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11 de dezembro de 2014

#FicaVaiTerBolo: 4 anos de amor e mochila nas costas

Planeja antecipadamente (ou não) cada detalhe para que tudo dê certo? Fica ansioso e faz contagem regressiva? Sente aquele friozinho na barriga quando chega o dito dia? Medo de que algo dê errado? Fica nervoso quando o roteiro não era como esperado ou simplesmente deixa tudo fluir naturalmente? Quando você precisa voltar, já bate aquela saudade?

Se todas ou a maioria das respostas às perguntas for positiva, diagnosticamos que você está apaixonado. Sim, ama viajar, assim como nós há 4 anos! Dezembro é o nosso mês de aniversário e, para comemorar, declaramos o nosso amor por nossas mochilas e cada destino que já visitamos e ainda vamos passar.

Acha que é um exagero e pura paixonite? O cinegrafista e fotógrafo Christian Grewe é a prova de que não mesmo. Embarque com ele no vídeo Travel Love, um resumo de 3 mochileiros diferentes em 8 países: Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Argentina, Vietnã, Camboja e Tailândia.



28 de novembro de 2012

Uruguai: Para ir a Colonia del Sacramento, não tem apenas Buquebus

Quem viaja para Buenos Aires por mais de uma semana, por exemplo, tem a possibilidade e tempo suficiente para explorar o outro lado do Río del Plata. Uma rápida e barata opção é ir até Colonia del Sacramento, uma pequena, simpática e histórica cidade do Uruguai. Um tradicional meio de chegar até lá é de barco, na verdade uma lancha gigante que cruza o rio de forma rápida e segura. Já comentamos antes como é viajar até Colonia pela empresa mais conhecida, Buquebus. Mas existe uma outra opção de chegar ir à cidade uruguaia.


(David Almeida/Flickr)

12 de julho de 2012

Montevidéu - parte 3

Mochilera Sabri


Nem só de história e antiguidade vive Montevidéu. A capital do Uruguai também tem sua parte moderna, bem planejada, com praia (formada pelo Rio de La Prata) e parques bem arborizados. Como você já conheceu o "essencial" da cidade no primeiro dia, reserve o segundo dia para curtir a parte mais rica de Montevidéu, onde estão os badalados bairro de Palermo, Punta Carretas e Pocitos. Falei deles e coloquei fotos no primeiro post, lembram? 

Pois bem, comece o dia com um passeio no Parque Rodó, o mais popular da cidade e um programa ideal para todas as idades. O parque, criado em 1896, tem mais de 40 hectares de muito verde, fontes, monumentos e um lindo lago artificial. Um lugar ideal para relaxar, curtir a natureza, caminhar, andar de pedalinho e aproveitar os dias ensolarados, sejam eles frios ou quentes. Atividades para crianças não faltam, tem até um biblioteca infantil bem especial: dentro de um castelinho! Aos domingos, o parque também recebe uma feirinha de artesanato, doces e várias outras coisas.


(Foto: internet)
Parque Rodó: para esquecer todo o estresse 

Saindo de lá, você já pode pegar a direção à orla e ir curtido as Ramblas de Montevidéu, que nada mais é que o calçadão. As "Ramblas" levam diferentes nomes e servem para localização (como a orla do Rio de Janeiro, que nos localizados pelos "postos"), como a Rambla Pres.Wilson, Rambla Republica del Peru, Rambla Republica del Chile, etc. Todas muito bem arquitetadas, conservadas e limpas. Chega dá gosto de ver! Nessa região também tem shoppings, lojas de grife, docerias e livrarias. É só escolher o que mais se afina com seu "perfil de turista". =)

Andando pela orla, não se assuste se vir um castelo. Ele destoa da "paisagem de litoral" espremido entre os prédios. É o Castelo Pittamiglioconstruído na década de 20, que hoje abriga um Centro Cultural. Mas, só sua estrutura misteriosa já vale o passeio, que é uma ótima opção para acabar o dia: as visitas guiadas são às terças, quintas, sábado e domingo, sempre às 17h30 (em julho, as visitas acontecem todo dia, a partir das 15h).

                                                                              (Foto: Martín Atme / montevideo.gub.uy)
Alguma das várias Ramblas de Montevidéu
(Foto: Daniel França)
Em Punta Carretas não deu praia (frioooo) !!

(Foto: Sabrina Medeiros)
O estranho castelo que chama atenção na orla

#Ficaadica: No térreo do Castelo funciona o chiquerrérimo restaurante museu MonteCristo. Uma boa pedida para um jantar especial e super original. O cardápio é super refinado, de peixes a Foie Gras.  

No terceiro dia, você pode deixar para conhecer tranquilamente o Parque do Prado, localizado no bairro de mesmo nome. Lá estão abrigados o Jardim Botânico de Montevidéu e o romântico Rosedal, espaço do parque onde estão plantadas centenas de rosas diferentes. Dá para passar horas apreciando a beleza desse lugar. 


    (Foto: Martín Atme / montevideo.gub.uy)
O romântico Rosedal
                                                                         (Foto: Martín Atme / montevideo.gub.uy)
Parque del Prado
(Foto: Martín Atme / montevideo.gub.uy)
Esculturas no Parque del Prado

Quem se interessa por arte, pode ir andando para o Museo Municipal de Bellas Artes Juan Manuel Blanes, ali perto. Mas, se você gosta mesmo é de futebol, a boa é correr para Museu do Futebol e o Estádio Centenário, que ficam no Parque Battle, no Centro. Os admiradores do esporte, dizem que vale a visita.

E agora, vocês acham que vale a pena visitar Montevidéu ?

11 de julho de 2012

Montevidéu - parte 2

Mochilera Sabri

Andar em Montevidéu é bem fácil. Isso porque a cidade é pequena, plana e maior parte dos pontos turísticos estão concentrados na Ciudad Vieja, no centro da cidade. Assim, dá para explorar essa região a pé, sem pressa. Aí vai a sugestão de roteiro para seu primeiro dia lá:

Inicie pela Avenida 18 de julho, a principal via do centro. Lá o comércio é forte e há lojas de todos os tipos e para todos os gostos (e bolsos!). A avenida é  bem larga e em algumas esquinas encontramos praças charmosas e bem cuidadas como a Plaza Fabini, que é linda!


(Foto: skyscrapercity.com)
A Avenida 18 de julho, no centro de Montevidéu

(Foto: panoramio.com)
Plaza Fabini, uma das surpresas que encontramos andando pela avenida

Caminhando sempre em frente você chegará ao Palacio Salvo, edifício do período colonial que virou cartão postal de Montevidéu. Com certeza, você o reconhecerá assim que o vir. Construído em 1922, o Palacio é imponente e tem uma arquitetura bem diferente de tudo que já vi, com uma torre rica em detalhes que parece se equilibrar naquele conjunto.  Emoldurado por palmeiras típicas da região, o antigo edifício pode ser apreciado e fotografado por vários ângulos diferentes a partir da Plaza da Independencia. É lá também onde fica o prédio da Presidencia da Republica do Uruguai, este já moderno, todo em vidro.

                                                                                      (Foto: Sabrina Medeiros)
O impressionante Palacio Salvo
Na Plaza da Independencia está a Estatua em homenagem ao José Gervasio Artigas, que lutou pela independência do Uruguai. Debaixo dela, é possível visitar o Mausoléu de Artigas, onde estão os restos do coronel, vigiados 24h por dois soldados em silêncio. É interessante observar o respeito, segurança e cuidado que se tem como o local. Saindo de lá, atravesse a Puerta de la Ciudadela, um pedaço do que restou do muro que rodeava a cidade.

#Ficaadica1 : Todos os domingos, no bairro Cordón, bem pertinho da Plaza da Independencia, tem a famosa feira Tristán Narvaja, onde se pode encontrar de antiguidades, pinturas, trecos diversos, frutas variadas e até animais para vender. A feira é enorme e pega vários quarteirões. Turistas de toda parte e nativos se encontram por lá. Não percam!

Atravessando a "puerta" você vai encontrar várias praças, a Catedral de Montevideo, vários imóveis históricos, restaurantes e lojinhas. A Plaza Constitución é linda e tinha uma ótima feirinha de antiguidades, onde comprei várias coisinhas para minha futura casa. =)

(Foto: Sabrina Medeiros)
A histórica Puerta del Ciudadela
Eu e Dani na romântica Plaza da Constitución
(Foto: Sabrina Medeiros)
A feirinha de antiguidades: preços bem atrativos
As opções de restaurantes por aí são variadas, mas não deixe de almoçar no Mercado del Puerto (já falei dele aqui ), que concentra o que há de melhor na culinária uruguaia. O mercado é pequeno, mas super bem cuidado e dá para se ver que totalmente voltado para o turismo. O ambiente é super agradável, a gastronomia saborosíssima e o atendimento é impecável. 

À tarde, faça o caminho de volta desfrutando da paisagem e finalize o dia com uma visita guiada ao Teatro Solís, um dos mais antigos da América do Sul. As últimas acontecem sempre às 16h e, toda quarta-feira, as visitas guiadas em espanhol são gratuitas.

                                                                                         (Foto: Sabrina Medeiros)
Um dos restaurantes do agradável Mercado del Puerto
#Ficaadica2 : No final de tarde entrando pela noite, evite ficar nessa região. Como qualquer centro e zona portuária das cidades, não fica muito seguro à noite.

À noite você pode dá um pulo no El Pony Pisador, barzinho estilo Pub que reúne a turma jovem, tem boa música, bons drinks e petiscos deliciosos. O lugar já foi tema de post  aqui no blog (um dos mais acessados, por sinal). Voltando ao bar, há dois "Pony" em Montevidéu: um no centro e outro em Pocitos. Fui no de Pocitos e adorei, principalmente por ser numa rua agitada, onde há vários outros barzinhos que você pode ir parando, conhecendo e degustando a Patricia, cerveja local. Nada mal, hein?

Amanhã, continuamos nosso roteiro para um fim de semana prolongado de descobertas em Montevidéu. Até lá! xoxo


10 de julho de 2012

Montevidéu vale a pena?

Mochilera Sabri



"Será que vale a pena?" Essa foi a pergunta que mais fiz a mim e aos outros antes de decidir ir à capital do Uruguai. Apesar da proximidade do Brasil, nenhum amigo próximo tinha ido. A maioria das pessoas que me respondiam só conhecia a agitada Punta Del Este (basta ter assistido Amaury Jr uma vez na vida para ter escutado falar nesse balneário kkk) e a romântica Colonia Del Sacramento (falei sobre ela aqui, relembre). Os relatos que achei na internet não eram empolgantes e nem encontrava fotos bonitas, que me desse uma ideia da cidade. Ao contrário do que muitos fariam, esses motivos só me deram ainda mais curiosidade de conhecer Montevidéu. E, fugindo da rota das cidades mais baladas, decidi conhecê-la, com meus próprios pés e olhos. 


(Foto: arquivo pessoal)



Primeiras impressões
Como fui após uma parada em Colonia Del Sacramento, cheguei a Montevidéu de ônibus. E, mochilera que se preze não pega ônibus de turismo, né? hahaha . Peguei um ônibus de intermunicipal mesmo, na estação rodoviária de Colonia (veja preços, rotas e horários aqui). A passagem custou algo em torno de R$18,00, o trecho. O ônibus era confortável e a viagem durou duas horas. Mas, alerto logo que o ponto negativo de ir a Montevidéu desta forma é passar por aquelas partes que turista não vê: favelas, buracos e lixo. Nisso, não vi diferença de chegar a uma cidade do Brasil por terra. Para mim, que durmo a viagem toda e fechei a cortina, nem me abalou. Mas, meu namorado noivo, que fica ligado a viagem inteira, achou que eu tava levando ele para o Haiti e ficou um pouco tenso com o trajeto. kkkkkk  

A rodoviária Tres Cruces também não é lá essas coisas. É bem pobrinha também e tem de tudo (ah, gente, como qualquer rodoviária!). Mas, gostei bastante de um serviço básico que por aqui não encontramos nas rodoviárias: uma central de turismo lá dentro, que me ajuda a achar hotel, fez a reserva para mim, me deu informações e mapa. Tudo simples e rápido. Adorei!  Como estávamos sem reserva de hotel, a atendente (muito simpática) foi rápida e resolveu tudo complicação, avisando até para o gerente do hotel nossos nomes para sermos recepcionados e agilizar o check in. Ta aí uma diferença colossal da Argentina: os uruguaios são bastante simpáticos e receptivos (URU 1 x 0 ARG). 

#Ficaadica: se vocês têm problemas com essas "aventuras", vão de avião ( o aeroporto de lá é um dos mais modernos das Américas) ou vão de Buquebus a partir da Argentina (já falei sobre essa viagem aqui). E ônibus, prefira os de turismo, que devem passar por um caminho mais bonito. rss

Onde se hospedar?
A melhor região para se hospedar é na região da Rambla de Montevidéu, mais precisamente no bairro de Pocitos, Punta Carreras e arredores. A área é a mais moderna e bem frequentada, é onde ficam os melhores edifícios, hotéis, barzinhos, shoppings, lojas, padarias, restaurantes. É lá também onde está a extensa orla da cidade (que lembra um pouco a de Maceió, Alagoas ou Ipanema, no Rio). A praia tem áreas que são para banhistas e outras que são cheias de pedras e vegetação, bem diferente das brasileiras.


Mapa da Rambla de Montevidéu, região mais moderna e rica da cidade.


As Ramblas de Montevidéu, ótimo para praticar esportes, passear e 
tomar banho de mar (quando fizer calor, claro! Fui na época de frio)

Pocitos é um bairro bem arborizado, organizado, limpo e moderno. É uma ótima pedida passear por suas praças e parques à tarde e aproveitar um pouco da paisagem da orla, onde há alguns restaurantes. Mas, nem vá pensando em encontrar quiosques para tomar uma cerveja à beira mar. Primeiro porque não é mar, Montevidéu é banhada pelo Rio de La Plata, e segundo porque lá não tem isso mesmo. 


Nos agradáveis parques de Pocitos dá até para ver o mar

Eu me hospedei no Centro. Como tinha pouco tempo, preferi ficar perto da parte história e fazer tudo andando. Lá, os hotéis são mais antigos, mas você encontra boas opções com preço bem atrativos. E o café da manhã é tudo de bom!

#Atenção: Se ficar hospedado no centro, evite andar à noite pelas ruas. A região fica bem esquisita, escura, sem ninguém. Então, pegue um táxi se for sair à noite. É barato e o hotel chama para você. Não se arrisque por besteira.

Comida
Não vou mentir: comi muito melhor no Uruguai do que na Argentina (URU 2 x 0 ARG). Os pratos são generosos, a carne é mais gostosa e macia, tem várias versões deliciosas de Chivito  (prato típico de lá que já falei por aqui) e o melhor: eles conhecem o que os brasileiros gostam. No restaurante que fomos eles avisaram logo que não era vantagem a gente pedir a parrillada completa, já que não tínhamos o costume de comer todas as partes do boi, como eles (rins, fígado, etc). Aí, já sugeriram logo cortes que agradam mais a gente e, realmente, estavam perfeitos! Ah, o preço também é justo.
De doce, lá também se encontram os alfajores, mas quem rouba a cena é o doce de leite. Hummmmm! O Lapataia é o mais famoso e indicado para os turistas levarem. E é realmente perfeito, trouxe vários! 

(Foto: Sabrina Medeiros)
Original do Uruguai, esses não podem faltar na sua mala de volta ao Brasil

A moeda
A moeda usada é o peso uruguaio, que é bem desvalorizado em relação à nossa moeda. Olhei no câmbio de hoje e $1,00 =  R$0,09. É, 9 centavos do real mesmo. Mas, antes de achar que você é rico lá, calma! A moeda tem mais "zeros" que a da gente, então, termina que os preços são bem equivalentes com os do Brasil. Um jantar para dois num lugar turístico, por exemplo, pode sair por $800, cerca de R$80,00. A conta que eu fazia de cabeça lá para não endoidar era sempre dividir o valor por dez, aí dava um valor aproximado no real. 
Casas de câmbio são fáceis de achar, não tanto como em Buenos Aires (URU 2 X 1 ARG ). Eu troquei todo o meu dinheiro na rodoviária mesmo, sem nenhum problema. Só evite trocar no centro, pois não é muito seguro. 

Tempo
Fui no mês de abril e peguei dias nublados. Pela manhã até fazia um solzinho, mas nada muito forte. Final de tarde e à noite acho que a temperatura desceu para uns 14º (nada que uma camisa mais grossinha não resolva). Como é rodeada pelo mar rio, é bem úmido e agradável.  

Quantos dias ficar lá?
Um final de semana ou um feriadão (três dias) é suficiente para conhecer Montevidéu. Algumas pessoas acham dois suficientes. Toda a parte da Ciudad Vieja, parte história e zona portuária da cidade, pode se fazer numa manhã. Por isso, digo que este tempo dá para rodar a capital uruguaia com calma. 

Montevidéu é uma capital federal, mas tem ares de interior, sem muito trânsito e multidão. O ritmo lá parece ser outro. Mesmo assim, fica longe de ser tranquila. No centro, me senti muito insegura. Tem mendigos e descuidistas para todo lado. Então, não dê bobeira mesmo, principalmente no centro com câmera e dinheiro.

                                                                                       (Foto: Sabrina Medeiros)
Uruguai já teve sua época de ouro. Nas praças é possível ver fotos antigas das praças e principais prédios

A cidade não é tão bem cuidada e não tem tantas programações quanto Buenos Aires (URU 2 X 2 ARG), mas tem o seu charme. A impressão que tive logo que cheguei é que a capital  deixou sua parte histórica um pouco pra trás e não investe no seu potencial turístico. Mesmo assim, ainda há muito o que aproveitar e descobrir. Porém, se o seu estilo é agito, grandes metrópoles, barulho e ótimo lugar para compras, Montevidéu definitivamente não é o lugar. 

                                                                                (Foto: Sabrina Medeiros)
A antiga arquitetura dos prédios. Pena que a maior parte não é bem cuidada

(Foto: Daniel França)
Explorar a Ciudad Vieja à pé é o melhor de Montevidéu

Aguardem a segunda parte das informações de Montevidéu, com roteiro completo para andar na cidade. ;)

10 de outubro de 2011

#EspecialMochileirinhos: Sim, é possível viajar com o filhote


Esta semana, vamos dedicar o
Las Mochileras de Tacón aos pimpolhos. Sim, iremos comemorar o #DiadasCrianças! Como nenhuma de nós três ainda têm filhos (com certeza um tema futuro que quiçá vamos abordar por aqui), contamos com a ajuda de algumas amigas mamães e relembramos algumas experiências quando adolescentes. Espero que curtam e aproveitem para trocar experiências, pois a ideia é essa, já que criança é um assunto bem instigante e com divertidas histórias para contar! Ah, durante a semana, vamos lançar uma promoção bem legal para vocês! Então, fiquem atentos por aqui e ao Twitter. Tenho certeza que muitos papais e mamães vão ADORAR!


Mochilera Rafa

Quem imagina viajar com um filho pequeno, mais especificamente uma garotinha de um ano e meio? Pois a jornalista Kele Gualberto deixou de lado o receio de uma viagem cansativa e cheia de preocupações para embarcar em uma mochilada cheia de mamadeiras, papinhas, fraldas e remédios para Buenos Aires, Punta del Este e Montevidéu. “Alguns devem dizer de imediato: isso é loucura! No início, até meu marido, Eduardo, não queria, alegando que ficaria cansativo. Mas bati o pé e disse que só iria se Maria Valentina fosse. Ele se convenceu de meus argumentos e cedeu, mas não foi fácil essa guerra”. Então, vamos ver como foi essa aventura que Kele enfrentou com sua linda Valentina? Uma coisa digo: a mamãe de “primeira viagem” fez tudo direitinho e não se arrepende!

A primeira preocupação foi: a alimentação. Kele colocou na mala alguns daqueles potinhos com comidinhas prontas e leite em pó, isso mais por segurança e desconhecimento. Só que a nem precisava de tantos, pois em todos os supermercados dos locais por onde foram tinha uma marca que é bem conhecida pelas mamães brasileiras com frutinhas em potinhos. “Ah, como viajamos com a TAM, solicitei por telefone comida especial para bebês e eles nos forneceram uma mamadeira e também potinhos de comidas prontas”, completou a mamãe viajante.


(Crédito: Arquivo pessoal)
Kele e Valentina no avião: aperto nas aeronaves deixa a viagem cansativa


A família passou três dias em Buenos Aires, três dias em Punta del Este e dois em Montevidéu. Kele confessa que o cansativo mesmo foi a viagem de ida e volta, já que são horas e horas dentro do mesmo lugar bem apertadinho, que é um avião, para estar com uma criança. Em Buenos Aires, ficaram hospedados no hotel Tribecas Studio, que fica no bairro Abasto, pertinho do centro. “Bom preço, com apartamentos enormes e cozinha americana”, avaliou a mãe jornalista. Para se divertir no primeiro dia, Valentina foi conhecer o Parque Teimaken. Para sair do hotel, os papais optaram por um taxi. Pode parecer mais caro, mas eles pensaram no custo benefício. “Sabemos que dá para fazer quase tudo de metrô por lá, mas com carrinho de bebê não dava, né?”, justificou Kele.

Chegando no centro, desceram na Plaza de Constituición, onde pegaram um ônibus super confortável de 20 pesos (ida e volta) para chegar ao parque. O percurso durou cerca de 1h30. Kele lembra ainda que a entrada nas terças-feiras é bem mais em conta (39 pesos). “Os animais são super bem cuidados, há vários lugares para comer, bichos diferentes e eles ficam praticamente do seu lado. Também tem aquário gigante com tubarões, estrela do mar, arraia e tantos outros peixes que não sei nem o nome. Tem uma chácara, cinema 360 graus e centros interativos. Pode reservar um dia, pois o lugar é enorme! Valentina ficou encantada com o local. Estou certa de que voltarei um dia!”, recomenda.


(Crédito: Arquivo pessoal)

Rainha Valentina: toda a programação da viagem foi pensada para ela


Outro lugar ainda em Buenos Aires que Kele levou Valentina foi a República de los Niños, que fica na cidade da Plata. “Pegamos um trem e depois de uma hora chegamos ao local. É uma cidadezinha, com 35 edifícios de instituições públicas, bancos, igreja e comércio em tamanho miniatura com estilos medievais, islâmicos e europeus”, completou a mamãe. Para ir a Punta del Este, foram de Buquebus até Montevidéu seguiram de ônibus. Ficaram no Golden Beach Resort e SPA. Lá, conheceram o porto, onde os pescadores alimentam os leões marinhos.

“Uma gracinha! Valentina ficou doidinha. Depois, conhecemos um pouco da história da cidade. As casas um luxo só! Balneário de ricos brasileiros e argentinos, que vão para lá no verão”, explicou Kele. A mamãe ainda ficou abismada com o profissionalismo dos funcionários do hotel onde ficou. “Valentina havia tirado o brinco de ouro e pérola. Não encontramos no quarto do hotel. Então, quando cheguei do city tour, vi que a camareira o encontrou e o deixou em cima da mesinha. Se fosse no Brasil, tenho minhas dúvidas se teria visto de volta”, comentou.

E quem disse que, nesse meio tempo, a mamãe não aproveitou a viagem? Em Buenos Aires, por exemplo, reservaram o dia para compras. “Fomos para avenida Córdoba, onde tem os outlets. À noite, ainda fomos ao shopping Abasto, onde tem o Museo de Los Niños. Pena que cheguei tarde e não deu para Valentina aproveitar tanto. Mas indico esse lugar para os filhotes”, lembrou Kele.


(Crédito: Arquivo pessoal)

Mamãe Kele não se arrepende e diz que deu para se divertir bastante com a filhota

20 de setembro de 2011

Duas bebidas em uma só!

Mochilera Sabri

Uma das coisas que mais amo fazer quando estou viajando é descobrir e provar as comidas e bebidas típicas daquele lugar. Nas minhas últimas férias, fui a Montevidéu (como vocês bem acompanharam por aqui e pelo @lasmochileras) e fiquei devendo um post importante sobre uma delícia uruguaia, bem comum por aquelas bandas. Arrependo-me até hoje de não ter apertado mais a mala, de ter comprado mais um sapato e de não ter deixado umas tranqueiras no hotel (como revistas e souvenir...), pois assim ia sobrar espaço para umas garrafinhas para bebericar e apresentar aos amigos.


Foto: Xosé Castro Roig
A bebida típica do Uruguai é distribuída assim aos turistas

O nome é Medio y Medio e agrada a diferentes paladares, principalmente, as mulheres. Suave, geladinha, refrescante e doce, é uma mistura de vinho branco seco com espumante, meio a meio - por isso o nome. A bebida, que antes era feita artesanalmente, hoje é comercializada em garrafas menores que a de vinho. A marca mais popular é a do restaurante Roldós (não sei nem se tem outra marca, só via essa por toda a parte), que pode ser encontrada no próprio, dentro do Mercado del Puerto, na Ciudad Vieja.


Foto: Divulgação
O Medio y Medio da Roldós, em três sabores diferentes

Lembro que uma garrafa custava em torno de R$15 a R$20, dependendo do tamanho e sabor. Sim, sabores! O tradicional é branco, mas também é possível encontrar nas versões tinto e rosado. Se não tem certeza se vai gostar, é possível degustar o Medio y Medio por todo o Mercado e na loja que vende a bebida. É como um "drink de boas vindas" para os turistas. Para mim, bastou provar um copinho para ser amor à primeira degustação. Hummm!!

Aliás, tem alguém indo pra Montevidéu para eu fazer a encomenda de uma caixa? ;)


19 de julho de 2011

#Fica a dica: El Pony Pisador é a pedida na noite uruguaia

Mochilera Sabri


Montevidéu, Uruguai – Nos primeiros dias num país desconhecido é difícil saber um lugar legal pra ir à noite, até porque a maioria dos hotéis indicam restaurantes típicos e alguns estabelecimentos que tem algum tipo de parceria. Se você vai para capital uruguaia, uma boa dica de barzinho jovem e divertido é o El Pony Pisador. O local é estilo um pub, com uma grande variedade de cervejas e todo tipo de bebida, mais diversos drinks que eles preparam na hora. E as comidas? Além de variados chivitos, lá é possível encontrar petiscos caprichados, deliciosos, bem apresentados e fartos. Quem for, pode fazer como eu fiz, ao invés de sair pra jantar e depois esticar, você pode ir jantar lá mesmo e provar pequenas porções de várias receitinhas uruguaias, que cá pra nós, são bem mais saborosas e baratas que a dos vizinhos argentinos. Dá uma olhada no cardápio do bar aqui

A programação musical depende do dia semana: banda, boate e até karaokê. No dia em que fui o bar tava lotado de jovens para uma despedida de solteiro, que um casal estava fazendo junto com os amigos uma farra só no karaokê! Quem quiser conhecer, a dica é optar pelo El Pony Pisador do bairro de Pocitos, a “Ipanema” de lá. Nessa mesma rua, inclusive, tem vários barzinhos de rua bem interessantes e movimentados. Tem um outro na cidade vieja, que muitos não aconselham ir à noite não. Não que o bar seja perigoso, mas os acessos não são muito seguros não. Disseram também que é mais lotado, pois há dias que mulher não paga e, pelas fotos, parece ser mais turístico também. E você, já conhecia o bar? Conta pra gente!

(Foto: elponypisador)
Além dessa área de barzinho, El Pony tem dacing e balcão

Serviço:
El Pony Pisador
www.elponypisador.com.uy

7 de junho de 2011

#DiadosNamorados: A cidade onde os suspiros viraram até nome de rua

Continuando o especial em homenagem à data dos casais apaixonados... E vocês, já escolheram a foto de um momento marcante entre para nos enviar: lasmochileras@gmail.com? Estamos aguardando!

Continuamos inspiradas...vejam o segundo roteiro romântico que escolhemos para apresentar a vocês:


Mochilera Sabri


Pequenina, costeira, tranquila, acolhedora e com ares de uma ilha isolada do mundo moderno. Colonia del Sacramento, no Uruguai é assim. Uma cidade cheia de encantos e detalhes que compõem um cenário perfeito para momentos a dois. Só a chegada à cidade, pelo Rio la Plata, já deixa o lugar com clima especial.

Limpa, bem cuidada, amistosa e voltada para o turismo, Colonia mantém um sítio histórico muito bem preservado, desde a época da colonização. A cidade é tombada pelo Patrimônio da Humanidade. O lugar foi alvo de disputas entre Portugal e Espanha e terminou sendo colônia portuguesa do século 17, e a primeira cidade uruguaia. A Ciudad Vieja (ou bairro histórico) é, sem dúvida, a parte mais bela da cidade. Ali, é possível ver as ruínas de fortes, igrejas e contemplar o casario antigo, que abriga restaurantes intimistas com o melhor da gastronomia local.

(Crédito: Sabrina Medeiros)
Colonia faz lembrar a cidade de Paraty, no Rio de Janeiro


Um dos melhores e mais simples prazeres da cidade é andar pelas pacatas ruelas de pedras. A mais famosa delas é a Calle de Los Suspiros, parada obrigatória no roteiro. Isolada por correntes, com casinhas coloridas, candeeiros e muito verde é realmente de suspirar quando se está lá, principalmente pela paz que representa. Um beijo sempre finaliza o percurso de casais que conhecem a rua. A sensação é como se você estivesse dentro de uma pintura arcadista.

Se perder por essas ruas estreitas, é sempre uma surpresa, pois muitas delas levam aos mirantes ou piers de paisagens estonteantes para o rio. As mais antigas e visitadas estão preservadas para o turismo e não há moradores. Em Colonia, assim que você chega, seja na frente da rodoviária ou do terminal fluvial, há opções de aluguel de bicicletas e carrinhos de golfe. Alugando um dos dois (principalmente o carrinho), dá para conhecer a cidade inteira em um dia.

(Crédito: Daniel Thul / niel.seyanim.com)
A romântica Calle de Los Suspiros. Ai, ai...


O que conhecer
Uma vez em Colonia, você não pode deixar de visitar: Portón del Campo, Bastión de San Miguel, Calle de los Suspiros, Plaza Mayor, Ruinas del Convento de San Francisco y Faro, Bastión de San Pedro, Paseo de San Gabriel, Bastión del Carmen e não perder de admirar o pôr do sol no Bastión de Santa Rita ou no Muelle 1866. Se tiver de carro ou bicicleta, vale a pena esticar para a parte nova, conhecer a orla, admirar os condomínios (que nessa parte parecem com as casas dos EUA), ver de perto as ruínas da Plaza de Toros e entrar no Museu dos Naufrágios.

Tudo isso dá para fazer em um dia. Mas se você quiser passar a noite lá, verá a cidade ainda mais romântica, iluminada por candeeiros e embalada por música ambiente dos barzinhos e restaurantes. Para entrar no clima, o ideal é se hospedar em pousadas cheias de charme e perfeitas para casais em lua de mel. A El Capullo é uma dessas, onde o estresse não tem como entrar. Lá, você pode se hospedar em quartos quentinhos ou em cabanas no meio da isolada área verde, com direito a piscina e café da manhã caseiro.

(Crédito: Sabrina Medeiros) 
A tranquila orla do Río de La Plata no lado uruguaio


Se gosta de agitação, não vá
Confesso que pensei, muitas vezes, antes de ir à Colonia desde de Buenos Aires. Pensava que ia perder tempo e que lá seria como uma cidade de interior. Mas a cidade uruguaia tem muito mais encantos que os relatos que havia lido. É aquela coisa: casais que não curtem história e gostam de agitação não vão gostar do ritmo preguiçoso e pacato do lugar. Então, podem optar ir para Punta del Este, também no Uruguai. Já os românticos, que sonham em fugir dessa agonia da cidade grande, esses sim: vão até querer se mudar pra lá.

30 de maio de 2011

Que avião que nada, vá de barco!

Mochileira Sabri

Quando estava organizando minha última viagem para a Argentina, uma das minhas maiores dúvidas era qual a segunda cidade que eu poderia conhecer num espaço de oito dias. Como eu já conhecia Buenos Aires, queria aproveitar para conhecer outro país também. Decidi pensar em algo mais perto como o Uruguai e aproveitar a facilidade de chegar lá rapidinho: de barco! As cidades escolhidas foram: Colônia Del Sacramento e a capital, Montevidéu (depois dedicarei um post para cada uma, aguardem!)

Para comprar as passagens para meus próximos destinos, fui à loja do Buquebus (Buque = barco + bus = ônibus), que fica em Puerto Madero, dentro do terminal fluvial. Como era dia de semana, o movimento não estava tão grande. Mas se você pretende fazer a viagem durante o final de semana, se programe para comprar com mais antecedência, pois corre o risco de não encontrar lugar (pode comprar pela internet: www.buquebus.com). As empresas Ferry Turismo e Cacciola fazem esse serviço, mas não as conheci.


(Crédito: Mochileras de Tacón)
Terminal fluvial do Buquebus (Puerto Madero)

O lugar me surpreendeu! Lindo, moderno e extremamente organizado. Melhor que muito aeroporto brasileiro. Dentro, tem uma agência de viagem que oferece muitas combinações de roteiros para diversos destinos, inclusive para o Sul do Brasil. Comprei minhas passagens do ferry rápido, que em uma hora está em Colônia (tem também o ferry lento - três horas para chegar) e preferi ficar por lá um dia para depois comprar uma passagem à parte para Montevidéu (sai ônibus a cada meia hora na rodoviária de Colônia).

A volta comprei o combinado ferry rápido + ônibus de Montevidéu para Buenos Aires. Existem também a opção de ferry rápido direto de lá para a capital argentina (três horas de viagem), que dá o mesmo tempo de viagem, mas sai um pouquinho mais caro e não tem todos os horários. O lado bom é que você compra as passagens em peso e, dependendo do câmbio, o preço sai bom. Hoje, fiz a simulação nos mesmos dias e horários que fiz e ficou R$100 ($254,99) a ida para Colônia e a volta sai por R$119,93 ($305,78), na opção de ferry + ônibus de Montevidéu.

(Crédito: Mochileras de Tacón)
Limpo, funcional e moderno, o Buquebus tem até espelho d´água 

O embarque
É preciso chegar uma hora antes para o check-in. A bagagem de mão passará por um raio-x e – com estamos saindo do país – você também passa por uma imigração. Como em qualquer país da América do Sul, você pode apresentar o passaporte ou carteira de identidade (atualizada, por favor!). Também é preciso entregar aquele papel que a imigração argentina te dá quando você entra no país (que você preenche no avião). Você só sai com ele, assim como só volta para o Brasil com ele. Então, pela Nossa Senhora das Boas Viagens, não o percam!!

A viagem
Confesso que subestimei a qualidade do ferry que faz essa travessia pelo Rio de La Plata. Achei que seria como aquelas balsas que fazem a travessia do Rio para Niterói. Assim como o terminal fluvial parecia um aeroporto, o “barquinho” parecia um avião. As poltronas eram iguais, telões que passavam filmes, comissários e vídeos que explicam como usar o salva-vidas em caso de acidentes. Tinha ainda lanchonete e  uma área com mesinhas. Lá embaixo, era a "garagem", pois esse ferry funcionava como balsa para transportar veículos de um país por outro. Excelente estrutura!

A única coisa negativa que achei foi o fato de não ter lugar marcado! Se você não chega cedo, não consegue ficar na janela. Mas pode andar, tirar foto em pé, comer em pé e o melhor: aproveitar ao free shop! Uhuuu! Sim, isso mesmo, tem um dentro do barco só pra você! O ferry é bem grande e a viagem não balança quase nada. É rápida, tranquila e passa a sensação de ser bem segura. Na chegada lá do outro lado, você faz a imigração novamente e recebe outro papel (também não perca esse!), que será recolhido na sua volta à Argentina ou a qualquer outro país.


(Crédito: Mochileras de Tacón)
Mesinhas para quem quer ir comendo ou tomando um café

A volta
Como falei acima, na volta preferi pegar o ferry rápido + bus por conta do horário, pois precisava estar em Buenos Aires às 12h e o primeiro ferry direito entre as cidades, aos sábados, sai depois do meio-dia. Na rodoviária de Montevidéu, procurei a fila do Buquebus (fica alguém fardado chamando os passageiros e na frente do portão de embarque). Na hora exata, começou o embarque para o ônibus, numa viagem que duraria quase três horas até Colônia. Só sugiro que programem essas viagens para chegar antes do anoitecer, pois como passamos por vários trechos de favelas, acho mais seguro.

Quando descer, pergunte direitinho qual é o seu, para não perdê-lo, pois, quando você desce do ônibus, se mistura com as dezenas de turistas que chegaram e que vão embarcar em vários horários. Lembre-se que você vai fazer outro embarque. Peguei um outro tipo de ferry na volta e era ainda mais bonito que o outro. Parecia um cruzeiro, com escadas douradas, um enorme free shop e opções de primeira classe luxuosa, no primeiro andar. O ponto negativo é que se não chegar logo podem correr o risco de viajar em pé.

A chegada foi tranquila e é lindo ver Buenos Aires se aproximando. Depois de pegar as malas e fazer a imigração, fui atrás de um câmbio para trocar o peso uruguaio. O único do terminal estava fechado, pois, aos sábados, só funciona até meio-dia. Acreditam?!? Então, vai outra dica: se der tempo, troque logo na saída, pois se acontecer de você chegar sem peso argentino e o câmbio estiver fechado, você não vai ter como pagar o táxi. Querem saber o que fiz? Guardei minhas malas no locker de lá (que é super caro, $15 por volume!) e fui andando até a Florida trocar dinheiro. Ufa! Tudo é experiência, né?


(Crédito: Mochileras de Tacón)
Barquinho?!? Não substime o ferry boat do Buquebus

Quer ver mais fotos? Visite o nosso álbum Argentina - Buenos Aires, no Flickr.

*Post solicitado por leitor. Você também pode pedir! Quer ver algum serviço ou dica aqui? Comente abaixo ou escreva para gente: lasmochileras@gmail.com!

19 de maio de 2011

Chivito, ceviche, lomito e empanada: delícias da América do Sul

Mochilera Sabrina

Um dos pontos fortes de viajar para os países da América do Sul é provar da gastronomia, que carrega pitadas da culinária espanhola e de riquezas naturais dessa região. É possível comer bem de Norte ao Sul sem gastar muito e sem precisar recorrer à redes de fast food para pedir a refeição pelo número.

Peixes, milho, pimenta, condimentos, ovos, massa, leite, frango, carne e legumes são alguns dos itens que incrementam o prato. No Uruguai, por exemplo, o filé com fritas deles (ou seja, o básico) chama-se Chivito. É possível encontrar em qualquer lugar e de vários tipos. Nas pesquisas que fiz antes de visitar Montevidéu, li muito sobre essa “iguaria” e foi a primeira coisa que procurei quando coloquei os pés na primeira cidade uruguaia. Confesso que me decepcionei um pouco. Não é que seja ruim, mas é tão simples que frustra aqueles que – como eu – gostam de provar sabores diferentes. O que pedi era de carne, feito com generoso bife coberto de presunto, queijo, ovos, salada e uma crocante porção de batata frita. Lá, eles comem isso de entrada, antes do prato principal. Mas, a porção é tão grande que não agüentei pedir outra coisa não.


(Crédito: Arquivo pessoal)
Chivito de carne, para começar os trabalhos no Uruguai

Enquanto isso, em Buenos Aires as empanadas estão por toda a parte. Qualquer padaria, vendinha, ou até mesmo na rua você encontra o salgado com diversas opções de recheio. Saída direto do forno a lenha, numa massa fininha e leve, pode vir recheada de carne, frango, espinafre, queijos, salames, tomates, etc. Nos outros países da América do Sul as empanadas também são comuns. Mas, em cada lugar há uma pitadinha de diferença, fazendo com que fique "a cara" do país.


(Crédito: clickargentina.com)
Empanadas são mais comuns que o tango na Argentina

No Chile, a base das comidas quase sempre leva milho. O abacate e a maionese também estão presentes em muitos pratos. Até o Burger King incrementou uma das suas ofertas, colocando recheio de abacate. A Mac deve fazer o mesmo... Mas, em terra que tem lomito, deve-se esquecer os sanduíches das famosas redes de fast food. Suculento e farto, a versão completa do lomito leva quase meio quilo de carne de porco assada e macia, que serve de recheio para um grande pão bola, com muito tomate, molho americano, abacate, chucrute e maionese e às vezes ovo. Tem também o Lomito versão italiana, que leva tomate, maionese e abacate - as cores da bandeira italiana! E por falar na Itália, há outro sanduíche delícia de lá que leva o nome do país: o Italiano: um hot dog diferente, que no lugar da mostarda põe-se acabate, molho de tomate e maionese. Hummm, que delícia!


(Crédito: unblog.cl)
O poderoso lomito. E você achava o Laça Burguer grande, hein?

(Crédito: thisischile.cl)
Italiano: um hot dog que só leva a Itália nas cores


Já no Peru, a gastronomia surpreende seu paladar. Como ir às cidades peruanas e não provar um Ceviche?? Receita leve, feita com tiras de peixe branco cru, marinado no limão. Há também versões de camarão, polvo ou mariscos. Apesar de não estar cozido (ou apenas pré-cozido), o gosto não se parece com o do sushi/sashimi. O Ceviche tem sabor cítrico e marcante. Em Lima, a receita mais tradicional leva ají (tipo de pimenta), camote (semelhante à batata doce), choclo (milho com grandes grãos) e cancha (milho torrado). O resultado é um sabor aguçado e delicioso, difícil de esquecer.


O Ceviche é um prato comum como entrada 

Além dessas maravilhas, você provou/conhece alguma outra delícia diferente desses países? E no Equador, Bolívia, Colômbia, quem pode dizer qual a comida é a cara de lá?

Contem pra gente!!