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26 de novembro de 2012

Mochilando no sofá

Mochilera Ju

Ultimamente ando sem grana tempo para turistar. Mas não é por isso que minha sede de viagens se aquietou, então tenho dado um jeito de conhecer novos lugares através de outro vício meu: o cinema.

Fiz uma lista rápida de filmes que fazem a gente viajar por cidades diferentes e me surpreendi ao perceber que dá mesmo para conhecer muitos cantinhos do mundo dessa forma, mesmo que não seja lá a mesma coisa de passear pelas ruas de verdade. Você pode conferir uma playlist com todos os trailers dos filmes citados no nosso canal do Youtube: http://bit.ly/V7pdIO

Nova York
Filmes que se passam em Nova York são muitos, mas Nova York, eu te amo é especial. Nesse, a cidade é praticamente um personagem do filme.

Outro legal pra viajar é Encantada, porque Patrick Dampsey é lindo porque mostra a cidade sob a ótica de Giselle, uma personagem de contos de fadas que passa por um portal e se encontra em Manhattan. Mais turista do que ela, impossível.




Paris
Vou ser clichê e indicar Meia-Noite em Paris. A cidade também é personagem nesse filme e é, sem dúvida, o meu preferido do diretor Woody Allen.

Tem ainda Paris, eu te amo, que veio antes do similar nova-iorquino e também é lindo de morrer.


 
Roma
A princesa e o Plebeu é um clássico com Audrey Hepburn, daqueles gostosos de assistir em domingos chuvosos. Também, claro, cheio de italianos cenários maravilhosos.


Irlanda
P.S. Eu Te Amo é o filme perfeito pra conhecer os campos verdejantes salpicados de ovelhas da Irlanda, saborear o lindo sotaque irlandês e admirar a beleza máscula de Gerard Butler... Mas estejam avisadas, meninas: se estiverem na TPM, tenham muitos lenços de papel e brigadeiro a mão. Vão precisar.

   
Barcelona
Woody Allen adora esses filmes de cidade-personagem. Além de Meia-Noite em Paris, são dele A Roma com Amor e Vicky Cristina Barcelona, que tem uma temática menos inocente do que os dois primeiros mas que mostra lindamente a cidade de Gaudí.

Falando em Barcelona e em safadeza, outro que vale a pena conferir e é divertidíssimo é Albergue Espanhol. Veja também Bonecas Russas, a sequência que se passa em São Petesburgo.




Buenos Aires
Medianeras mostra o dia a dia solitário de dois moradores de Buenos Aires ao mesmo tempo que analisa a arquitetura eclética da cidade.




Austrália
Austrália, o filme, é capaz de botar um para dormir de tédio. Melhor assistir o muito mais animado Priscilla, a Rainha do Deserto para passear pelo Outback e se divertir e se emocionar com Drag Queens fabulosas.



Essa listinha está longe de ser completa e definitiva. A gente quer mesmo é saber o que mais vocês indicam para dar uma mochilada sem sair do sofá!

3 de abril de 2012

#Ficaadica: Suspiros por Pavlova

Mochilera Ju


Austrália e Nova Zelândia são países irmãos em muitos aspectos, levando em consideração que ambos estão na Oceania e fazem parte do hoje obsoleto Império Britânico. Mas existem dois assuntos em que não conseguem se entender: quem é melhor no rugby e, afinal, Pavlova é uma receita asutraliana ou neozelandesa?

A rixa é antiga e eu não tenho como opinar. Uma coisa é certa: a sobremesa, que foi criada em homenagem à bailarina russa Anna Pavlova, é uma delícia! Feita basicamente de claras e açúcar, é uma mistura de pudim de claras e suspiro que dá água na boca!


Crédito: Google Imagens
Quem inventou a Pavlova eu não sei, mas sou eternamente grata!

Durante o ano que passei na Austrália, pude experimentar a sobremesa várias vezes. No supermercado e nas doçarias, é facinho de achar. Tem também mistura pré pronta pra fazer em casa. Mas, sinceramente, aquela feita em casa, do zero, é a campeã. De saudades que tive, até me arrisquei a fazer um dia desses. A receita é fácil de achar por aí. 



Crédito: Google Imagens
Ok, admito: a minha versão não ficou tão bonita. Mas tava tão bom! =)

#FicaaDica para quem for à Austrália ou à Nova Zelândia: não deixem de experimementar a famosa Pavlova. Para quem não pode ir tão longe agora, que tal se arriscar na cozinha e provar um pouquinho desse sabor do outro lado do mundo?

21 de março de 2012

Noite de sustos em Fremantle

Mochilera Ju

Histórias de fantasmas encantam todo mundo, mesmo as que são mais assustadoras. Não é para menos que o post com a entrevista da nossa querida Jaque Couto, falando dos malassombros do Recife há algumas semanas, fez tanto sucesso.

Durante o meu ano na Austrália, eu e uns amigos fomos encarar um dos lugares mais escabrosos de Fremantle, uma cidade satélite de Perth, em Western Australia. A Fremantle Prison é um prédio que ainda carrega um pedaço de história. A prisão de segurança máxima funcionou entre 1850 até 1991, quando deixou de abrigar prisioneiros. Hoje, funciona como atração turística e oferece diferentes tours para os visitantes. É possível visitar as celas minúsculas onde os presos ficavam encarcerados, conhecer os lugares onde eram feitos os banhos de sol, o trabalho braçal e até mesmo os enforcamentos.

Crédito: Wikipedia
Prisão antiga que é prisão antiga tem que ter uma boa história de malassombro


Como uma boa prisão centenária, não faltam histórias de fantasmas para assombrar as visitas guiadas. Um dos tours oferecidos é feito à noite, com o claro propósito de deixar os visitantes com mais medinho ainda. Os guias e atores que contam histórias marcantes de presos que ocuparam aquelas celas fazem de tudo pra pregar uns bons sustos - e conseguem! Além dos sustos propositais, há relatos de pessoas que viram, sentiram ou ouviram presenças estranhas no ar... Por isso, a visita não é recomendada a pessoas com problemas cardíacos e àqueles de coração mas fraco.

Crédito: Crative Spirits 
O local dos enforcamentos. Vai me dizer que não é um ótimo lugar pra assombrar?


Existe ainda um bloco da prisão em que a visitação não é liberada. Segundo os guias, é porque ali o clima é outro: o prédio é assombrado de verdade. Aparecem coisas escritas nos móveis e paredes, cadeiras se mexem, barulhos estranhos podem ser ouvidos... Pelo menos, é isso que dizem.

Créditos: fremantleprison.com.au
A prisão é um registro histórico concreto e muito pouco mudou nos 162 anos desde sua construção

Se fantasmas existem mesmo, eu não sei. Mas a visita à prisão vale a pena para quem for visitar a costa oeste da Austrália! Quem quiser mais informações, é só visitar o site: http://www.fremantleprison.com.au

22 de janeiro de 2011

Hotel de um Milhão de Estrelas

Mochilera Ju

O ano que passei na Austrália em intercâmbio (2004) rendeu muitas histórias pra contar. Lá, tive experiências únicas, conheci ótimas pessoas e visitei lugares belíssimos, como esse que vou compartilhar com vocês agora.

É tradição do Rotary Club (a instituição que patrocinou minha viagem) promover uma excursão com os intercambistas visitantes. Em setembro de 2004, eu e outros tantos brasileiros, americanos, finlandeses, dinamarqueses, suíços e suecos, alemães, taiwaneses e etc, arrumamos a mala e partimos para uma viagem de duas semanas pela Austrália Ocidental. Fizemos o percurso de milhares de quilômetros de ônibus e passamos as noites ao ar livre, em sacos de dormir, hospedados no que gostávamos de chamar de "hotel de uma milhão de estrelas".

Foto: Arquivo Pessoal
A dormida era assim mesmo: A céu aberto

Cada lugar que visitamos renderia um post, então vou começar com o mais lindo de todos, o Karijini National Park, onde chegamos no quarto dia de estrada. O lugar é uma reserva natural no Outback australiano, o deserto que toma o centro do país. Lá, é possível fazer ecoturismo de verdade: acampar no meio do mato, tomar banho só (SOMENTE) de rio, ver cangurus em seu habitat natural, além de se aventurar descendo e escalando gorges, penhascos formado na pedra por anos e anos da pasagem de rios.

Na Knox Gorge, por exemplo, sem material de proteção, sem guia especializado - calma! Ninguém corria grandes riscos de se machucar e era possível ligar para a emergência de alguns telefones espalhados pela reserva, caso acontecesse algo. Recepção de celular? Claro que não! -, subimos e descemos pedras com a ajuda uns dos outros, arriscando algumas escorregadas e joelhos arranhados (e, no meu caso, um short de banho rasgado). Horas e horas de esforço eram recompensados por paisagens absurdamente lindas, rios limpos e a satisfação de ter cumprido o objetivo.

Foto: Arquivo Pessoal
As paisagens lindas do Karijini National Park

Na época, eu não tinha câmera digital e não arrisquei levar minha querida analógica para os penhascos. Voltei de lá sem nenhum souvenir, só tenho fotos cedidas pelos colegas que tinham câmera, mas a memória de uma das experiências mais marcantes do ano continua viva.

Foto: Arquivo Pessoal
Chegar nesses oásis não é fácil, mas a recompensa é fantástica!

Além de ser um país desenvolvido, de pessoas acolhedoras, a Austrália tem uma beleza selvagem que só se encontra por lá. Destino perfeito para os mochileros mais aventureiros. Continuarei a falar sobre outros lugares por aqui, pelo blog, mas quem ficou curioso pode dar uma espiadinha nas minhas fotos no nosso Flickr e visitar as páginas de turismo:



Foto: Arquivo Pessoal
Quase todos do grupo: rindo, todo mundo se entende