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24 de junho de 2014

Êta, São João arretado!

Mesmo com toda a euforia da Copa do Mundo, é impossível esquecer dele. Santo que é santo não deixa seu nome passar batido, principalmente se ele é daqueles bem festeiros. São João chegou e quer fazer bonito para os gringos que vieram para a Copa. Então, para não deixar o santo com raiva (que é pecado!), precisamos respeitar sua vontade, vestindo a camisa xadrez ou o vestido de chita e o chapéu de palha. E como este ano são muitos os possíveis devotos, São João precisa de uma mãozinha com a sua pregação.

Para catequizar os gringos, precisamos levá-los primeiro para dançar forró. As opções são muitas pelo Brasil a fora, mas existem dois lugares que eles não podem deixar de ir: Caruaru (PE) e Campina Grande (PB). Sabemos que as duas cidades disputam há anos a posição de "o maior e melhor São João", por isso é preciso passar pelas duas para não causar ciúmes. São João não quer problemas!

As festas nas duas cidades rolam até o fim do mês, então tem tempo de sobra. Confira a programação nas páginas oficiais de cada uma para este ano e pé na estrada:



Depois de muito rala coxa, é hora de encher o bucho. Os gringos não podem voltar para suas casas sem provar as delícias típicas do São João. Por isso, separamos uma listinha básica para ser apresentada:


Se eles são da Europa, você ainda pode explicar que a nossa festa junina surgiu da "festa joanina", celebração de São João naquele continente. Mas a gente deu uma incrementada depois que o festejo chegou aqui com a colonização portuguesa, dando origem ao nosso arraial com uma festa bem mais divertida com direito a dança, fogueira, simpatias...

Pode ter certeza que, juntando um ou dois devotos, São João ficará eternamente agradecido!

2 de abril de 2013

A miscelânea arquitetônica de Campina Grande

Mochilera Ju

A mochilera Rafa já falou por aqui sobre turismo na vertical, aquele em que a gente aprende a olhar pra cima e observar os prédios da cidade que estamos visitando, conhecendo a arquitetura e a história do local desse ângulo, de baixo para cima. Ela sugeria praticar esse ponto de vista em Buenos Aires, mas, para falar a verdade, dá para ser em todo canto, né? Pois, bem. Sugiro uma cidade surpreendente de olhar assim: Campina Grande, na Paraíba.

Engana-se quem acha que a cidade do Maior São João do Mundo não tem nada demais, no que se trata de arquitetura. Nas ruas do centro de Campina, encontram-se os melhores exemplares do que se chama Art Déco Sertanejo, o estilo que tomou conta da cidade entre as décadas de 1930 e 1940, por causa de uma revitalização da cidade encomendada pela prefeitura na época.

Fotos: Google Imagens / Divulgação
Essa é a Biblioteca Pública de Campina Grande. Sabe o que ela tem de especial, além de livros?
Diferente dos arranha-céus desse estilo que se encontram pelo mundo (alguém aí pensou no Empire State Building, em Nova York?), o Art Déco Sertanejo não usa de muitos metais e nem de muita exuberância, mas tem uma clara inspiração geométrica que garante sua personalidade. Melhor mostrar do que descrever:

Fotos: Lia Monica Rossi / Site Art Déco Sertanejo
Os prédios antigos dão lugar ao comércio modernos, mas sem perder o charme e o jeitinho retrô.
Há pouco tempo houve um resgate dessa história e as fachadas de vários prédios foram reformadas. Vale a pena encarar o vai-e-vem de pessoas na Maciel Pinheiro (principal rua do comércio da cidade), olhar para cima e contemplar com os próprios olhos a nossa versão nordestina dessa estética que existe no mundo todo. Dá para saber mais no site desse projeto.

Seu interesse por arquitetura ainda não está saciado? Conheça o Teatro Municipal Severino Cabral. Construído em 1963, o prédio tem o formato de um apito, o que lhe confere uma acústica interior singular. Em visita a Campina, veja se há alguma peça ou show em cartaz aqui. Uma reforma recente vai garantir um espetáculo bem confortável.

Por dentro e por fora, o Teatro Municipal Severino Cabral enche os olhos do entusiasta de arquitetura
Para quem quer conhecer algo mais moderno, a dica é visitar o Museu do Artista Popular, ou Museu dos Três Pandeiros para os íntimos. O projeto é de Oscar Niemeyer e o prédio é novinho, inaugurado em dezembro de 2012. Lá, devem ser expostas obras de artistas artesãos locais. Além do mais, a vista natural das paredes de vidro suspensas sobre a água do Açude Velho é linda!

Foi o instrumento de escolha de Jackson do Pandeiro que inspirou Niemeyer nesse projeto
P.S.: Amigos arquitetos e/ou campinenses, meu conhecimento sobre o assunto é limitado. Falei besteira? Corrijam-me aí. Falei certinho? Aceito parabéns também!

11 de março de 2013

A (quase) Praia do Jacaré

Mochilera Ju

Fui a João Pessoa (pela milionésima vez na vida) há duas semanas. De férias, acompanhada da minha irmã, sobrinho e cunhado gringo, aproveitei a cidade - que conheço desde sempre - como uma turista, visitando os pontos mais atrativos e comprando souvenirs. Só por causa disso, redescobri um local fantástico: a Praia do Jacaré, em Cabedelo, região metropolitana da capital da Paraíba.

O lugar é famoso, pois é ali que o sol se põe no mar. Conversa, é claro. A Praia do Jacaré não tem nada de praia, mas é à beira do Rio Paraíba, antes de desaguar no mar paraibano. Não dá muito para se divertir na água, mas seus encantos são outros.

Fotos: Arquivo pessoal / Juliana Sauvé
Pense no pôr do sol bonito da gota serena
Ao longo da praia, ficam inúmeros barzinhos e restaurantes que oferecem uma paisagem linda e um camarote especial para um show diário: todos os dias, Jurandy do Sax sai de barquinho pelo rio tocando o Bolero de Ravel para fazer a trilha sonora do pôr do sol mais bonito da região. Quem quiser conhecer melhor o lugar pode fazer um passeio de catamarã pelo rio e ver esse espetáculo de um ângulo mais privilegiado ainda.


Jurandy do Sax homenageando o sol com o Bolero de Ravel

Como se não bastasse isso, por lá ainda existem inúmeras lojinhas de souvenirs, uma feirinha de artesanato, lanchonetes e sorveterias. Se der sorte, você talvez até encontre Lampião e Maria Bonita passeando por lá, dispostos a tirar foto com você (em troca de uma contribuiçãozinha cultural). Aliás, #FicaaDica: algumas lojinhas de artesanato parecem até melhores que as da Feirinha de Tambaú e do Mercado de Artesanato da Paraíba.

Loja de artesanato por aqui é coisa séria!
Não é pra menos que tivesse renegado o lugar ao fundo da lembrança. Desde a última vez que visitei, anos atrás, Jacaré mudou muito, e para melhor. Tomou um banho de loja, deu aquele jeito e, agora, está tão bonito que dá gosto de ir visitar. Se você nunca foi, vá simbora ligeiro conferir. Se já deu uma passada por lá, mas faz tempo que só a bixiga, vá de novo para ver como está bom! E faça o seguinte: vá logo cedo, para dar tempo de ver tudo, comer uma tapioca, tomar um sorvete ou uma cerveja, pedir para o moço fazer sua caricatura, bater um retrato com Lampião e Maria Bonita, comprar molho de pimenta do tio que fala inglês bem direitinho (juro!), comprar umas lembranças, dançar um forrozinho no meio da rua e não perder de jeito nenhum o Bolero no fim do dia!

Não falta o que fazer num fim de tarde no Jacaré
Mais informações aqui ó: http://www.praiadojacare.com.br

14 de junho de 2012

#SãoJoãoDaParaíba: Na entrada tá escrito, é proibido cochilar!

Mochilera Ju

Pra finalizar essa semana de posts especiais, reunimos várias dicas pra quem vai curtir o São João da Paraíba. Algumas dicas valem pra qualquer lugar, na verdade:
  • É provável que você vá passar muito tempo em pé e talvez chova. Escolha seu calçado pensando nisso.
  • Agasalhe-se. As temperaturas à noite podem baixar e bater aquele friozinho. É uma boa oportunidade de usar aquele cachecol lindo que nunca sai do armário. 
  • Se você for ao Parque do Povo, em Campina Grande, é bom saber que todo mundo é revistado pela segurança o antes de entrar. Não passam recipientes de vidro.
  • Dia 23 de junho é dia de comemorar a véspera do dia de São João com fogueira na frente de casa, para a felicidade de todos - menos de quem tem problemas respiratórios. Se for seu caso, é melhor evitar se expor.
  • Festas de rua atraem muita gente, de todos os tipos. Inevitavelmente, ocorrem furtos. Deixe seu celular e dinheiro bem guardados. Se possível, não vá de bolsa: é até mais confortável.
  • Vai para a Villa Forró em Campina Grande? É uma ótima pedida, mas você com certeza vai se sujar de lama. Não é o melhor cenário para seu Louboutin.
  • Para quem vai para a Villa Forró e para o Spazzio, se ligue no trânsito. Saia cedo de casa para evitar o engarrafamento e conseguir vaga para estacionar. Se for de táxi, se prepare para a batalha na hora de voltar.
  • O Boteco Baião, no Parque do Povo, tem um drink que é tiro e queda: absinto com tequila. Mas tome só um pra não cair de verdade.
  • Ainda na temática alcoolica, vale a pena experimentar uma cachacinha bem paraibana, disponível em vários bares e restaurantes do estado. Prove com mel de engenho ou com rapadura, fica uma delícia! 
  • Você também pode aproveitar a visitação à fábrica da Cachaça Rainha, em Bananeiras.
  • Tapioca, pamonha e canjica (e etc) são coisas que você provavelmente não vai encontrar no meio da festa (não se por quê). Mais fácil encontrar isso na padaria. 
  • O Parque do Povo tem wi-fi grátis esse ano! Eba! Só cuidado com esse celular, hein!
Abrimos espaço pra as dicas de vocês aí embaixo, nos comentários. Não se acanhem, a gente adora a participação de vocês!


Divirtam-se e que o padim São João vos acompanhe!
A gente espera que as informações tenham sido úteis e que o arraial de vocês seja inesquecível!

13 de junho de 2012

#SãoJoãoDaParaíba: Babados, xotes e xaxados, festa do interior

Mochilera Ju
A Paraíba pode não ser um estado muito grande, mas é especialista em São João. Além da famosa festa em Campina, também tem arraial em praticamente todas as cidades do interior, em grande ou pequena escala. Como prometi no post passado, hoje a gente fala das festas menos conhecidas, mas bem tradicionais que acontecem Paraíba afora.

Convidamos dois especialistas em São João, Luiz Claver e Jemerson Damásio para dar as dicas do ponto de vista de quem já foi pra a festa. Obrigada, meninos!

Especialistas em São João: Jemerson e Luiz (e eu, só pra enfeitar)

Galante e Expresso Forrozeiro

O ponto de partida ainda assim é Campina Grande. Uma das atrações de lá de que eu não falei no post passado é o Expresso Forrozeiro (ou Trem do Forró), que sai do coração de Campina em direção ao distrito de Galante, a cerca de 30km da cidade serra acima. O trem em si já é uma festa: trios de forró em cada vagão já aquecendo a sola da chinela dos forrozeiros.

Crédito: Jornal da Paraíba
Na Paraíba tem forró até no trem
A farra em Galante rola durante o dia e gira em torno das viagens do trem, que acontece aos finais de semana. De acordo com nossos especialistas, nem adianta ir em dia de semana.

"Galante tem várias barracas pra comer e beber, além de um palco onde continua o forró. Quem quiser ir de carro, tem que ir nessa hora mesmo. O melhor é almoçar por lá... com 40 reais dá pra 5 pessoas comerem muito bem mesmo!" - Luiz 

"Normalmente, a festa em Galante se encerra no final da tarde. Festa tranquila e cidade com clima de serra, em torno de 25 graus, como Campina Grande." -Jemerson

Crédito: saojoaemcampina.com.br
Em Galante não falta espaço pra o rala-bucho

A novidade desse ano é a viagem do dia 30, chamado Passeio da Diversidade, que é voltada para o público GLS. #FicaADica!
O Trem sai de Campina por volta das 10 da manhã, com cerca de 1h a 2h de percurso, e volta mais ou menos às 16h. O trajeto é acompanhado por carros de apoio e ambulância caso haja uma emergência. 

Patos

A cidade fica a cerca de 170km de Campina e 300km de João Pessoa e não se engane: lá é quente, mesmo no inverno. É uma das maiores da Paraíba, e a população aumenta bastante durante o São João,  que geralmente dura  de 5 a 10 dias. Esse ano duraria 13 dias, mas por causa da seca que assolou a região, a festa sofreu um corte de verba e foi reduzida para 10 dias (21 a 30 de junho), mas ainda dá muito tempo de aproveitar.

"A festa ocorre todos os dias de tarde e de noite. De tarde, no bar Coreto, próximo ao grande pátio de festas (o Terreiro do Forró), trios pé-de-serra e bandas menores se apresentam e o pessoal vai lá pra se divertir no estilo "pegação". Muita gente bonita é uma marca registrada. Esta parte da festa acaba todo dia por volta das 19h, 20h. É meio um ritual, todo mundo vai para casa e volta para os grandes shows da noite." - Jemerson

A festa à noite acontece no Terreiro do Forró, uma grande área semelhante ao Parque do Povo, com shows gratuitos e estabelecimentos para comer e beber. A programação completa dos shows está aqui.

É comum grupos de pessoas se organizarem para alugar uma casa por ali e aproveitar os dias de festa, mas a cidade também conta com toda a estrutura de hospedagem.
Crédito: expressopb.com
A seca reduziu a festa, mas no Terreiro do Forró ainda rolam várias atrações.
"Quem quiser tirar uma manhã e tarde pra fazer algo diferente, pode ir conhecer a Serra de Teixeira, que fica a uns 15 km de Patos. É bastante alto, quase 1000 metros. Tem um restaurante que fica numa pedra, a vista é fantástica! Dá pra ver patos bem pequenina lá em baixo e a seca tomando conta da região...
De lá, se você tiver carro 4x4 pode subir para o Pico do Jabre, ponto mais alto da Paraíba, com quase 1300m. Quem não tiver carro adequado, no local pode alugar um e subir do mesmo jeito... " - Luiz

Crédito: Google Images
Quem encara subir no Pico do Jabre?
Bananeiras e Solânea
As duas cidades estão a 70km de Campina e 180km de João Pessoa e ficam tão pertinho uma da outra que é difícil separar. Mas cada uma tem uma festa de São João diferente:

Bananeiras tem uma festa mais tradicional e familiar, conhecida como o melhor Pé-de-Serra do mundo. Os shows noturnos acontecem em dois palcos montados na praça principal da cidade de 21 a 23 de junho. A programação de shows está aqui

Crédito: diariodobrejo.com
O Pé-de-Serra de Bananeiras é a grande atração desse arraial tradicional
"É uma festa mais elitizada. Como a cidade é fria (menos de 20 graus nessa época) existem várias casas de campo na região por causa do clima e do campo de golfe, o único do estado.Por isso sê gente muito bonita e arrumada. A programação inclusive preza sempre mais por algo mais cultural, tem festival gastronômico durante o São João, por exemplo." - Luiz

Solânea já é menos organizada turisticamente, sem os hotéis e pousadas do nível de Bananeiras, mas tem um comércio muito maior, conta com mais bares e restaurantes e uma área reservada à festa com o dobro do tamanho.

Crédito: expressopb.com
A festa em Solânea é animada à tarde e à noite
"Solânea propicia festa em formato similar a Patos. Porém, a festa de tarde não é patrocinada pela prefeitura, mas por centenas de jovens que lotam a rua principal com sons de carros superpotentes. À noite, shows de grandes bandas com a praça principal lotada." - Jemerson
Teve show  ontem, dia 12, e volta a ter de 21 a 24 de junho. A programação de shows está aqui.

Ainda tem um pouquinho de São João guardado para amanhã. Afinal, São João não é coisa pouca!

12 de junho de 2012

#SãoJoãoDaParaíba: se você não viu, vá ver que coisa boa

Mochilera Ju

As noites no Parque do Povo já valem a visita a Campina Grande no mês de junho, com certeza! Mas a cidade leva o São João a sério e tem muito mais a oferecer aos turistas. Não dá pra deixar de fora algumas paradas obrigatórias:

Villa Forró

Foto: Google Images
É no forró da Villa que você vai gestar sandália esse ano?

A Villa é uma casa de shows dedicada, como o próprio nome diz, a eventos de forró. Durante o São João, a programação é sempre de shows de peso de bandas que estão fazendo sucesso no momento. Se você gosta do chamado 'forró eletrônico', é o lugar para você. A programação desse ano traz Zezé e Luciano e Garota safada, por exemplo.

Spazzio
Foto: Google Images
Ou será que vai ser no sertanejo do Spazzio que você vai dançar até não poder mais?

Outro espaço para shows pagos, o Spazzio é maior que a Villa e tem um público mais geral. Esse ano traz Bruno e Marrone e Victor e Léo para agitar as noites de São João. A programação tanto do Spazzio quanto da Villa Forró começa e termina relativamente cedo e é comum sair de lá para fechar a noite no Parque do Povo, nos shows gratuitos, bares e restaurantes por lá.

Salão de Artesanato da Paraíba

Foto: Google Images
No Salão do Artesanato você pode encontrar o souvenir perfeito e contar tudo pra a gente depois no #LoucosPorSouvenir!

Todos os anos o Salão de Artesanato reúne o trabalho de milhares de artesões do estado para uma feira que mostra o melhor que a Paraíba tem pra mostrar. É um ótimo lugar para encontrar souvenirs, comidas típicas, roupas de algodão naturalmente colorido, penducarilhos, brinquedos tradicionais e arte regional. Sério, não perca, é muito legal. Esse ano o Salão abre as portas entre 10 e 30 de junho, na Av. Prefeito Severino Bezerra de Cabral (a famosa Av. Brasília), 510, Catolé.


Vila do Artesão
Foto: Google Images
Na Vila do Artesão tem de tudo, inclusive calçados de couro


A Vila do Artesão tem um proposta semelhante à do Salão, mas é uma ação permanente: está aberto o ano inteiro. Os artesãos têm um espaço específico e estão sempre por lá vendendo suas peças. E tem de tudo: de peças em couro a panos de prato. Tem sempre um forrozinho gostoso tocando e também vale a visita. Fica na R. Aristides Lobo, próximo à fábrica da São Braz, no bairro do São José.


Sítio São João
Foto: Google Images
A mercearia do Sítio São João tem de tudo, mas só faz fiado a caba safado, corno e ladrão.

Visitar o Sítio São João é mergulhar numa vila de interior no século passado (e, de acordo com minha mãe, é mesmo igualzinho). Dá pra conhecer a réplica de uma casa de farinha, completa com a mandioca, os maquinário que funciona a tração animal e, é claro, a farinha. O Sítio também tem uma bodega, uma pharmácia (sim, com PH), a própria rádio-difusora, uma mercearia completa com os produtos típicos e ainda uma casa de pau-a-pique perfeita até os mínimos detalhes. Aliás, tem ainda mais coisas, mas é melhor conferir você mesmo  ou visitar o site oficial. Fora o Parque do Povo, na minha opinião esse é o lugar indispensável para se conhecer.
O Sítio costumava ser uma atração junina dentro do Parque do Povo, mas agora tem exibição permanente na R. Manoel Tavares, próximo ao Senac, no Alto Branco.

Quem conhece Campina vai notar que eu não falei do Expresso Forrozeiro. É que, para falar do trem, tenho que falar de Galante. No próximo post, tem Galante e outras festas do interior do ponto de vista de forrozeiros especialistas. Até amanhã!

11 de junho de 2012

#SãoJoãoDaParaíba: Olha pro céu, meu amor!

Mochilera Ju


Vai acabando maio e já está todo mundo contando os dias, sentindo o cheiro de milho verde no ar, dançando dois-pra-lá-dois-pra-cá com a menor insinuação de uma batida de triângulo. A chegada de junho é recebida com fogos: é São João no Nordeste!
Como boa paraibana, adoro essa época e acho que experimentar um autêntico São João de rua é algo que todo mundo tem que fazer pelo menos uma vez na vida. Las Mochileras sabem que nossos leitores adoram um arrasta-pé (por isso o post sobre o São João em Pernambuco do ano passado é recordista de visitas). Quando comecei a juntar material para escrever para vocês, percebi: é coisa demais! Se fosse falar de uma só vez de tudo que tem que se ver e fazer nessa época, o post ficaria gigantesco. Por isso, dividi o assunto bem divididinho e hoje estreia um delicioso especial sobre as festas juninas na Paraíba de presente para vocês. E, para começar, não tem como fugir: Vamos falar do maior São João do mundo: o de Campina Grande!
Campina dança no ritmo da sanfona durante 30 dias de festa. Esse ano, começou no dia 1º de junho e só termina no dia 1º de julho, para o deleite dos turistas que invadem a cidade. Opção de hospedagem tem bastante, de pousadinhas a hotéis de luxo ou casas e apartamentos para alugar para a temporada.
A festa à noite se concentra no Parque do Povo, uma área enorme no centro da cidade que se transforma na sede do forró para receber os visitantes. O local é dividido em quatro partes bem distintas

Crédito: Rafael Vasconcelos
O Parque do Povo é uma área do centro de Campina Grande que concentra os espetáculos em homenagem aos Santos Juninos
Primeiro vem uma área de alta concentração de bares e restaurantes que se instalam por ali temporariamente, mas em construções com toda a estrutura necessária. Uma recente reforma no Parque do Povo permite que os estabelecimentos tenham banheiros próprios, aliviando a fila dos banheiro químicos. Por ali também se encontram as Ilhas de Forró,palhoças onde tocam autênticos trios de pé-de-serra, que são o lugar perfeito para o tradicional rala-bucho (ou uma dança de forró pegadinho, pra quem não conhece o termo).

Numa ilha do forró o caba fura a chinela de tanto encaicar o chão!

Depois vem a Pirâmide, um cartão-postal da cidade, que na reforma recebeu uma nova pintura azul e branca, substituindo a tradicional cor marrom. Ali se encontra um palco maior e uma grande área para dançar. É também onde acontecem as apresentações de quadrilha, um espetáculo lindo de se ver.

Crédito: Google Images
As apresentações de quadrilhas acontecem na Pirâmide
A Pirâmide já foi considerada o lugar do risca-faca. Ou seja: cenário de violência e furtos. A constante presença da polícia mudou esse status de um tempo para cá, mas ainda é melhor ficar ligado. Aliás, cuidado é bom não só ali, mas em toda a área do Parque do Povo e região. Afinal, é uma festa gratuita e pública que atrai todo tipo de gente. Mas calma! Não precisa ficar paranoico. Basta guardar bem dinheiro e celular.
Na lateral desses dois locais fica uma rua que é fechada para a circulação de carros à noite e funciona como um corredor que conecta todas as áreas. Ali, dá pra comprar uma maçã-do-amor, uma caipifruta, um cachorro quente ou outro lanche rápido.
No fim de tudo, está uma área que abriga a fogueira (sem fogo) de 20m de altura, a cidade cenográfica que recria a Catedral de Nossa Senhora da Conceição, mais bares e restaurantes, camarotes e o palco principal, que recebe grandes atrações durante os 30 dias. As mais importantes se apresentam na abertura da festa, nas vésperas dos dias de Santo Antônio (11/06 - hoje!), de São João (23/06) e São Pedro (28/06) e no encerramento, além dos fins de semana.

A vista do Parque do Povo do palco principal se destaca pela réplica da Catedral da cidade
Por causa do centenário do nascimento de Luiz Gonzaga esse ano, não restam dúvidas de que ele é o homenageado da festa e que as músicas do Rei do Baião vão protagonizar o repertório de muitos artistas. Pra ter uma experiência mais imersiva, olha que legal: http://www.fixe360.com/tours/360maiorsaojoaodomundo/
É claro que nem tudo que Campina tem a oferecer no mês de junho fica no Parque do Povo, mas as outras atrações são pauta para o próximo post. Por enquanto, ficam alguns links úteis para os forrozeiros que se animaram em conferir a farra:

Site oficial com a programação completa
http://www.saojoaoemcampina.com.br/
Outra de informação sobre as maravilhas juninas. Tem até dicas de moda!
http://30diasdefesta.com.br/

6 de setembro de 2011

#Fica a dica: Dê um pulinho na Paraíba no feriado!

Mochilera Ju

Sempre tem um destino pertinho que dá pra ir e voltar em um dia só. Ano passado, 7 de setembro caiu em uma terça e também não foi feriadão. Ainda assim, aproveitei o dia de folga para dar uma fugidinha da cidade e visitar o litoral sul da Paraíba. Para quem mora no Recife (PE), bastam umas horinhas de viagem e você encontra praias lindas, como Carapibus, Tabatinga e Coqueirinho. Sem dúvidas, valem a visita! Sete de setembro, feriado, Independência do Brasil! Dia de não precisar estudar, nem trabalhar, só para aproveitar o sol que vem dando o ar da graça esses dias... E caiu em plena quarta-feira. Não que feriado em meio de semana não valha a pena, afinal, é sempre um dia para relaxar (ruim mesmo é quando cai em fim de semana, como esse ano caiu o Dia do Trabalho). Mas não dá pra viajar num feriado desses... Né? Claro que dá!

Em Tabatinga, no município de Jacumã, a 114 quilômetros da capital pernambucana, a pedida é ir ao Art Bar. O local é meio escondidinho, apesar de ficar próximo a algumas pousadas. O clima é descontraído e simples, com redes penduradas embaixo de palhoças de madeira onde dá pra se espreguiçar e tirar um cochilo ouvindo o mar. O bar serve comida quente e cerveja gelada pra ficar tudo perfeito. A praia, ainda por cima, é linda e meio deserta.

(Crédito: Renato Hennys)
Curtindo o Art Bar: não dá pra não ser feliz em Tabatinga

Coqueirinho, uma outra praia da mesma região, por outro lado, tem acesso mais difícil mas, ainda assim, foi invadida por turistas em excesso. Acabou ficando meio poluída, com gente e barulho demais. De todo jeito, a praia é lindíssima e o lugar vale a visita em um dia mais tranquilo.


(Crédito: Juliana Sauvé)
Coqueirinho é linda, apesar de muito movimentada


Carapibus é outra que também tem um clima meio deserto e natural, cheia de pausadinhas simpáticas que convidam para uma estadia mais prolongada.

E não são só essas, não. Vale também conhecer as praias de Gramame e Tambaba que, por sinal, tem uma parte naturista, para os mais desenibidos. Atualmente, ainda dá tempo de dar um pulinho algumas praias sem medo de enfrentar a farofada.O site da Secretaria de Turismo da Paraíba está em construção, mas basta uma busca rápida no Google para descobrir vários roteiros por lá.

(Imagem: internet)
Carapibus: perfeita para renovar as energias

Não vai dar nesse feriado? Que tal planejar uma viagem rápida para o próximo, que também será na quarta-feira: dia 12 de outubro?! Além das praias da Paraíba, todo o litoral nordestino é salpicadinho de pequenos paraísos que dá pra conhecer um dia e ainda dormir em casa pra trabalhar no dia seguinte! =D