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2 de abril de 2013

A miscelânea arquitetônica de Campina Grande

Mochilera Ju

A mochilera Rafa já falou por aqui sobre turismo na vertical, aquele em que a gente aprende a olhar pra cima e observar os prédios da cidade que estamos visitando, conhecendo a arquitetura e a história do local desse ângulo, de baixo para cima. Ela sugeria praticar esse ponto de vista em Buenos Aires, mas, para falar a verdade, dá para ser em todo canto, né? Pois, bem. Sugiro uma cidade surpreendente de olhar assim: Campina Grande, na Paraíba.

Engana-se quem acha que a cidade do Maior São João do Mundo não tem nada demais, no que se trata de arquitetura. Nas ruas do centro de Campina, encontram-se os melhores exemplares do que se chama Art Déco Sertanejo, o estilo que tomou conta da cidade entre as décadas de 1930 e 1940, por causa de uma revitalização da cidade encomendada pela prefeitura na época.

Fotos: Google Imagens / Divulgação
Essa é a Biblioteca Pública de Campina Grande. Sabe o que ela tem de especial, além de livros?
Diferente dos arranha-céus desse estilo que se encontram pelo mundo (alguém aí pensou no Empire State Building, em Nova York?), o Art Déco Sertanejo não usa de muitos metais e nem de muita exuberância, mas tem uma clara inspiração geométrica que garante sua personalidade. Melhor mostrar do que descrever:

Fotos: Lia Monica Rossi / Site Art Déco Sertanejo
Os prédios antigos dão lugar ao comércio modernos, mas sem perder o charme e o jeitinho retrô.
Há pouco tempo houve um resgate dessa história e as fachadas de vários prédios foram reformadas. Vale a pena encarar o vai-e-vem de pessoas na Maciel Pinheiro (principal rua do comércio da cidade), olhar para cima e contemplar com os próprios olhos a nossa versão nordestina dessa estética que existe no mundo todo. Dá para saber mais no site desse projeto.

Seu interesse por arquitetura ainda não está saciado? Conheça o Teatro Municipal Severino Cabral. Construído em 1963, o prédio tem o formato de um apito, o que lhe confere uma acústica interior singular. Em visita a Campina, veja se há alguma peça ou show em cartaz aqui. Uma reforma recente vai garantir um espetáculo bem confortável.

Por dentro e por fora, o Teatro Municipal Severino Cabral enche os olhos do entusiasta de arquitetura
Para quem quer conhecer algo mais moderno, a dica é visitar o Museu do Artista Popular, ou Museu dos Três Pandeiros para os íntimos. O projeto é de Oscar Niemeyer e o prédio é novinho, inaugurado em dezembro de 2012. Lá, devem ser expostas obras de artistas artesãos locais. Além do mais, a vista natural das paredes de vidro suspensas sobre a água do Açude Velho é linda!

Foi o instrumento de escolha de Jackson do Pandeiro que inspirou Niemeyer nesse projeto
P.S.: Amigos arquitetos e/ou campinenses, meu conhecimento sobre o assunto é limitado. Falei besteira? Corrijam-me aí. Falei certinho? Aceito parabéns também!

30 de abril de 2012

#DoFrevoaoTango: Turismo na vertical

Mochilera Rafa

Hoje, estou um pouco filosófica e poética. Tudo por culpa da minha querida amiga, jornalista e leitora assídua Dulce Reis, que, por sinal, vez ou outra acaba me inspirando em alguns posts (sua linda!). Dessa vez, a moça me passou um link do blog chamado Conector, onde tinha o post chamado “Olhando pra cima”. Bom, o título já diz praticamente tudo (ou não). São algumas fotos de uma Buenos Aires por outro ângulo, quer dizer um pouco mais acima da sua visão horizontal. Foi ai que parei, refleti e decidi compartilhar com vocês isso, fazendo a seguinte pergunta: “alguém ai já parou para olhar para cima, quando visita uma cidade?”.

Meu conselho é tirar um dia da viagem para ver a cidade na vertical. Ok, pode ser um pouco chato ficar o tempo todo olhando para cima, mas tenha certeza de que não vai se arrepender. Olhe a arquitetura dos prédios, analise o alto dos monumentos, observe como são as árvores, brinque com as nuvens, se o azul do céu é mais azul do que na sua cidade. Em BsAs, não é diferente! Quem passa por aqui e não olha para cima perde MUITA coisa interessante que não pode passar despercebida. A minha ressalva maior são os olhares atentos aos prédios no Microcentro, Recoleta, Palermo, San Telmo e até as sacadas das casinhas no Caminito.

Foi ai que, depois de ver o email de Dulce, sai correndo para procurar as fotos que, até então, fiz de BsAs na "vertical" para mostrar a vocês e provar que realmente vale a pena ficar com um pouco de torcicolo na hora de passear pela cidade. Foram poucas e nem de todos os lugares, mas de alguns pontos que chamou a atenção de um olhar ainda meio turístico, nesses últimos meses, que busca por novidades belas e interessantes. Vou parar de falar e deixar que vocês apenas vejam! =D

Créditos: Rafaela Aguiar