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20 de julho de 2014
Dia do Amigo: viagem boa tem que ter amigos
Eles sempre estão ao nosso lado, na saúde ou na doença; na tristeza ou na felicidade. É com eles que as nossas viagens ficam muito mais divertidas. Mas se você viajar sozinho, não tem problema, pois eles também sempre vão estar aí prontos para acompanhá-lo por alguns dias ou uma vida inteira. Estamos falando dos nossos AMIGOS! Hoje é o dia deles e, para comemorar, resgatamos alguns Estás de Broma dos nossos leitores. Porque as histórias mais divertidas que temos de viagens passamos com eles, os amigos.
Marcando:
#EstásdeBroma
28 de agosto de 2012
#EstásdeBroma: O mar fujão de Requenguela
Nossa seção Estás de Broma é um espaço reservado para os leitores compartilharem os desastres, desafios e diversões que encontram pelas viagens mundo afora. A história de hoje quem conta é Sílvia Almeida, de uma aventura em grupo que não envolve furtos, perdas de passporte nem desesperos, mas é um exemplo perfeito de como viajar pode trazer surpresas maravilhosas no meio do caminho, como por exemplo uma praia sem mar. Achou meio impossível? Ela conta tudo e ainda dá os registros fotográficos, para servir de prova pra aqueles mais discrentes!
Em outubro de 2007, eu e mais quatro amigos fizemos uma viagem de carro pelo litoral nordestino. A primeira parada era Canoa Quebrada/CE, e tínhamos mais algumas paradas pré-determinadas, mas a regra maior era parar onde desse vontade.
Fotos: arquivo pessoal
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| Sílvia, Renato, Ângela, Erick e Daniel em alguma praia do litoral do Nordeste |
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| Simbora pra essa tal de Requengela? |
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| Neve? Nada. Sal. |
"Ô, amigo, onde é a praia?"
"É aqui mesmo." (Ahn?)
"E tem bar nessa praia?"
"É aqui mesmo." (Lava-jato e bar? Esse cara tá tirando onda com a gente...)
"E cadê o mar???"
"Espere um pouquinho, que ele já chega."
Desafiando a nossa própria desconfiança, resolvemos esperar. De verdade, lááá longe nós vimos um fiozinho de mar... e, olhando mais pra perto, vimos alguns barcos “abandonados” na terra, várias conchinhas pelo caminho e a marca da água na parede do lava-jato.
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| Tem barquinhos, tem areia... e mar, cadê? |
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| De repente, lá vem o mar com a gota! |
Vale a pena ver o mar de Requenguela chegar e molhar os pés dos turistas curiosos que o esperam!
Marcando:
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Requenguela
1 de agosto de 2012
#EstásdeBroma: A mão leve porteña!
O post de hoje é meio #EstásdeBroma, meio #DoFrevoaoTango... mas vamos optar pela primeira opção. Digo porque é um assunto muito importante para conversar com vocês e chamar a atenção de pequenos detalhes que podemos não dar conta quando estamos viajando. O que aconteceu com a leitora jornalista Priscilla Aguiar (Recife-PE) pode ter passado com qualquer um de vocês e em qualquer lugar. Nossa querida foi alguns dias de férias para Buenos Aires e, logo no início, teve algumas surpresas que deixaram sua viagem um tanto quanto “agitada”!!
Dois dias. Esse foi o tempo necessário para que eu conhecesse os principais golpes aplicados contra os turistas que visitam Buenos Aires. O primeiro e mais famoso deles é o golpe das notas falsas aplicado por taxistas. Após a primeira night porteña, resolvi voltar para o hostel antes da galera. Peguei o primeiro táxi que apareceu. O motorista era super simpático e puxou conversa a viagem inteira. Também chegou a dar o número do telefone dele para que eu ligasse no outro dia caso precisasse de um táxi para algum passeio longo, como ao Zoo Luján. Na hora de pagar a corrida a surpresa: não tinha o suficiente em notas trocadas na minha bolsa. Eu sabia do famoso golpe, mas, depois de tanta conversa, não imaginava que o simpático taxista iria trocar a minha nota de ARG$ 100 por uma falsa.
Primeira lição, não acredite na “boa fé” dos argentinos logo de primeira. Ele disse que não tinha troco e me devolveu uma nota falsa. No fim das contas, ainda fez um "desconto" de ARG$ 2, já que era o que eu tinha trocado. No outro dia, ao tentar comprar uma água no hostel, a surpresa: "oh, sorry, that note is fake", constatou a atendente do hostel. Mesmo comentando sobre o ocorrido com todos os meus amigos do hostel, uma carioca e um nigeriano terminaram também sendo vítimas do golpe, sempre voltando da balada. É quando o cuidado tem que ser redobrado.
No segundo dia, fui para a Terraza del Este, uma das principais baladas em Buenos Aires. A alça da minha bolsa quebrou e precisei segurar o tempo tudo. Em algum momento, esqueci em cima de mesa e quando percebi já haviam levado o meu iPhone, ARG$ 400 e a câmera fotográfica. A mão leve argentina é super famosa. Uma amiga também teve a câmera roubada sem que ela percebesse. Dessa vez na Crobar, outra boate porteña. Um amigo recifense teve o celular tirado do bolso também sem que percebesse.
Depois das lições desses dois primeiros dias, os outros foram mais tranquilos. Um taxista não quis aceitar uma nota minha de ARG$ 50. Com medo de ser roubada novamente, agradeci a compreensão dele e desci do táxi. Ele ficou irritado, "deu com as mãos" e foi embora. Outro dia dividi o táxi com um amigo e, ao chegar no local que eu iria ficar, o motorista zerou o taxímetro. Abusado, não? Muitos deles são assim, mas você encontra uns bem legais pelo caminho. Um que adorava Roberto Carlos me mostrou que, para identificar as notas falsas, você passa o dedo nela de leve. Todas têm um alto relevo em algum ponto. Mas não é tão difícil identificar, já que a falsificação é extremamente primária.
Também é importante andar com um mapa e tentar acompanhar o trajeto que é feito pelos taxistas. Um deles resolveu dar voltas antes de chegar ao nosso destino e só resolveu ir para lá porque falamos que o apartamento era a uma quadra. Assim, ele percebeu que a gente sabia onde estava e parou de dar voltas. Então, peguem um mapinha, separem o dinheiro em bolsos diferentes, guardem bem o celular e a câmera. Procurem andar como dinheiro trocado e não confiem em ninguém. Tentem não andar sozinhos e peguem taxistas da RádioTáxi (remises), que tem um letreiro em cima. Depois que tomei algumas dessas medidas, não sofri mais nenhum golpe!
Dois dias. Esse foi o tempo necessário para que eu conhecesse os principais golpes aplicados contra os turistas que visitam Buenos Aires. O primeiro e mais famoso deles é o golpe das notas falsas aplicado por taxistas. Após a primeira night porteña, resolvi voltar para o hostel antes da galera. Peguei o primeiro táxi que apareceu. O motorista era super simpático e puxou conversa a viagem inteira. Também chegou a dar o número do telefone dele para que eu ligasse no outro dia caso precisasse de um táxi para algum passeio longo, como ao Zoo Luján. Na hora de pagar a corrida a surpresa: não tinha o suficiente em notas trocadas na minha bolsa. Eu sabia do famoso golpe, mas, depois de tanta conversa, não imaginava que o simpático taxista iria trocar a minha nota de ARG$ 100 por uma falsa.
Primeira lição, não acredite na “boa fé” dos argentinos logo de primeira. Ele disse que não tinha troco e me devolveu uma nota falsa. No fim das contas, ainda fez um "desconto" de ARG$ 2, já que era o que eu tinha trocado. No outro dia, ao tentar comprar uma água no hostel, a surpresa: "oh, sorry, that note is fake", constatou a atendente do hostel. Mesmo comentando sobre o ocorrido com todos os meus amigos do hostel, uma carioca e um nigeriano terminaram também sendo vítimas do golpe, sempre voltando da balada. É quando o cuidado tem que ser redobrado.
(Crédito: Arquivo pessoal)
| Priscilla Aguiar: Atenção redobrada na hora de voltar da farra pela madrugada |
No segundo dia, fui para a Terraza del Este, uma das principais baladas em Buenos Aires. A alça da minha bolsa quebrou e precisei segurar o tempo tudo. Em algum momento, esqueci em cima de mesa e quando percebi já haviam levado o meu iPhone, ARG$ 400 e a câmera fotográfica. A mão leve argentina é super famosa. Uma amiga também teve a câmera roubada sem que ela percebesse. Dessa vez na Crobar, outra boate porteña. Um amigo recifense teve o celular tirado do bolso também sem que percebesse.
Depois das lições desses dois primeiros dias, os outros foram mais tranquilos. Um taxista não quis aceitar uma nota minha de ARG$ 50. Com medo de ser roubada novamente, agradeci a compreensão dele e desci do táxi. Ele ficou irritado, "deu com as mãos" e foi embora. Outro dia dividi o táxi com um amigo e, ao chegar no local que eu iria ficar, o motorista zerou o taxímetro. Abusado, não? Muitos deles são assim, mas você encontra uns bem legais pelo caminho. Um que adorava Roberto Carlos me mostrou que, para identificar as notas falsas, você passa o dedo nela de leve. Todas têm um alto relevo em algum ponto. Mas não é tão difícil identificar, já que a falsificação é extremamente primária.
Também é importante andar com um mapa e tentar acompanhar o trajeto que é feito pelos taxistas. Um deles resolveu dar voltas antes de chegar ao nosso destino e só resolveu ir para lá porque falamos que o apartamento era a uma quadra. Assim, ele percebeu que a gente sabia onde estava e parou de dar voltas. Então, peguem um mapinha, separem o dinheiro em bolsos diferentes, guardem bem o celular e a câmera. Procurem andar como dinheiro trocado e não confiem em ninguém. Tentem não andar sozinhos e peguem taxistas da RádioTáxi (remises), que tem um letreiro em cima. Depois que tomei algumas dessas medidas, não sofri mais nenhum golpe!
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28 de março de 2012
#Estásdebroma: O sumiço da bolsa Louis Vuitton
O Estás de Broma?! de hoje é muito importante, pois pode acontecer com qualquer um de nós, a qualquer hora. Entramos em contato com a assessoria de imprensa da Cia Aérea Avianca, da qual a leitora Ana Addobbati reclama, pois queremos saber o outro lado. Solicitamos que a empresa se pronunciasse aqui no blog sobre o assunto e esperamos a resposta deles para publicar aqui pra vocês. E, não custa nada lembrar: qualquer avaria na sua mala, SEMPRE reclame. Mesmo que seja pouco. A gente paga caro pela passagem e taxas de embarque, merecemos respeito! Vejam só a história de Ana:
"Uma das coisas que mais detesto é alguém afrontar a minha inteligência como consumidora. E foi exatamente que a Avianca fez, além de ter um grande descaso com os meus direitos. No dia 11 de março, tomei o vôo São Paulo (Guarulhos) – Recife, com escala em Salvador. Aterrissei ao meio-dia em ponto. Nada da minha mala na esteira.
Como de praxe, abri o processo de reclamação. A funcionária pediu para que eu dissesse os itens, com respectivas marcas e características, que estavam na mala. Tomou nota de todos, com exceção da minha bolsa Louis Vuitton. Por quê? Insisti em questionar. “Não precisa tomar nota de itens de valor”. “Mas, se vocês perguntam o que há dentro da minha bolsa, é porque ela corre o risco de ser aberta. Assim sendo, peço que registrem a minha bolsa”. Nada feito.
Imagem: internet
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| Perderam sua mala? Não saia do aeroporto sem registrar |
Sete horas depois, minha mala reapareceu. Fui buscar, acompanhada da minha avó, no guinchê da Avianca, no Aeroporto. Quando o funcionário chegou puxando a maleta, logo vi e comentei: “Minha mala foi mexida, o zíper está aberto, a despeito do cadeado”. O funcionário simplesmente me pediu o papel da reclamação. Não entreguei, não assinei o comprovante de que recebi a mala em perfeitas condições. Ele deu as costas e foi embora.
Quando cheguei em casa (vacilei, não estava com a chave do cadeado na hora da coleta da mala), abri a mala, que estava toda revirada. Abriram tudo. E minha bolsa estava faltando. Liguei na mesma hora para a companhia aérea e a resposta: “Vamos procurar a senhora”. Procuraram? Claro que não!
Fui ao aeroporto falar com a mesma funcionária que registrou o extravio. Ela pediu para que eu entregasse o papel em que registrei o extravio da mala. Não dei. Depois, voltou com um papel e pediu para que eu assinasse, a fim de que iniciasse o processo para reembolsarem o valor da minha bolsa. Quando li o papel, estava tacitamente escrito: “Abro mão de qualquer indenização por danos materiais e morais”! Pedi o papel para bater uma foto e mandar para a minha advogada. A funcionária simplesmente foi embora e nunca mais voltou com o documento.
Bem, prestei queixa na delegacia. Palavras do comissário: “Isso está acontecendo todos os dias. Eles abrem a mala pelo zíper, usando algum objeto pontiagudo, sem quebrar o cadeado”. Isso vai virar um TCO. A empresa será notificada para prestar depoimento, etc. Depois disso, minha advogada deu entrada com o processo no Fórum de Pequenas Causas. Anexei, a Nota Fiscal da minha bolsa e estou muito afim de ir até o final. Tenho testemunhas de todos os passos, desde quando fechei minha mala, quando deixei o apartamento e fiz o check-in na Avianca.
Enfim, para completar o rol das tentativas do “me fazer de trouxa”, abri um protocolo de reclamação no 0800 da Avianca e eles me retornaram: “Senhora, pode me confirmar que se recusou a pesar a sua bolsa?”. “Não, e espero que essa ligação esteja sendo gravada! Porque em nenhum momento me recusei a pesar a bolsa, seu funcionário deu as costas e foi embora quando ouviu a minha reclamação de que a mala estava aberta!” Ou seja, eles sabem seguir à risca o passo-a-passo para fazer uma consumidora se sentir uma babaca."
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#EstásdeBroma,
bagagem
14 de março de 2012
#Estásdebroma: Sem lenço e sem documento
Olha ele aí, minha gente!! Depois de um longo período sem aparecer, o “Estás de Broma?” está de volta!!! E a história de estreia de 2012 não poderia ser melhor: um alerta e tanto para os turistas de plantão. Lembram do post da semana passada sobre perder documentos no exterior , em que citei o exemplo de uma amiga? Pois bem, agora vocês vão saber os detalhes da história e, com certeza, ter mais cuidado na próxima viagem. Quem narra a aventura é a jornalista pernambucana Juliana Pessoa, sobre um mochilão pela Europa. Ela tava em Amsterdam com duas amigas, se encantou com as lindas paisagens e quando viu, já era tarde....
Quando cheguei lá, o policial me explicou que os furtos são muito comuns na cidade e que os passaportes brasileiros são os mais visados. Sabe por que? A diversidade genética daqui é tão grande que é fácil qualquer um dizer que é brasileiro. Como já estávamos de passagem aérea na mão para Paris nesse mesmo dia, minhas amigas seguiram viagem e eu peguei um trem para Rotterdan, com destino ao consulado brasileiro.
(Foto: arquivo pessoal)
Tudo tem um lado bom e o inesperado pode ser a melhor parte de uma viagem. Com isso, conheci Rotterdan, que não estava no meu roteiro original e ainda fiz a viagem de lá até Paris de trem. Paisagens lindas pelo caminho e um vagão cheio de mochileiros para conhecer. Ah, também foi importante para aprender a lição e hoje sou mais atenta que um guarda da corte britânica quando viajo!
Quando comecei a mochilar por aí, antes de cada viagem escutava o mesmo conselho de amigos e familiares infinitas vezes: não desgrude de sua bolsa por nada, tenha sempre por perto seu passaporte, cartão de crédito e seguro saúde.
Pois bem, depois de andar por aí, detestar a tal da doleira e nunca ter tido nenhum problema, me deparei com uma situação bem chata. De férias em um mochilão pela Europa com duas amigas, paramos uns dias em Amsterdam. Entre os passeios “tem que ir” da cidade, o Museu de Anne Frank (http://www.annefrank.org/en/ ) era um dos que eu estava
mais curiosa para fazer.
De máquina fotográfica na mão, bicicleta alugada e mochila nas costas fomos visitar o Museu, bem bacana por sinal, vale a visita. Como todo os spots da cidade, a vizinhança da casa onde viveu a Anne Frank vale uma sessão de fotos. E lá fui eu, bem sentadinha num banco, com câmera em punho viajando pelos detalhes que a lente pegava, rostos diferentes, casas barco, canais, etc. Assim que olhei para baixo, a bolsa que estava ao meu lado tinha sumido! E com TODOS os meus documentos. Nessa hora, acho que nunca pedalei tão rápido na vida, em busca de uma delegacia.
(Fotos: arquivo pessoal)![]() |
| Dos pontos turísticos de Amsterdam não podia faltar... |
Quando cheguei lá, o policial me explicou que os furtos são muito comuns na cidade e que os passaportes brasileiros são os mais visados. Sabe por que? A diversidade genética daqui é tão grande que é fácil qualquer um dizer que é brasileiro. Como já estávamos de passagem aérea na mão para Paris nesse mesmo dia, minhas amigas seguiram viagem e eu peguei um trem para Rotterdan, com destino ao consulado brasileiro.
Castigo pouco é bobagem e quando cheguei lá o consulado estava fechado por causa de um feriado. Mas, havia um telefone com um número para emergências e disquei. Resultado: eu teria que esperar até o dia seguinte para conseguir um novo passaporte e então seguir viagem. Com pouquíssimo dinheiro no bolso, não tive dúvidas e deitei ali mesmo no sofá da recepção do consulado brasileiro e tirei um cochilo até o dia seguinte.
(Foto: arquivo pessoal)
Já de manhã, o cônsul brasileiro e sua equipe foram ótimos. Consegui receber um fax dos meus pais com uma cópia da minha carteira de motorista e emiti um novo passaporte lá mesmo. Minha sorte foi grande e a simpatia do cônsul também e ele deixou que eu recebesse um depósito de dinheiro em sua conta pessoal.
Tudo tem um lado bom e o inesperado pode ser a melhor parte de uma viagem. Com isso, conheci Rotterdan, que não estava no meu roteiro original e ainda fiz a viagem de lá até Paris de trem. Paisagens lindas pelo caminho e um vagão cheio de mochileiros para conhecer. Ah, também foi importante para aprender a lição e hoje sou mais atenta que um guarda da corte britânica quando viajo!
Marcando:
#EstásdeBroma,
Amsterdam,
Holanda
21 de setembro de 2011
#Estásdebroma: Não basta decorar, tem que entender
Você já teve a oportunidade de viajar para um país estrangeiro e levar um guia de conversação para não passar por apuros? Pois é, nosso “Estás de broma?” de hoje é justamente sobre a experiência que o jornalista pernambucano Marco Bahé adquiriu com esses livrinhos. Num mochilão para Europa com amigos, eles perceberam que se comunicar numa língua desconhecida não é tão fácil como esses guias prometem...
"Fomos eu, Eduardo Machado (jornalista também) e Bruno (um amigo nosso que é fiscal da Receita) pras Zoropa. O roteiro incluiu: Madri, Barcelona, Paris, Londres, Amsterdã, Viena, Praga, Budapeste, Berlim, Frankfurt e outras cidades mais.... A primeira parte da viagem foi beleza total. Arranhando inglês e “portunhol” nos viramos bem. Mas, quando chegamos à França... percebemos que estávamos completamente analfabetos. Nos deparamos com a notória má vontade dos parisienses (os franceses de outras regiões são bem mais simpáticos) em falar inglês. Nossa esperança era Bruno!
Desde a nossa chegada em Lisboa, ele comprou um livrinho daqueles de aeroporto que ensinava como falar tudo de francês em viagens. Empenhando em correr contra o tempo, Bruno passou a viagem toda lendo o tal livro e aprendeu a perguntar onde ficam as coisas, o que comer, etc. Perfeito! Já em Paris, marcamos com nosso amigo Alberto Lima, que trabalha na Embaixada Brasileira de lá, para nos encontrarmos num barzinho do bairro Quartier Latin. Acabamos nos perdendo e lá foi Bruno pôr em ação o tal livro! Paramos várias pessoas e, finalmente, uma conhecia o tal lugar. De tanto treinar, deu certo: Bruno falou perfeitamente e o francês entendeu a pergunta dele.
Quando ele começou a explicação, nos lembramos de um detalhe: não entendíamos francês. Ele gesticulava pra todos os lados, dava instruções precisas sobre como chegar e Bruno só balançava a cabeça afirmativamente ao final das orientações. Quando o cara foi embora, perguntamos a Bruno: “e aí, como a gente chega?". E ele respondeu: "Não faço a menor ideia!". Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Continuamos perdidos!
Moral da história: livrinho de idiomas de aeroporto não serve pra nada, porque só ensina as perguntas e não como entender as respostas. Quando voltamos, a primeira coisa que fiz foi me matricular em aulas de francês. Agora que já acabei o curso, não vejo a hora de voltar lá e me vingar! "
Desde a nossa chegada em Lisboa, ele comprou um livrinho daqueles de aeroporto que ensinava como falar tudo de francês em viagens. Empenhando em correr contra o tempo, Bruno passou a viagem toda lendo o tal livro e aprendeu a perguntar onde ficam as coisas, o que comer, etc. Perfeito! Já em Paris, marcamos com nosso amigo Alberto Lima, que trabalha na Embaixada Brasileira de lá, para nos encontrarmos num barzinho do bairro Quartier Latin. Acabamos nos perdendo e lá foi Bruno pôr em ação o tal livro! Paramos várias pessoas e, finalmente, uma conhecia o tal lugar. De tanto treinar, deu certo: Bruno falou perfeitamente e o francês entendeu a pergunta dele.
Quando ele começou a explicação, nos lembramos de um detalhe: não entendíamos francês. Ele gesticulava pra todos os lados, dava instruções precisas sobre como chegar e Bruno só balançava a cabeça afirmativamente ao final das orientações. Quando o cara foi embora, perguntamos a Bruno: “e aí, como a gente chega?". E ele respondeu: "Não faço a menor ideia!". Kkkkkkkkkkkkkkkkkk Continuamos perdidos!
Moral da história: livrinho de idiomas de aeroporto não serve pra nada, porque só ensina as perguntas e não como entender as respostas. Quando voltamos, a primeira coisa que fiz foi me matricular em aulas de francês. Agora que já acabei o curso, não vejo a hora de voltar lá e me vingar! "
(Foto: Arquivo pessoal)
| Bahé, Eduardo e o falante Bruno: mapa ainda é a melhor opção |
Marcando:
#EstásdeBroma,
França,
Paris
31 de agosto de 2011
#Estásdebroma: Desculpe, "Ne Razumen!"

Estás de broma?? O que danado essa menina foi fazer na Sérvia!? Brasileira, radicada na Espanha há cinco anos, Mariana Souza, de 31 anos, é a autora da história de hoje. Publicitária de formação, foi em 2007 para Madrid fazer mestrado em Cooperação Internacional, área para qual migrou e que lhe rendeu convites como o de ir morar na Sérvia, lugar onde vive há três meses e vai ficar por mais três, trabalhando voluntariamente para uma ONG Internacional. Conheça um pouco do que ela conta sobre esse país e os "causos" sobre a adaptação num lugar tão desconhecido para nós.
"Vai completar três meses que estou morando na Sérvia. Vim da Espanha, onde moro há 5 anos, para ser voluntária em uma ONG, dando aulas de espanhol para jovens de uma pequena cidade chamada Kruševac(leia-se Kruchevatiz). Ninguém deve ter ideia mesmo de como é a vida nesse país, porque na realidade não se ouve falar em turismo na Sérvia. O país é lembrado apenas pelo passado de guerras, que houve anos atrás e que ainda hoje trazem consequências.
(Imagem: Googlemaps)
| Localize-se: a Sérvia fica próxima à Croácia, Grécia...(círculo vermelho) |
Mas, na verdade, a Sérvia é bem agradável e não há perigo - como muitos pensam - nas ruas. Encontrei até algumas semelhanças com o Brasil: as pessoas são muito amáveis, receptivas, nada a ver com a frieza do povo de alguns países europeus. Outra semelhança é a imensidão da vegetação aqui. Muita gente pode pensar que o lugar é devastado pelas guerras, mas não é! A natureza é bem exuberante e, a diferença do Brasil, é que aqui o meio ambiente parece ser bem preservado pela população (coisa que não é respeitada no nosso país). A bebida nacional também é uma cachaça, só que aqui é derivada da ameixa. A fruta aqui dá mais que chuchu nas serras brasileiras =). Outro ponto de interseção é que existe muita corrupção! Depois do Comunismo, o país ficou numa situação inferior economicamente e todo mundo quer ganhar por algum lado. Similar ao nosso famoso “jeitinho brasileiro”. E sabe o mais engraçado? eles dizem que isso (ser corrupto) é uma coisa típica da Sérvia! Igualzinho aos brasileiros falando deles mesmos.
(Fotos: Mariana Souza)
The problem!
Na adaptação num país desconhecido, nem tudo são flores. Para mim, que sou brasileira, “hispano-hablante” também, ou seja, familiarizada com línguas latinas aqui nessas bandas, a comunicação na Sérvia não está sendo fácil. Eis minha maior dificuldade: a língua, claro! O idioma sérvio é como o russo pra nós, brasileiros, não sabemos onde começa uma palavra e onde acaba a outra. Com exceção de palavras como “problema”, que é o plural de problem (sim o plural!) e alguns casos de derivação do inglês, ainda não tenho a mínima ideia de como usar essa língua! O resto do vocabulário é incompreensível mesmo, com letras que não imaginamos nem a pronúncia. De aprender chorando mesmo!
Como não é hábito receber gente de fora aqui nessa cidade, as pessoas não sabem como ajudar um estrangeiro. Tipo, eu aprendi como pedir carne no açougue e, então, quando vou comprar escuto 5 frases em sérvio do açougueiro. E digo “Ne Razumen” (“Não entendo!”), e ele tenta dizer em sérvio ainda, porém, de outra forma: “Ne Razumen!”, respondo novamente. E minha intuição diz que ele deve estar me falando: “como não entende se você pediu em sérvio?”. Ahahaha Sabe o que respondo? “Srpski malo”, que significa “srpski” = sérvio e “malo”= pouco, pequeno. E assim vamos...
Aqui, falo somente em espanhol durante as aulas e as explicações, caso eles não entendem, são em inglês – língua que uso oficialmente com as outras pessoas da ONG e em casa. E penso que os sérvios entendem um pouco também, mas...
(Foto: Mariana Souza)
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| Só a palavra depois do Y se pronuncia "GUCA". Quem se arrisca a ler tudo? |
Sorry!!
Numa sexta-feira à noite, fazia somente 15 dias que eu havia chegado, resolvi sair para comprar cerveja. Minha amiga da Romênia que mora comigo (outra voluntária), me perguntou: “Você sabe voltar pra casa?” – “Claaaro”, respondi. “Não se preocupa não”. Fui, comprei e voltei. Quando toquei a campainha, atendeu uma mulher estranha e eu fiquei parada, lesa, sem conseguir dizer nada. Acabei falando algo em inglês, me desculpei e saí. A cara dela foi de quem não entendeu nada e que estranhou muito a situação (claro que ela não entendeu o que falei!).
Desci as escadas do prédio e pensei: mas não era essa a minha porta? E agora? Teria que ligar do meu celular da Espanha, super caro, pra poder perguntar onde era minha casa? Não, não. Pensei em outra solução: apertei no interfone o número 7, tinha certeza que era o do meu apartamento. E eis que atendeu a mesma mulher (reconheci a voz), falando com um tom meio tímida ou medrosa talvez...(acho que devia ser medo). E eu respondi: “No, no, nooo!!!!” ahhahaahah E desliguei.
Desci as escadas do prédio e pensei: mas não era essa a minha porta? E agora? Teria que ligar do meu celular da Espanha, super caro, pra poder perguntar onde era minha casa? Não, não. Pensei em outra solução: apertei no interfone o número 7, tinha certeza que era o do meu apartamento. E eis que atendeu a mesma mulher (reconheci a voz), falando com um tom meio tímida ou medrosa talvez...(acho que devia ser medo). E eu respondi: “No, no, nooo!!!!” ahhahaahah E desliguei.
Enfim, minha casa era a de número 8, ao lado. E agora tenho certeza que minha vizinha deve ter medo de mim, principalmente durante a noite. Sei lá o que ela ficou pensando que eu queria....."
(Foto: arquivo pessoal)
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| Mariana, na Ong em que trabalha lá na Sérvia |
Marcando:
#EstásdeBroma,
Sérvia
24 de agosto de 2011
#Estásdebroma: Qualquer semelhança não é mera coincidência
O “Estás de broma?” de hoje vem num formato diferente e nós adoramos isso! Afinal, criamos esse espaço para que os leitores relatem, com suas próprias palavras, uma situação, opinião, alerta, lembrança, perigo que um dia passou durante uma viagem. A nossa autora de hoje chama-se Tatiana Notaro (@tnotaro). Jornalista, ela relata a realidade da capital Luanda/ Angola, onde passou 10 dias de férias bem inusitados. Mais que uma perspectiva pessoal, Tati procura derrubar alguns mitos que são espalhados sobre o país e o continente Africano – lugar que, segundo ela, vale a visita sim!! Confiram:
“Depois de 10 dias em Luanda, além de imagens da viagem, achei válido também expor algumas impressões sobre a capital angolana, até mesmo para dar pistas que desmistifiquem algumas coisas. Primeiro, houve quem perguntasse porque a maioria das minhas fotos são tiradas de dentro do carro. Bem, os relatos que ouço aqui é que tirar fotos em espaços públicos não é um ato muito bem visto, principalmente aos olhos da polícia. Uma pessoa me contou que, nos primeiros meses aqui, fotografando um empresarial, foi interpelada por um policial e levada pra uma esquadra (delegacia) por causa disso. Acabou prestando alguns esclarecimentos e "solta" no final do dia, mas não sem antes passar pela truculência das autoridades locais. Meu pai vive reclamando comigo no carro, dizendo que eu vou acabar causando algum constrangimento por ficar tirando foto de tudo.
Segundo que Luanda não tem movimentação turística. Potencial tem - pelo menos eu tenho gostado da cidade, mas o que me dizem é que não existe isso de solicitar visto de turista ao consulado angolano. Aqui, só a trabalho. Entrar no país, só a "convite" de uma grande empresa. E olhe lá...
Terceiro. Luanda é uma cidade cara. Caríssima. Hotéis médios chegam a cobrar o equivalente a US$ 350 por uma diária. O estacionamento do único shopping da cidade custa US$ 4, mais ou menos. Bom aqui é o preço do combustível: Kz 60 (o litro da gasolina) e Kz 40 (o litro do gasóleo, como eles chamam o diesel). Aqui, o sistema de transporte público é altamente deficiente.
E o quarto item: quase não há ônibus de linha (vi uns cinco, esses dias todos), não vi táxis como os que nós conhecemos no Brasil e o que circula pelas ruas fazendo o serviço são umas vans que eles chamam de kandonga. Elas não têm tarifa definida nem seguem regras que determinam número de passageiros ou itinerários. São um dos motivos do trânsito daqui ser como é.
(Foto: Tatiana Notaro)
Quinto. Não vi hospitais públicos aqui. Meu pai disse que eles não existem e, em caso de doença, a população precisa pagar "gorjetas" para ser atendida em particulares.
Sexto: o sistema previdenciário é recente, então os já idosos estão totalmente desamparados.
Em sétimo lugar, em Luanda quase não há escolas particulares. O ensino público, como é de se esperar, não é nada bom, principalmente por falta de professores, e as poucas instituições particulares são caras. As mensalidades têm que ser pagas de uma vez, no início do ano letivo, que é no mês de agosto. Cifras que superam US$ 40 mil. Para um povo que tem salário mínimo de Kz 17 mil (US$ 170), não dá nem pra sonhar...
Oitavo e último. Algo em torno de 25% dos angolanos têm Aids, mas esse é um dado que eu ainda quero confirmar. Será que eles me recebem no Ministério da Saúde?
E como tenho dito: qualquer semelhança conosco não é mera coincidência. Corrupção aqui também é algo latente e propagado."
Gostaram do texto de Tati? Ela também é autora de um blog, o Intracranianos: http://intra-cranianos.blogspot.com/ , onde fala sobre diversos assuntos numa linguagem leve e embasada. Essa viagem para a África também virou blog (de onde tiramos esse texto). Confira as fotos: http://www.10diasemangola.blogspot.com/
Agora queremos saber de você! Toparia passar férias em Luanda?
“Depois de 10 dias em Luanda, além de imagens da viagem, achei válido também expor algumas impressões sobre a capital angolana, até mesmo para dar pistas que desmistifiquem algumas coisas. Primeiro, houve quem perguntasse porque a maioria das minhas fotos são tiradas de dentro do carro. Bem, os relatos que ouço aqui é que tirar fotos em espaços públicos não é um ato muito bem visto, principalmente aos olhos da polícia. Uma pessoa me contou que, nos primeiros meses aqui, fotografando um empresarial, foi interpelada por um policial e levada pra uma esquadra (delegacia) por causa disso. Acabou prestando alguns esclarecimentos e "solta" no final do dia, mas não sem antes passar pela truculência das autoridades locais. Meu pai vive reclamando comigo no carro, dizendo que eu vou acabar causando algum constrangimento por ficar tirando foto de tudo.
Segundo que Luanda não tem movimentação turística. Potencial tem - pelo menos eu tenho gostado da cidade, mas o que me dizem é que não existe isso de solicitar visto de turista ao consulado angolano. Aqui, só a trabalho. Entrar no país, só a "convite" de uma grande empresa. E olhe lá...
Terceiro. Luanda é uma cidade cara. Caríssima. Hotéis médios chegam a cobrar o equivalente a US$ 350 por uma diária. O estacionamento do único shopping da cidade custa US$ 4, mais ou menos. Bom aqui é o preço do combustível: Kz 60 (o litro da gasolina) e Kz 40 (o litro do gasóleo, como eles chamam o diesel). Aqui, o sistema de transporte público é altamente deficiente.
E o quarto item: quase não há ônibus de linha (vi uns cinco, esses dias todos), não vi táxis como os que nós conhecemos no Brasil e o que circula pelas ruas fazendo o serviço são umas vans que eles chamam de kandonga. Elas não têm tarifa definida nem seguem regras que determinam número de passageiros ou itinerários. São um dos motivos do trânsito daqui ser como é.
(Foto: Tatiana Notaro)
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| Trânsito em Luanda: sistema de transporte quase inexiste |
Quinto. Não vi hospitais públicos aqui. Meu pai disse que eles não existem e, em caso de doença, a população precisa pagar "gorjetas" para ser atendida em particulares.
Sexto: o sistema previdenciário é recente, então os já idosos estão totalmente desamparados.
Em sétimo lugar, em Luanda quase não há escolas particulares. O ensino público, como é de se esperar, não é nada bom, principalmente por falta de professores, e as poucas instituições particulares são caras. As mensalidades têm que ser pagas de uma vez, no início do ano letivo, que é no mês de agosto. Cifras que superam US$ 40 mil. Para um povo que tem salário mínimo de Kz 17 mil (US$ 170), não dá nem pra sonhar...
Oitavo e último. Algo em torno de 25% dos angolanos têm Aids, mas esse é um dado que eu ainda quero confirmar. Será que eles me recebem no Ministério da Saúde?
E como tenho dito: qualquer semelhança conosco não é mera coincidência. Corrupção aqui também é algo latente e propagado."
Gostaram do texto de Tati? Ela também é autora de um blog, o Intracranianos: http://intra-cranianos.blogspot.com/ , onde fala sobre diversos assuntos numa linguagem leve e embasada. Essa viagem para a África também virou blog (de onde tiramos esse texto). Confira as fotos: http://www.10diasemangola.blogspot.com/
Agora queremos saber de você! Toparia passar férias em Luanda?
Marcando:
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17 de agosto de 2011
#Estasdebroma: Não duvide da capacidade da sua mãe!
Olá, mochileros! O Estás de broma de hoje não se passa durante uma viagem, mas durante duas. A autora é a nossa “mochilera caçula”, a designer Juliana Sauvé, que, como qualquer boa turista, tem bastante história pra contar. E assim como outras experiências que já mostramos aqui, essa envolve metrôs. Parece que tudo pode acontecer sobre trilhos...veja só:
Em 2009, viajei com meus pais e com algumas outras pessoas para Nova York. Decidimos resistir às tentações do tradicional Yellow Cab nova-iorquino e fomos encarar o metrô para nos locomover por Manhattan. Pode até parecer um plano simples, mas seria uma grande aventura: o metrô de Nova York é bem confuso e os trens mudam de itinerário às vezes sem mais nem menos, o que é comunicado aos passageiros através de um sistema de som que já deve ser patrimônio histórico da cidade.
Mas, tudo bem. Se perder durante uma viagem, é normal. O importante é estarmos todos juntos, certo? Certo. Vamos pegar o metrô pela primeira vez perto do nosso hotel para ir até o MET, o belíssimo Museu Metropolitano de Arte, que fica no Central Park. Entram os nossos acompanhantes, entra meu pai, entro eu e as portas se fecham. Aí escuto, meio abafado, chamarem meu nome. Minha mãe ficou do lado de fora!!
Minha mãe é uma figura, toda assustada, daquele tipo que buzina para um pedestre sair do meio da rua a 50 metros de distância. Mas eu também me desesperei: era nosso primeiro passeio pela cidade e a bichinha não fala inglês direito... Tanto ela bateu no vidro da porta, que alguma alma caridosa que estava no comando do metrô abriu para ela entrar. Ufa! Só isso já rendeu histórias e risadas para o resto da viagem (não que esse tenha sido o único atrapalho dessa viagem, claro. Isso é história para mais tarde)
Já em São Paulo.. .
No início de 2011, viajamos só eu e minha mãezinha para São Paulo. Objetivo: claro, compras. Meio de transporte: claro, metrô. Pegamos o metrô na estação da Consolação, fazendo integração em Paraíso para ir pra a Luz ou para a Sé várias vezes. Um belo dia, nós voltávamos da 25 de Março cheeeias de pacotes e sacolas. Eis que, dessa vez, quem fica pra trás sou eu.
Fiquei preocupada, claro!! Será que ela iria saber fazer a integração? Será que ia conseguir chegar ao hotel? E esse celular que não dá sinal dentro da estação? Ai, meu Deus, ai meu Deus! Mandei vários torpedos com instruções na esperança que ela recebesse e fui pra o hotel. Assim que tive sinal de rede, liguei para ela. Estava tranquilamente sentada na frente do hotel e rindo da minha cara porque eu fiquei pra trás. É toda desenroladinha, essa minha mãe.
(Foto: Juliana Sauvé)
| Ju e sua mãe desenrolada |
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10 de agosto de 2011
#Estasdebroma: Smirnoff Ice gigante, você me paga!
Depois de passarmos um período cuidando das novidades do blog e da super promoção em parceria com o Instituto Candela (ainda dá tempo de participar!!), o #Estásdebroma? está de volta! =D
A história de hoje é do jornalista pernambucano Eduardo Amorim nosso primeiro mochilero (êêêê!). Ele foi para a Europa passar o melhor Réveillon da sua vida: em Paris com os amigos! Já imaginou?!? Mas ele não contava com os imprevistos que estavam no caminho e que a "festa" dele seria num lugar bem diferente dos amigos...
Se essas festas de Réveillon em Paris falassem... Esta não é a primeira vez que contamos situações inusitadas e divertidas do Ano Novo na cidade luz. Lembra do perrengue que a mochilera Rafa passou também por lá? Pois bem, qualquer semelhança é mera coincidência.
"Tenho família na França. Então, minha primeira viagem a Paris foi super estruturada. Fiquei, a maior parte do tempo, com dois amigos em um apartamento que a minha família aluga na Rue Oberckampf: lugar super estruturado, perto de tudo e ótimo também para sair à noite. Só que no Réveillon ele não estava disponível.
No dia 31, resolvi que ia encontrar vários amigos em Montmartre. A felicidade era enorme de finalmente estar conhecendo Paris no Réveillon e passá-lo com Clara, Julio (ambos vindos de Recife), Mateus (São Paulo), João (Barcelona), Pedro (meu irmão, que nessa época morava no subúrbio de Paris). O metrô era gratuito na noite de Réveillon. Pegamos o trem de Nanteuil Le Hadoin (uma cidade que fica a uma hora ao norte de Paris, onde mora a mãe do meu irmão), fizemos conexão com o metrô e fomos sabendo que a noite seria longa. Depois da festa, teríamos que esperar até amanhecer para voltar, pois o primeiro trem só sairia às 8h da manhã do dia seguinte. Mas, em noite de réveillon, tudo bem.
Eu e Pedro encontramos com Mateus ainda na descida do metrô e começamos a festa ali mesmo. Rapidamente, estávamos todos juntos e passamos numa lojinha para comprar champanhe e vinhos nacionais. Eu tinha uma garrafa de cachaça e João tinha outra. Pedro, que tinha uns 17 anos, preferiu comprar uma garrafa de Smirnoff Ice. Lembro que achei engraçado, porque lá eles têm garrafas de 1,5 litro. Mas achei que assim ele não daria trabalho.
Enfim, subimos Montmartre no trenzinho e a festa foi deliciosa. Nosso grupo de brasileiros competia em barulho com os italianos na escadaria, que estavam em muito maior número. O clima era de total integração entre as nações ali representadas.
Após a meia-noite, todos nós já devidamente bêbados, depois de estourar as champagnes, começamos a nos reagrupar para tentar chegar à festa que tínhamos planejado como meta final. Fomos descendo as escadarias a pé e, quando chegamos lá embaixo, alguém se deu conta de que meu irmão tinha passado da conta na bebida e estava vomitando uma espécie de “neve parisiense”. Meus amigos foram na frente para a festa e eu resolvi entrar em um bar para dar uma Coca-Cola ao meu irmão. Pedro dormiu na mesa até que o dono do estabelecimento pedir para que a gente saísse. Sem ter como voltar, andando a coisa piorava e Pedro voltava a vomitar. Resolvi entrar novamente no metrô para aguardar a hora do trem.
O grito foi dado pela única pessoa que ocupava o mesmo vagão que eu e Pedro. O trem parou e os policiais entraram batendo em todo mundo novamente. Com os cacetetes, a polícia francesa parecia a PM afastando briga de torcida organizada: quem tivesse na frente levava uma cacetada! E acabaram prendendo o homem que gritou e foi levado para fora do RER.
Por sorte, eu e Pedro estávamos algumas cadeiras à frente dele e os policiais nos deixaram em paz. Ufa! Foi nessa hora que eu desisti. Bastava de Réveillon francês.
- Pedro. Liga pra tua mãe e pede para ela pegar a gente na última estação.A festa, que naquela hora deveria estar no final, já não tinha tanta importância.."
No outro dia, fui comprar um pãozinho na padaria de Nanteuil Le Hadoin. Já estava adaptado à França.
A história de hoje é do jornalista pernambucano Eduardo Amorim nosso primeiro mochilero (êêêê!). Ele foi para a Europa passar o melhor Réveillon da sua vida: em Paris com os amigos! Já imaginou?!? Mas ele não contava com os imprevistos que estavam no caminho e que a "festa" dele seria num lugar bem diferente dos amigos...
Se essas festas de Réveillon em Paris falassem... Esta não é a primeira vez que contamos situações inusitadas e divertidas do Ano Novo na cidade luz. Lembra do perrengue que a mochilera Rafa passou também por lá? Pois bem, qualquer semelhança é mera coincidência.
"Tenho família na França. Então, minha primeira viagem a Paris foi super estruturada. Fiquei, a maior parte do tempo, com dois amigos em um apartamento que a minha família aluga na Rue Oberckampf: lugar super estruturado, perto de tudo e ótimo também para sair à noite. Só que no Réveillon ele não estava disponível.
No dia 31, resolvi que ia encontrar vários amigos em Montmartre. A felicidade era enorme de finalmente estar conhecendo Paris no Réveillon e passá-lo com Clara, Julio (ambos vindos de Recife), Mateus (São Paulo), João (Barcelona), Pedro (meu irmão, que nessa época morava no subúrbio de Paris). O metrô era gratuito na noite de Réveillon. Pegamos o trem de Nanteuil Le Hadoin (uma cidade que fica a uma hora ao norte de Paris, onde mora a mãe do meu irmão), fizemos conexão com o metrô e fomos sabendo que a noite seria longa. Depois da festa, teríamos que esperar até amanhecer para voltar, pois o primeiro trem só sairia às 8h da manhã do dia seguinte. Mas, em noite de réveillon, tudo bem.
Eu e Pedro encontramos com Mateus ainda na descida do metrô e começamos a festa ali mesmo. Rapidamente, estávamos todos juntos e passamos numa lojinha para comprar champanhe e vinhos nacionais. Eu tinha uma garrafa de cachaça e João tinha outra. Pedro, que tinha uns 17 anos, preferiu comprar uma garrafa de Smirnoff Ice. Lembro que achei engraçado, porque lá eles têm garrafas de 1,5 litro. Mas achei que assim ele não daria trabalho.
Enfim, subimos Montmartre no trenzinho e a festa foi deliciosa. Nosso grupo de brasileiros competia em barulho com os italianos na escadaria, que estavam em muito maior número. O clima era de total integração entre as nações ali representadas.
Após a meia-noite, todos nós já devidamente bêbados, depois de estourar as champagnes, começamos a nos reagrupar para tentar chegar à festa que tínhamos planejado como meta final. Fomos descendo as escadarias a pé e, quando chegamos lá embaixo, alguém se deu conta de que meu irmão tinha passado da conta na bebida e estava vomitando uma espécie de “neve parisiense”. Meus amigos foram na frente para a festa e eu resolvi entrar em um bar para dar uma Coca-Cola ao meu irmão. Pedro dormiu na mesa até que o dono do estabelecimento pedir para que a gente saísse. Sem ter como voltar, andando a coisa piorava e Pedro voltava a vomitar. Resolvi entrar novamente no metrô para aguardar a hora do trem.
(Foto: Divulgação/Google imagens)
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| Ice de 1,5 litro? Quem disse que é bebida de menina?!? |
Enquanto meu irmão dormia/passava mal, vi que policiais e diferentes grupos de franceses brigavam dentro da estação do metrô. Tentava entender o que se passava, mas meu pouco conhecimento de gírias em francês não ajudava. Lembro apenas até de ficar feliz de ver tantos negros em Paris. Achei que aquilo fazia parte daqueles protestos em que os franceses colocavam fogo nos carros.
Lembro dos movimentos em formas de ondas, que via no metrô. Ondas de pancadaria na minha frente. E nós, sentados no banquinho, assistindo. Depois de muitos arrastões de policiais contra os grupos de negros, consegui me informar sobre a saída de um RER que passaria por aquela estação.
(Só para explicar a quem vai a Paris. No sistema de trens urbanos de Paris as pessoas viajam com os seus bilhetes e fazem integrações variadas entre diversos tipos de veículos. Além do metrô normal, algumas vezes os turistas costumam pegar o RER para trechos um pouco mais longos e, raramente, vão se arriscar no Train do Bainlieu. Exatamente o que nós precisaríamos para chegar em Nanteuil Le Hadoin, uma cidadezinha próxima a Chantilly. Lembram? Onde Ronaldo "Fenômeno" se casou com.... Eu também não lembramos. Eu também não lembro.)
Com pouco mais de meia-hora de atraso, conseguimos entrar no RER. A ideia era ir para a última estação na direção do Norte. Pedro já balbuciava algumas respostas nessa hora, então eu conseguia juntar meu pouco conhecimento geográfico com as informações que acabava entendendo dele para me localizar. Então, o trem começou a andar. Até que ouvimos: “Seu bando de viado. Esqueceram de me pegar aqui. Se fu#&*!”
Lembro dos movimentos em formas de ondas, que via no metrô. Ondas de pancadaria na minha frente. E nós, sentados no banquinho, assistindo. Depois de muitos arrastões de policiais contra os grupos de negros, consegui me informar sobre a saída de um RER que passaria por aquela estação.
(Só para explicar a quem vai a Paris. No sistema de trens urbanos de Paris as pessoas viajam com os seus bilhetes e fazem integrações variadas entre diversos tipos de veículos. Além do metrô normal, algumas vezes os turistas costumam pegar o RER para trechos um pouco mais longos e, raramente, vão se arriscar no Train do Bainlieu. Exatamente o que nós precisaríamos para chegar em Nanteuil Le Hadoin, uma cidadezinha próxima a Chantilly. Lembram? Onde Ronaldo "Fenômeno" se casou com.... Eu também não lembramos. Eu também não lembro.)
Com pouco mais de meia-hora de atraso, conseguimos entrar no RER. A ideia era ir para a última estação na direção do Norte. Pedro já balbuciava algumas respostas nessa hora, então eu conseguia juntar meu pouco conhecimento geográfico com as informações que acabava entendendo dele para me localizar. Então, o trem começou a andar. Até que ouvimos: “Seu bando de viado. Esqueceram de me pegar aqui. Se fu#&*!”
O grito foi dado pela única pessoa que ocupava o mesmo vagão que eu e Pedro. O trem parou e os policiais entraram batendo em todo mundo novamente. Com os cacetetes, a polícia francesa parecia a PM afastando briga de torcida organizada: quem tivesse na frente levava uma cacetada! E acabaram prendendo o homem que gritou e foi levado para fora do RER.
Por sorte, eu e Pedro estávamos algumas cadeiras à frente dele e os policiais nos deixaram em paz. Ufa! Foi nessa hora que eu desisti. Bastava de Réveillon francês.
- Pedro. Liga pra tua mãe e pede para ela pegar a gente na última estação.A festa, que naquela hora deveria estar no final, já não tinha tanta importância.."
No outro dia, fui comprar um pãozinho na padaria de Nanteuil Le Hadoin. Já estava adaptado à França.
(Foto: Arquivo pessoal)
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| Eduardo (de cachecol), os amigos e o irmão:que Réveillon, hein?!? |
Marcando:
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6 de julho de 2011
#Estasdebroma: Uma aventura em Pisac
Esta semana, o “Estás de Broma?” é especial, pois vai fazer parte da nossa homenagem aos #100anosdemachupicchu. Quem conta é a jornalista carioca Juliana Siqueira, que resolveu, junto com uma grande amiga, passar as férias no Peru. Depois de uma bela viagem histórica, elas não imaginavam o baita susto que a cidade de Pisac, bem pertinho de Cusco, reservou para elas. Boa leitura!
Por uma dessas coincidências da vida, este ano minhas férias do trabalho coincidiram com as férias da minha amiga de longa data, Natália. Decidimos viajar juntas e o destino esclhido foi o Peru, afinal, como boas amantes de História que somos, queríamos conhecer as ruínas Incas de Machu Picchu e de outras cidades peruanas. Também decidimos fazer tudo por conta própria: sem guias, sem agência de viagem, sem pacotes turísticos. Só nós duas e uma mochila, nem mala queríamos.
O sufoco da viagem ficou reservado pro final. Em nosso último dia no Peru, decidimos visitar as ruínas de Pisac, uma pequena cidadela a uns 45 minutos de Cusco. A cidade em si era de chorar… uma verdadeira bagunça na praça principal, com comidas preparadas de qualquer jeito na rua e um cheiro bem desagradável. De qualquer forma, contratamos um táxi para nos levar às ruínas, e chegamos no sopé da montanha por volta das 16h. Segundo o taxista, deveríamos demorar cerca de uma hora e meia até o final, onde ele estaria nos esperando para nos levar de volta à cidade.
Pois bem, lá fomos nós. Como todo o resto da viagem, dispensamos um guia local e fomos andando por conta própria pelos caminhos tortuosos da montanha, cheia de pedras e degraus altos. Depois de uma hora e meia caminhando, chegamos em um ponto que não havia mais trilha. Aí, começou a bater o desespero: olhamos para o lado e não havia uma viva alma por perto, o sol começava a se por e faltava meia hora para o acesso às ruínas ser fechado, ou seja, ninguém mais estava autorizado a entrar lá.
Ficamos tão nervosas que começamos a pensar nas piores hipóeteses possíveis, como ter que passar a noite na montanha, morrer de hipotermia (já que lá no alto a temperatura cai absurdamente à noite), etc. Nossa única opção era voltar pelo mesmo caminho que viemos. E foi o que fizemos, em uma velocidade incrivelmente rápida, talvez pela adrenalina e o pavor de ficarmos perdidas naquela montanha deserta. O trajeto que tínhamos feito em meia hora na ida demorou menos de cinco minutos na volta, e já nem ligávamos para o risco de tropeçar naquelas pedras.
Felizmente, em um determinado ponto, avistamos umas pessoas descendo a montanha, vindo em nossa direção. Para a nossa sorte, era um casal que conhecia bem a região e pudemos voltar com eles. Logo, se juntou outro grupo de retardatários e descemos juntos, de lanterna em punho, por ainda mais uma hora até a cidade. Só fiquei aliviada de verdade quando pisamos novamente em Pisac. No final, até tiramos uma foto com nosso grupo de anjos que apareceram para nos salvar daquele sufoco! Detalhe: enquanto todos pareciam cansados, nós duas éramos às únicas sorridentes, felizes por termos escapado sã e salvas de morrer nas montanhas!
Para quem quiser se aventurar que nem nós no Peru, as dicas são levar sempre uma lanterna a tiracolo, pois nunca se sabe quando vai precisar dela, e ir o mais cedo possível para esses lugares, pois, caso se perca, ainda existem horas e mais horas de sol para você se localizar. Além disso, uma equipe de vigias das ruínas faz uma espécie de ronda na montanha para ver se algum turista desavisado ficou pra trás.
Apesar disso, a viagem foi excelente e nos presenteamos com um belo jantar regado a vinho no final desse dia tão estressante.
Por uma dessas coincidências da vida, este ano minhas férias do trabalho coincidiram com as férias da minha amiga de longa data, Natália. Decidimos viajar juntas e o destino esclhido foi o Peru, afinal, como boas amantes de História que somos, queríamos conhecer as ruínas Incas de Machu Picchu e de outras cidades peruanas. Também decidimos fazer tudo por conta própria: sem guias, sem agência de viagem, sem pacotes turísticos. Só nós duas e uma mochila, nem mala queríamos.
O sufoco da viagem ficou reservado pro final. Em nosso último dia no Peru, decidimos visitar as ruínas de Pisac, uma pequena cidadela a uns 45 minutos de Cusco. A cidade em si era de chorar… uma verdadeira bagunça na praça principal, com comidas preparadas de qualquer jeito na rua e um cheiro bem desagradável. De qualquer forma, contratamos um táxi para nos levar às ruínas, e chegamos no sopé da montanha por volta das 16h. Segundo o taxista, deveríamos demorar cerca de uma hora e meia até o final, onde ele estaria nos esperando para nos levar de volta à cidade.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| As ruínas de Pisac antes do susto das aventureiras |
Pois bem, lá fomos nós. Como todo o resto da viagem, dispensamos um guia local e fomos andando por conta própria pelos caminhos tortuosos da montanha, cheia de pedras e degraus altos. Depois de uma hora e meia caminhando, chegamos em um ponto que não havia mais trilha. Aí, começou a bater o desespero: olhamos para o lado e não havia uma viva alma por perto, o sol começava a se por e faltava meia hora para o acesso às ruínas ser fechado, ou seja, ninguém mais estava autorizado a entrar lá.
Ficamos tão nervosas que começamos a pensar nas piores hipóeteses possíveis, como ter que passar a noite na montanha, morrer de hipotermia (já que lá no alto a temperatura cai absurdamente à noite), etc. Nossa única opção era voltar pelo mesmo caminho que viemos. E foi o que fizemos, em uma velocidade incrivelmente rápida, talvez pela adrenalina e o pavor de ficarmos perdidas naquela montanha deserta. O trajeto que tínhamos feito em meia hora na ida demorou menos de cinco minutos na volta, e já nem ligávamos para o risco de tropeçar naquelas pedras.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| No susto, elas desceram tudo correndo |
Felizmente, em um determinado ponto, avistamos umas pessoas descendo a montanha, vindo em nossa direção. Para a nossa sorte, era um casal que conhecia bem a região e pudemos voltar com eles. Logo, se juntou outro grupo de retardatários e descemos juntos, de lanterna em punho, por ainda mais uma hora até a cidade. Só fiquei aliviada de verdade quando pisamos novamente em Pisac. No final, até tiramos uma foto com nosso grupo de anjos que apareceram para nos salvar daquele sufoco! Detalhe: enquanto todos pareciam cansados, nós duas éramos às únicas sorridentes, felizes por termos escapado sã e salvas de morrer nas montanhas!
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| Juliana e Natália (à direita) com seus anjos da guarda |
Para quem quiser se aventurar que nem nós no Peru, as dicas são levar sempre uma lanterna a tiracolo, pois nunca se sabe quando vai precisar dela, e ir o mais cedo possível para esses lugares, pois, caso se perca, ainda existem horas e mais horas de sol para você se localizar. Além disso, uma equipe de vigias das ruínas faz uma espécie de ronda na montanha para ver se algum turista desavisado ficou pra trás.
Apesar disso, a viagem foi excelente e nos presenteamos com um belo jantar regado a vinho no final desse dia tão estressante.
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29 de junho de 2011
#Estasdebroma: Educação no ar
O "Estás de broma?" de hoje também foge do formato engraçado (que predomina às quartas-feiras) e toma um tom de desabafo. Não no sentido de tristeza, mas de cansaço por algumas situações que se repetem sempre e muita gente vai já deve ter sofrido. Ao invés de relatar uma história que passou, que com certeza seria divertida, a jornalista Fabiana Maranhão preferiu reunir em um texto sua experiência de ser incomodada por gente sem noção durante o voo. Confiram o "manual de boas maneiras para viajar de avião" que esta pernambucana fez com exclusividade pra gente. E olhem que no quesito viagem, ela é profissional!
Brincadeiras à parte, a minha larga experiência como passageira de avião me fez aprender que, mesmo a milhares de metros de altura, é preciso seguir um manual de boas maneiras. A educação deve começar antes mesmo de entrar no avião, já no check-in. Despache o máximo de bagagem que você puder (dentro do limite de peso permitido, é claro). Falo isso porque já tive de improvisar um bagageiro debaixo do assento do vizinho da frente pra guardar minha mochila com notebook e máquina fotográfica (material que não deve ser despachado) porque o que fica na parte de cima estava cheio de grandes malas. Sempre me pergunto como o atendente do check-in deixou o indivíduo levar aquele peso todo como bagagem de mão.
"Na última viagem que fiz nas férias, em maio, passei parte das três horas de voo entre o Recife e São Paulo tentando recuperar lembranças das cidades que já visitei ao longo dos meus 27 anos. Na verdade, sempre que entro em um avião faço isso. Sou saudosista, admito. Mas desta vez tive a ideia de descobrir quantos quilômetros já havia percorrido a bordo de aeronaves. Parei de somar na metade. Contentei-me em calcular a quantidade de voos que tinha tomado. Por baixo, entrei e sai de um avião umas 70 vezes. Acho que já posso tirar meu brevê, a tal da carteira de habilitação que os pilotos recebem depois de "num-sei-quantas" horas de voo.
Brincadeiras à parte, a minha larga experiência como passageira de avião me fez aprender que, mesmo a milhares de metros de altura, é preciso seguir um manual de boas maneiras. A educação deve começar antes mesmo de entrar no avião, já no check-in. Despache o máximo de bagagem que você puder (dentro do limite de peso permitido, é claro). Falo isso porque já tive de improvisar um bagageiro debaixo do assento do vizinho da frente pra guardar minha mochila com notebook e máquina fotográfica (material que não deve ser despachado) porque o que fica na parte de cima estava cheio de grandes malas. Sempre me pergunto como o atendente do check-in deixou o indivíduo levar aquele peso todo como bagagem de mão.
(Fonte: semrumoargentina.blogspot.com)
| Aperto + falta de educação no avião = stress |
Já dentro do avião o que tem de gente que pertuba aquelas preciosas horas de descanso não está no gibi. Se você está na cadeira do corredor, acordar toda vez que passa aquele sujeito que parece não saber controlar mãos e pernas e sai batendo em tudo tudo e todos; se está no assento do meio - coitado - sofre para garantir o espaço em um dos braços da cadeira. Quem consegue ficar na janela, o assento mais
disputado por 9 entre 10 passageiros, pode ser considerada uma pessoa de sorte. Só nesse lugar, consigo dormir de fato. Mas mesmo assim sempre tem aquela criança danada que a mãe não consegue segurar na cadeira ou aquele sem noção que insiste em ligar a luz individual no meio de um voo noturno. Gente, vamos tomar mais cuidado para não incomodar o outro?
disputado por 9 entre 10 passageiros, pode ser considerada uma pessoa de sorte. Só nesse lugar, consigo dormir de fato. Mas mesmo assim sempre tem aquela criança danada que a mãe não consegue segurar na cadeira ou aquele sem noção que insiste em ligar a luz individual no meio de um voo noturno. Gente, vamos tomar mais cuidado para não incomodar o outro?
(Fonte: internet)
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| Quem aguenta? |
Passageiro que é profissional também sabe que lugar de lixo é primeiro no bolsinho que fica na cadeira da frente e depois na mão da aeromoça que vai se encarregar de colocar no lixo. Lembro da sujeira que fica o avião da TAP que sai do Recife com destino a Lisboa. Nas quatro vezes que peguei esse voo, fui obrigar a driblar copos plásticos, guardanados, revistas, jornais, travasseiros e cobertas para poder sair do avião. Tava tudo espalhado no chão. Por fim, o carão vai para quem não acredita que um celular ligado durante o voo pode causar algum problema. Eu não acredito, mas pra que duvidar, né? Sempre tem aquele que insiste em não respeitar a orientação de desligar o aparelho. Já vi gente falando ao celular durante a decolagem e a aterrisagem. Que tal trazer um pouco da educação que você teve em casa pra dentro do avião. Os outros passeiros agradecem!"
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voos
15 de junho de 2011
#Estasdebroma: Canja de galinha e cuidado nunca são demais
A seção "Estás de broma" dá um tempo no seu lado divertido hoje e traz uma história que serve como alerta para muitas mulheres que viajam sozinhas para países onde a cultura é pouco conhecida. Aliás, a nossa ideia é reunir aqui casos que mais parecem brincadeira, sejam eles engraçados ou perigosos.
A autora desta semana é a administradora pernambucana, Ana Addobbati, que fala com toda a experiência de quem morou na Ásia por mais de um ano, a trabalho. Além de muita cultura e amigos, ela trouxe na bagagem dicas valiosas da China. Hoje, Aninha (como é conhecida) ri de várias situações. Mas, essa história poderia ter acabado mal...
Esse ano estive em São Paulo para um curso na área de Marketing Internacional. Na sala, vários estudantes e profissionais, a maioria com alguma vivência no exterior. Chegou-se ao tema: É seguro para as mulheres viajarem por aí sozinhas? Cada um que dê seu relato.
# Ficaadica: Ouvir sempre os conselhos dos moradores locais. Mesmo que soem improváveis, bizarros, o que seja.
Foge, foge Mulher Maravilha!
Algo semelhante me ocorreu na China. Quando morava em Wuhan, cidade do Interior que ainda se acostumava com a presença estrangeira, meus colegas chineses me diziam para tomar cuidado e evitar sair à noite sem um chinês ao lado. Achei exagero porque, como se sabe, na China, não há armas de fogo. Sendo assim, não haveria assaltos. Considerei apenas a possibilidade de não sair sozinha, afinal, mulher é sempre mais vulnerável.
A autora desta semana é a administradora pernambucana, Ana Addobbati, que fala com toda a experiência de quem morou na Ásia por mais de um ano, a trabalho. Além de muita cultura e amigos, ela trouxe na bagagem dicas valiosas da China. Hoje, Aninha (como é conhecida) ri de várias situações. Mas, essa história poderia ter acabado mal...
Esse ano estive em São Paulo para um curso na área de Marketing Internacional. Na sala, vários estudantes e profissionais, a maioria com alguma vivência no exterior. Chegou-se ao tema: É seguro para as mulheres viajarem por aí sozinhas? Cada um que dê seu relato.
O professor citou o caso de uma aluna que foi a negócios para Angola. A universitária chegou a ouvir do taxista conselhos para que não saísse do hotel caminhando sozinha. Achando um exagero, resolveu dar uma volta na ensolarada Luanda. Não tardou para que um homem a arrastasse para uma obra para estuprá-la. A sorte foi que, a poucos metros, um taxista a avistou e a seguiu, já prevendo que algo de ruim fosse acontecer. O motorista ofereceu uma boa quantia em dinheiro para o cara em troca da liberdade da moça e assim, conseguiu libertá-la e evitar o pior.
Foge, foge Mulher Maravilha!
Algo semelhante me ocorreu na China. Quando morava em Wuhan, cidade do Interior que ainda se acostumava com a presença estrangeira, meus colegas chineses me diziam para tomar cuidado e evitar sair à noite sem um chinês ao lado. Achei exagero porque, como se sabe, na China, não há armas de fogo. Sendo assim, não haveria assaltos. Considerei apenas a possibilidade de não sair sozinha, afinal, mulher é sempre mais vulnerável.
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| Ana morou na China por mais de um ano e teve que se adaptar aos costumes asiáticos |
Eis que marquei de sair para jantar com uma amiga canadense. Era inverno dos brabos. Saímos do hotel em que morávamos vestidas dos pés à cabeça. Tomamos um táxi na porta do meu hotel em direção a um restaurante onde iríamos jantar. Eis que dois chineses em um carrão trancaram nosso automóvel e quiseram entrar a todo custo. Minha amiga conseguiu trancar a porta, eu consegui chutar o chinês com o salto da minha bota. O taxista não entendia nada, a gente menos ainda. Mandei o motorista nos levar até um bar, onde meus amigos estavam. Não queria que eles soubessem onde eu morava. Os chineses ainda nos seguiram, mas daí tiveram de dar satisfações aos meus amigos talibãs. Salva pelos homens-bomba!
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| Nas horas de perigo, uma bota de salto alto pode virar uma boa arma |
Quando comentei com os meus colegas chineses, eles só disseram: “Eu avisei”. A história de andar com um chinês ao lado era para evitar esse tipo de assédio. Não importa como eu estivesse vestida ou me portando, a imagem da mulher ocidental nos grotões da China é a de disponível. Hollywood demais na cabeça de uma sociedade conservadora.
Depois dessa, aplico o questionário de “segurança” aonde vou. Sem questionar, nem subestimar as dicas de quem vive no local e sabe exatamente o que se deve e não se deve fazer. Marreta é chapéu de mané. Não dá para bancar o esperto.
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| Mulheres: se não têm super poderes, ouçam sempre os conselhos dos moradores locais |
Marcando:
#EstásdeBroma,
Angola,
China
8 de junho de 2011
#Estasdebroma?: Era pra ser um jantar romântico, mas foi bem diferente...
Ah, ainda está em tempo de enviar sua foto romântica com o seu amor. Aguardamos no email lasmochileras@gmail.com. Lembre-se de mandar o quando, onde e porque foi uma viagem especial. Já recebemos algumas lindas. Falta a sua! =)
"Bem, chegou o dia da nossa lua-de-mel. Destino: Buenos Aires/Bariloche. E lá fomos nós, dispostos a conhecermos todos os pontos turísticos e a fazermos vários passeios legais, também gastronomicamente falando! Durante a parte da manhã e da tarde, nos programávamos pra passear pela cidade. À noite, aproveitávamos pra irmos a bons restaurantes, sempre seguindo recomendações dos que por lá já passaram.
Durante o city tour, conhecemos um casal, que também estava em lua-de-mel, e a amizade foi instantânea. Eram pessoas boníssimas, discretas e foram ótimas companhias durante toda a viagem. Bom, estávamos na dúvida do que fazer à noite e entramos em contato com alguns amigos, do Brasil, pra pedir alguma boa sugestão. Foi quando resolvemos ir a um "restaurante temático", que dizia ter também um show de comédia. O nome era “TE MATARÉ RAMIREZ". Enfim, seria unir o útil (restaurante) ao agradável (show de comédia) numa mesma noite. Seria a melhor opção.
Ao chegar lá, achamos o ambiente um pouco "esquisito". Até porque a atendente estava com uma calça de couro vermelha e um espartilho também da mesma cor. Sem contar que a iluminação também era vermelha. Mas o ambiente parecia ser agradável, pois tinha mesas, sofás e estava super cheio. Já estava, aparentemente, havendo um show de comédia, com bonecos (fantoches). Logo fomos levados a uma mesa. E foi lá, já bem acomodados, que percebemos que o show de comédia não era apenas um show de comédia... e sim um show de comédia ERÓTICA com fantoches.
O silêncio foi tomado pelos nossos amigos de viagem. Foi algo tão constrangedor que a primeira frase que saiu da boca deles foi "vamos embora?" E claro que concordamos. Quando chamamos o garçom pra avisar que iríamos embora ele nos deu a “melhor” das notícias: “me desculpem, mas é obrigado que sejam consumidos 150 pesos por pessoa no dia de hoje". Sendo assim, como estávamos sem saída mesmo, o jeito foi ficarmos lá e pedirmos o jantar. Foi quando também fomos avisados que a comida era afrodisíaca! Caímos na risada e resolvemos aproveitar o resto da noite, porque, cá pra nós, como estávamos em lua-de-mel, até que o jantar cairia bem!! "
Tem uma história legal que aconteceu durante uma viagem? Conta para nós! Basta mandar um email para lasmochileras@gmail.com.
"Bem, chegou o dia da nossa lua-de-mel. Destino: Buenos Aires/Bariloche. E lá fomos nós, dispostos a conhecermos todos os pontos turísticos e a fazermos vários passeios legais, também gastronomicamente falando! Durante a parte da manhã e da tarde, nos programávamos pra passear pela cidade. À noite, aproveitávamos pra irmos a bons restaurantes, sempre seguindo recomendações dos que por lá já passaram.
Durante o city tour, conhecemos um casal, que também estava em lua-de-mel, e a amizade foi instantânea. Eram pessoas boníssimas, discretas e foram ótimas companhias durante toda a viagem. Bom, estávamos na dúvida do que fazer à noite e entramos em contato com alguns amigos, do Brasil, pra pedir alguma boa sugestão. Foi quando resolvemos ir a um "restaurante temático", que dizia ter também um show de comédia. O nome era “TE MATARÉ RAMIREZ". Enfim, seria unir o útil (restaurante) ao agradável (show de comédia) numa mesma noite. Seria a melhor opção.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| De um jantar romântico para uma comédia erótica |
Ao chegar lá, achamos o ambiente um pouco "esquisito". Até porque a atendente estava com uma calça de couro vermelha e um espartilho também da mesma cor. Sem contar que a iluminação também era vermelha. Mas o ambiente parecia ser agradável, pois tinha mesas, sofás e estava super cheio. Já estava, aparentemente, havendo um show de comédia, com bonecos (fantoches). Logo fomos levados a uma mesa. E foi lá, já bem acomodados, que percebemos que o show de comédia não era apenas um show de comédia... e sim um show de comédia ERÓTICA com fantoches.
O silêncio foi tomado pelos nossos amigos de viagem. Foi algo tão constrangedor que a primeira frase que saiu da boca deles foi "vamos embora?" E claro que concordamos. Quando chamamos o garçom pra avisar que iríamos embora ele nos deu a “melhor” das notícias: “me desculpem, mas é obrigado que sejam consumidos 150 pesos por pessoa no dia de hoje". Sendo assim, como estávamos sem saída mesmo, o jeito foi ficarmos lá e pedirmos o jantar. Foi quando também fomos avisados que a comida era afrodisíaca! Caímos na risada e resolvemos aproveitar o resto da noite, porque, cá pra nós, como estávamos em lua-de-mel, até que o jantar cairia bem!! "
Tem uma história legal que aconteceu durante uma viagem? Conta para nós! Basta mandar um email para lasmochileras@gmail.com.
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