem, prestes a completar um mês na vida porteña (já!), nada mais do que justo comemorar a data iniciando as atividades da seção #DoFrevoaoTango! Vamos lá?

Quero começar falando de algo que pode parecer básico, mas muita gente não sabe e acaba sendo pego de surpresa: o DESEMBARQUE! Para chegar a Buenos Aires, você pode desembarcar em um de seus dois aeroportos da região, que, para entender melhor, os comparo com os de Guarulhos e Congonhas, ambos de São Paulo. O Aeropuerto Internacional Ministro Pistarini de Ezeiza – mais conhecido como Ezeiza – é o mais importante da Argentina. Está a uns 22 quilômetros da cidade de Buenos Aires, ou seja, esse o comparo com Guarulhos. Já o Aeropuerto Jorge Newbery – mais conhecido como Aeroparque – está dentro de Buenos Aires, a noroeste, só a dois quilômetros do centro, ou seja, tipo Congonhas.


(Créditos: AA 2000)
Ezeiza está para Guarulhos, assim como...


...Aeroparque está para Congonhas!


Então, na hora de comprar a passagem, fiquem de olho quanto a escolha. Por isso, vou contar o que aconteceu comigo para facilitar a chegada de vocês aqui. Uma semana antes do meu embarque, com tudo certinho, a companhia aérea me liga para informar que o meu voo sofreu modificações. O correto seria sair do Recife por volta das 11h, chegar em Guarulhos (SP) às 16h (horário de verão) e embarcar para Buenos Aires às 18h e pouca. Só que o trecho SP/BUE, via Aeroparque, foi cancelado e queriam me transferir para Ezeiza. Bati o pé e informei que só queria desembarcar no aeroporto que tinha escolhido anteriormente. Então, a solução foi embarcar às 9h do Recife, fazer conexão no Galeão (RJ), que durou quase cinco horas, para desembarcar no Aeroparque.

Fiquei muito revoltada, porque queria e muito facilitar a minha chegada para que fossem me buscar. Depois de alguns dias, meio que entendi o motivo do cancelamento do voo da companhia aérea. Achei no site do jornal Clarín.com uma matéria que explicava tudo: a atual movimentação de passageiros não é compatível ao seu tamanho, porque, além dos voos regionais, atende os mais diversos internacionais. Segundo o texto, cerca de 600 a mil turistas dividem o espaço reduzido, com duas das 14 portas de embarque. Além disso, muitas companhias (locais e internacionais) transferiram seus voos de Ezeiza para o Aeroparque com o objetivo de não perder passageiros (concorrência, meus queridos!), ou seja, um sistema estrangulado. Talvez, por isso, tenham cancelado o meu voo original! Se quiserem ler a matéria toda, vejam aqui.


(Crédito: Reprodução da internet)
Ao que parece, o sistema do Aeroparque está estrangulado


Escolher por Aeroparque tem lá sua vantagem logística: estar dentro da cidade, gastar menos com taxi e poder chegar no aeroporto com mais tranquilidade. Entretanto, o cenário não me parece muito favorável, pode reservar algumas surpresas e não tem uma grande variedade de horários. Mesmo assim, vale arriscar, tá? Já soube de gente, recentemente, que desembarcou e embarcou no Aeroparque na maior tranquilidade e ainda foi passagem de promoção. Se os voos de Ezeiza forem mais interessantes, comprem os bilhetes, mas conscientes de que vão desembolsar uma grana que pode chegar a $200 (pesos) na corrida do taxi por um trecho – esse valor varia bastante a depender do seu destino final, ok? Em compensação, Ezeiza tem uma infraestrutura maior para os passageiros.

No site da gestora Aeropuertos Argentina 2000 (AA 2000), vocês podem encontrar informações importantes sobre os voos, de todos os aeroportos argentinos, saber quais linhas aéreas operam aqui, como fazer câmbio, como chegar e sair deles, entre outros dados.


(Crédito: Reprodução da internet)
No site do AA 2000, tem informações que podem ajudar bastante


#Ficaadica
Bem rapidinho, mas de uma relevância importantíssima para todos! Se vocês já não vierem com pesos argentinos (mais provável), terá que fazer câmbio em um dos aeroportos. Não recomendo fazer de muita grana, porque acaba saindo caro. Então, a dica é trocar apenas o suficiente para a corrida do taxi. Por falar nisso, peguem APENAS os taxis credenciados do aeroporto, chamado de remises. No site da AA 2000, você encontra os credenciados. Essa indicação foi reforçada por um próprio taxista que peguei por aqui para uma corrida, que disse: “Eles passam dinheiro falso e tem taxímetros adulterados”. Bom, melhor evitar, não é mesmo? Sim, têm ônibus sim, mas não acho tão indicado. Conversei com algumas pessoas por aqui quanto a isso e todas recomendaram taxi, por ser mais rápido e seguro. As linhas existentes vocês encontram também no site da AA 2000. Pelo que vi, parece que eles fazem aqueles circuitos que rodam, rodam, rodam e demoram horas para chegar ao destino. Isso carregando maletas não é muito indicado, não é mesmo?

Serviço:
http://www.aa2000.com.ar/