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19 de março de 2013

19 de março, dia de festa na Espanha

Mochilera Sabrina


Enquanto o mês de março, no Brasil, é bastante lembrado pelo Dia Internacional da Mulher, em outros países latinos é também um mês lembrado por homenagens ao homem. Hoje, 19 de março, Dia de São José em todo o mundo (no Brasil nem é tão lembrado...), é feriado na Colômbia. A data por lá também foi instituída pelos colombianos como o “Dia do Homem”, desde 1999, em referência a figura do grande homem que foi José.


Em Portugal e na Espanha, no entanto, o Dia de São José é celebrado pelo Dia dos Pais. Faz sentido, né? Afinal, é o dia do pai de Jesus. Nesses países também é feriado em algumas cidades e, as semanas que antecedem o dia são, para as crianças, uma corrida contra o tempo para preparar na escola os “regalos” para o papá. Ontiiiii! <3
Os niños preparando os regalitos para os papás
Mas, 19 de março, é bastante lembrado na Espanha por outra grande festa que começa em Valencia: Las Fallas. A lindíssima cidade se prepara o ano todo para a comemoração, que enche as ruas de cores e figuras gigantes, também chamadas de Fallas. Cada bairro constrói de forma artesanal uma espécie de boneco gigante, bem parecidos com os de carros alegóricos do Carnaval do Brasil. Esses são, geralmente, ilustrações críticas de situações políticas ou religiosas do país ou representam apenas figuras populares da Espanha. No final do dia, o momento mais esperado: a escolha da melhor figura e a queima de todas as outras fallas.






A festa é tão grandiosa que atrai pessoas de todas as partes da Espanha e de outros países. A programação diversificada: missas, concertos, shows, desfiles das Fallas, cavalgadas, touradas, premiação e um grande show pirotécno. No site oficial é possível observar – e conhecer - todos os detalhes dessa festa típica, além de ter acesso a lindas imagens. Se você não estiver perto de Valencia e ficou com vontade de ir, fica a dica para uma boa época de conhecer a cidade. 

14 de maio de 2012

Um dia em Fátima


Mochilera Sabri

Que ontem foi o Dia das Mães, todo mundo sabe. Mas, o que muitos podem não saber é que ontem, dia 13 de maio, é comemorado o Dia de Nossa Senhora de Fátima.  Então, não tinha post melhor para hoje do que falar sobre a visita à cidade de Fátima, em Portugal. Um sonho de família, que realizei e recomendo a todos, que acreditam (ou não) na Virgem Maria. 

Os pastorinhos Lucia, Francisco e Jacinta
Lembram daquele filme antigo, que passava muito na sessão da tarde, sobre a aparição da Virgem Maria para três pastorinhos? A história é verdadeira e conta que a primeira aparição para as crianças foi em 13 de maio de 1917, na cidade de Fátima, se repetindo por seis meses seguidos, sempre no mesmo lugar e horário. 

O lugar exato onde as crianças avistavam a Virgem se tornou uma capela, pedido feito por ela em uma das aparições. O espaço foi crescendo ao longo dos anos e abriga hoje um dos mais importantes e grandiosos santuários do mundo. 

O Santuário de Fátima é composto, principalmente, pela Capelinha das Aparições, o Recinto/Esplanada do Rosário e a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e as colunatas. Confesso que não imaginava que era tão grande. A cidade, inclusive, sobrevive dele e da sua importância histórica, turística e religiosa. Limpo, tranquilo, organizado, muito bonito e imponente, é assim que descrevo o Santuário. Fora que lá, como em nenhum outro lugar que já pisei na vida, senti uma força e uma paz de espírito muito grande. O lugar é, de fato, diferente e poderoso. 

Fotos: Wikimedia Commons
As belas colunatas do Santuário de Fátima
A Capelinha das Aparições, que marca o lugar exato onde a Virgem aparecia


COMO IR - Se vai ficar alguns dias em Lisboa, vale muito a pena reservar um pouco do tempo para conhecer Fátima. Um dia é suficiente para conhercer todo o santuário e aproveitar o pouco da tranquilidade da pequenina e pitoresca cidade, que fica cerca de 130 km da capital lusitana. Ir sozinho é fácil e barato! Os ônibus (autocarro, como os portugueses chamam) saem a cada hora e a viagem dura cerca de 1h30.

Para aproveitar bem o dia, acorde bem cedo e pegue o primeiro ônibus com destino à cidade, na Rodoviária Sete Rios. A rodoviária é bem fácil de achar, fica no Centro, em frente à estação de trens (comboios) de mesmo nome. Para chegar lá de metro, basta descer na Estação Jardim Zoológico. Não tem erro!

Comprei a passagem no dia mesmo, um pouco antes do embarque. Os ônibus são bem pontuais e, para se programar direitinho, você pode consultar os horários (e comprar os bilhetes) pela internet no site da Rede Expressos, empresa que faz o trajeto: http://www.rede-expressos.pt/ . A passagem custa 11 Euros, cada trecho.

#Ficadica: Quando comprarem a ida, comprem logo o trecho de volta para não ter não ter nenhum imprevisto. A última volta para Lisboa é às 20h.

Basílica do Santuário de Fátima
PS - Desculpem pelas fotos de internet. Infelizmente, a chuva e o frio que faziam no dia da minha visita à Fátima endoidaram o cartão de memória da câmera e acabei perdendo todas as fotos que tirei no Santuário.



A viagem é rapidinha e confortável. A Rodoviária de Fátima fica bem perto do Santuário, no máximo 15 minutos andando. Saindo da rodoviária, você segue em frente, dobra na primeira rua à direita e segue sempre em frente toda vida. Não se preocupe, há muita  sinalização explicando como chegar ao Santuário. Qualquer dificuldade, é só pegar um táxi.

#Ficaadica2: A cidade é mais alta e é sempre mais frio lá. Fui no mês de novembro e peguei uns 7º e chuva. Não esqueça o agasalho!

O QUE FAZER? -  Na cidade, tudo gira em torno do Santuário. Lojinhas de souvenirs, artigos religiosos, azulejos, roupas de couro e de pele de ovelha estão por toda parte, assim como a foto e história dos três pastorinhos.  Há várias lanchonetes e restaurante também. Passe o dia por lá, visite os arredores e converse com os nativos. Muitos conheceram a irmã Lúcia, uma das videntes, que faleceu somente em 2005.

O Santuário é passeio para um dia todo, para ser feito sem pressa. Assista a uma missa na Capelinha das Aparições. Tem sempre uma começando. São leves, bonitas e emocionantes. Tem sempre uma missa começando. Só de saber que você está naquele lugar histórico e de tanta fé, já vale a viagem.  O lugar é bem arborizado. Há muitas flores de alfazema (ou lavanda) e muitos pássaros, o que cria uma atmosfera ainda mais sagrada e de paz.

                                                                  Imagem: internet
Azinheira ao lado da Capela das Aparições tem mais de 100 anos


Tem um lugar específico para acender velas, que podem ser compradas lá mesmo, de vários tamanhos e formatos. Em uma das entradas do Santuário, há um bloco do Muro de Berlim como referência a um dos segredos revelados por Fátima. Observe a longa passarela onde acontecem as procissões, ande pelas romântica colunatas que levam à Basílica, que também fica aberta à visitações.

Ao lado da Capela está a "azinheira grande", árvore com mais de 100 anos que tornou-se monumento de interesse público pelo departamento de Recursos Florestais de Portugal, em 2007, pelo simbolismo de estar associada às aparições. Não se sabe, no entanto, se esta azinheira foi a mesma em que Nossa Senhora de Fátima apareceu, citada pelos pastores. Mas, foi a única que ficou de todo o conjunto que havia desde 1917. 

Casa dos Pastorinhos e Valinhos - Se tiver tempo, você pode visitar a casa dos pastorinhos e Valinhos. Não consegui ir por conta do horário de volta. Mas, ao lado do Santuário há um trenzinho (3,50 euros) que leva até a vila de Aljustrel, onde nasceram e viveram os três pastorinhos: Lúcia, Francisco e Jacinta. Fica longe para ser andando e, se prefeir, você pode ir de táxi. Se tiver tempo, dizem que vale a pena! Olha só esse vídeo que encontrei feito no lugar:



6 de fevereiro de 2012

#Ficaadica: o doce travesseiro

Mochilera Sabri


Se tem uma coisa de Portugal que não esqueço - além das lindas paisagens - são os doces. Ai ai,basta sair caminhando que encontramos em toda esquina uma padaria recheada de delícias e com vitrines de dar água na boca! Quando viajo, costumo inclusive exagerar na "prova dos quitutes locais" e passo o dia comendo SÓ as sobremesas, por exemplo.

Em Lisboa, me entupi de pastel de Nata, queijadas, camafeu, cavacas, bomba de chocolate...hummmmmm (só um de ovos que não curti muito). Antes mesmo de viajar, quando planejava meu roteiro por Portugal incluindo a cidade de Sintra, observei que falavam muito de um tal de "travesseiro" e então descobri que naquela cidade de contos de fada (já falei dela aqui), travesseiro não era para dormir e sim para comer, dando nome a um doce típico da região.



                                                                                                    (foto: internet)
Travesseiro português, um folhado doce que acaba qualquer dieta

Nada mal com um café, hein?

A delícia é uma massa folhada, recheada com doce de ovos, amêndoas e polvilhado de açúcar. Confessa: deu água na boca!? Para encontrá-lo não é preciso procurar muito. Em Sintra tem várias pastelarias pequeninas que vendem o doce. Mas, se quiser comer o melhor deles (como todo mundo que vai a Lisboa quer ir comer pastel de nata em Belém), a pedida é ir na tradicional pastelaria Piriquita , que desde 1926 - somente! - vem fabricando delícias. É parada obrigadatória na cidade não só pelos doces, mas pelo lugar, que pelo tempo virou um dos atrativos turísticos de Sintra.

Em Lisboa, a gente encontra o travesseiro em algumas pastelarias também, mas não é tão gostoso quanto os doces sintrenses, como eles mesmo chamam. Mais uma razão para dar uma esticada até Sintra quando passar por Portugal, hein?  #Ficaadica


(foto: internet)
Fachada da doçaria Piriquita, em Sintra



(foto: internet)

23 de dezembro de 2011

As tradições de Natal no mundo


Mochilera Sabri



Seja em cidades das Américas ou da Europa, Ásia , África, o Natal é sempre comemorado, em cada lugar da sua maneira, com a sua cultura. Assim, já que a esta hora o clima natalino já invandiu nossos corações, resolvemos separar algumas fotos de decorações e costumes de Natais pelo mundo. Vem com a gente! 

Itália: o Natal italiano é bem iluminado como o nosso, mas ganha na religiosidade da celebração e tradições católicas. Lá, e no restante da Europa, eles têm a tradição de montar grandes presépios em casa e fora dela. A árvore, diferentemente da ansiedade brasileira, é montada apenas na véspera da festa. Na mesa, além do Peru, eles costumam também caprichar num bom cabrito assado. O panetone não é invenção só dos italianos daqui não. Os italianos legítimos também costumam comê-lo nesta época, assim como outros doces típicos.


(Foto: Internet)
O Coliseu, em Roma, fica ainda mais bonito nessa época de Natal

Portugal: A celebração do Natal começa para os portugueses depois da missa do Galo, no dia 24, à meia-noite. A ceia é preparada com bacalhau (claro!), legumes, rabanadas, broas de mel e frutos secos colhidos no outono. É também natural comer doces acompanhados de vinho verde ou tinto. Um deles é o Bolo Rei, um bolo típico que traz um presente dentro, como homenagem aos Reis Magos. 


França: As casas são adornadas com presépios e árvores de Natal com bolas de cristal. Em Já na região de Provence é comum usar bonecos de argilas pendurados nas árvores. Na mesa, não podem faltar boudin blanc, um tipo de embutido de cor clara, peru assado e patê de fígado de ganso. Os doces preferidos dessa época são o La bûche de Noël, um pastel em forma de tronco coberto de chocolate e recheio de creme ou trufa e a Galette des Rois, uma rosca de creme de amêndoas. 

                                                                           (Foto: Internet)

A Champs Elysses, em Paris, decorada para o Natal

Espanha: O período natalino começa para os espanhóis no dia 22/12, com o sorteio da Loteria de Natal. Os Reis Magos são os responsáveis pela distribuição dos presentes. A ceia é composta de aves, mariscos, tortas e doces árabes com mel. 

Índia: Troca de presentes, festas e música natalinas fazem parte da ceia dos cristãos que moram na Índia. As árvores são decoradas com mangas e bananas e lanternas de óleo. 


                                                                                         (Foto: Rafaela Aguiar)
Em Barcelona, na Espanha, a decoração natalina é caprichada
                                                                                 (Foto: Internet)

Bananeiras viram árvores de Natal na Índia

China: O natal é festa pegada de empréstimo do Ocidente, pois a maioria da população não é cristã. O Natal começou a chamar a atenção da maioria da população chinesa em função da decidida entrada da China no mercado de decorações natalinas. Aquelas peças delicadas encontraram imediata identificação com o espírito chinês. A troca de presente já é também uma ação comum neste época.
                                                                         (Foto: Internet)
Na China, a decoração dos shoppings seguem a tendência do mundo ocidental
Fonte: Uol



Com essas lindas imagens a gente aproveita para desejar a vocês, queridos leitores, um Natal de muita luz, alegria e união na família. Seja lá onde você for passar esse dia tão especial, sozinho ou acompanhado, seguindo as tradições ou conhecendo novos costumes, queremos agradecer pelas visitas, comentários e sugestões, sempre. Que Papai Noel traga, para nós todos, ainda mais viagens e descobertas em 2012.

São os votos das Mochileras de Tacón.

17 de julho de 2011

Portugal: Pastel de Belém só na Fábrica de Belém

Viajar e desbravar um novo destino é o momento ideal para fugir do regime por uns dias e degustar todos os quitutes do lugar. Se o seu próximo for Lisboa (Portugal), você precisa colocar no roteiro uma parada obrigatória: Fábrica de Belém. Lá, é o único lugar do mundo que vende o original pastel de belém. Apesar de ter sido criado por mãos religiosas, o doce faz qualquer um cometer o pecado da gula, pois é feito de uma massa especial que derrete na sua boca a cada mordida. Passamos por lá e desvendamos alguns dos seus segredos

(Chef Sandro Martins/Reprodução)

6 de junho de 2011

#DiadosNamorados: Em um reino tão, tão distante...

Esta semana estamos apaixonadas! Com a proximidade do Dia dos Namorados (12, domingo que vem), planejamos textos e dicas para inspirar, sonhar e anotar para colocar em prática! Vamos falar de lugares que provocam suspiros e dar dicas românticas para açucarar ainda mais a data. Não deixem de acompanhar! Ah, também faremos uma homenagem aos mochileiros apaixonados: enviem para lasmochileras@gmail.com uma foto com o seu amor durante uma viagem romântica, dizendo rapidamente onde, quando e porque foi importante para o casal. As fotos mais "apaixonadas" serão postadas aqui, no domingo. Chega de conversa e vamos ao nosso primeiro destino romântico:
 (Crédito: Baixaqui)

Mochilera Sabri


Imagine um lugar bem alto, com o friozinho da serra, paisagens deslumbrantes, castelos, muralhas, jardins, uma floresta densa e palácios, muitos palácios. Parece cenário de filme de época? Sim, parece e o melhor disso tudo: é real!

O lugar encantado existe chama-se Sintra, Vila Patrimônio Mundial/Paisagem Cultural da Unesco, localizada na Região Metropolitana de Lisboa, Portugal. A Vila revela vestígios que datam de ocupação desde o I milênio a.C. e traz em sua arquitetura influências de diferentes épocas. Lá, foi um grande reduto de literários diferentes escolas que falavam com tanta magia do lugar que parecia existir apenas no imaginário desses pensadores

«E, nas serras da Lua conhecidas
Subjuga a fria Sintra, o duro braço.
Sintra onde as Náiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço:
Onde Amor as enreda brandamente,
Nas águas acendendo fogo ardente».

{Luís de Camões (c. 1524-1580), em Os Lusíadas}


Ali, a corte real se refugiava para veranear, devido ao clima ameno da região. Hoje, percorrer ladeiras e ruelas desse município continua a encantar como no passado. Com uma atmosfera misteriosa, envolta por exeburante natureza e construções, Sintra é um passeio imperdível para fazer a dois (em grupo ou sozinho também!), devagar, se perdendo no tempo.

Como chegar
  (Crédito: ginapsi.wordpress.com)
Castelo dos Mouros

O trem com destino a Sintra sai da Estação Ferroviária Sete Rios, em Lisboa, que fica ao lado da rodoviária do mesmo nome (Ah! Quando for pedir informações por lá, não esqueça que trem em Portugal chama-se comboio!). O preço? 1,80 euros (R$ 4,14) e a viagem dura cerca 40 minutos. Não é uma maravilha? Você pode até comprar o bilhete pela internet, se quiser e consultar os horários no site oficial: http://www.cp.pt/.  Super fácil e barato!

Chegando lá, para facilitar a subida e poupar tempo, você pode comprar um cartão na oficina de turismo dentro da Estação Ferroviária de Sintra para o ônibus turístico que passa por todos os atrativos. Tem um ponto na frente da estação (se informe melhor lá). Nele, é possível subir e descer quando quiser. Pelo caminho não faltam restaurantes pequenos e aconchegantes, onde você pode se deliciar com receitas bem autênticas de bacalhau. Há também várias lojinhas de souvenirs e doces típicos, como as queijadas (vou deixar para falar sobre elas e outros doces em outro post! hummm).

O que conhecer

No roteiro completo não pode faltar o Palácio Nacional de Sintra, Palácio Nacional de Queluz, Câmara Municipal, Palácio de Monserrate, Palácio de Seteais, Castelo dos Mouros, e o lindíssimo e mais alto de todos, Palácio da Pena. Tem também muitoos outros atrativos e palacetes, é preciso ter fôlego! Mas, se não tiver com tempo para fazer tudo, conheça pelo menos o Palácio da Pena, onde a família real passava temporadas. Colorido, contruído em cima de uma colina, é às vezes sombrio e às vezes muito romântico. Construído nas ruínas de um mosteiro do séc.XV, o Palácio por dentro reconstituiu os costumes do passado. Aposentos, jardins, banheiros, santuários e até a cozinha. Para nós, brasileiros, é triste saber que muita daquela riqueza vinha da exploração do nosso país e não tem como não lembrar disso. No entanto, ver tudo montado como antigamente é uma volta ao tempo, uma mágica experiência. Lá dentro você encontra também um charmoso café, que as mesas ficam num grande terraço com vista para toda a cidade.

 (crédito: Baixaqui)
Palácio da Pena, o mais alto de Sintra
# Veja lindas fotos da cidade no site de um fotógrafo português aqui .

Para saber mais sobre esse reino encantado, visite o site do município http://www.cm-sintra.pt/          E uma dica importante: programa-se para ir no verão ou primavera. Fui no mês de novembro (começo do inverno) e peguei chuva, frio e muito nevoeiro que parecia estar nas nuvens. Perdi de ver muitas paisagens, mas confesso que esse cenário contribuiu ainda mais para eu me sentir dentro de um conto de fadas. ;)


Palácio da Pena por dentro, em dias ensolarados...


 ...e no Inverno: olha o nevoeiro que peguei! (quase a mesma posição da foto acima)


13 de maio de 2011

#estásdebroma?: Férias com direito a velório

A primeira convidada a nos contar uma história de viagem na nossa coluna "estásdebroma?" é a jornalista Anna Paula Novaes*, que passou por uma situação no mínimo inusitada no além-mar. Confiram:


Viagem é sempre massa, seja com muita gente, com pouca gente, sozinha, pra perto, pra longe, pra deitar em cama fofa ou dividir colchão na sala com mais umas cinco pessoas. Durante minhas férias em 2008 resolvi me dar de presente uma viagem para Portugal. Lá, fiquei hospedada na casa de um amigo, numa praia chamada Ericeira, em Sintra (praia paradisíaca que fica cerca de uma horinha de Lisboa, onde tudo acontece uhuuuuuu!!!!).


Definitivamente, floral não é roupa para velório

Quando a gente acha que nada mais pode acontecer, ACONTECE! André passou pelo caixão e deu uma olhadinha de leve junto com o Marcos. Foi até a ex-chefe e filha da defunta e as cumprimentou. Depois, junto ao nobre seu Armando sentou-se ao lado do filho de veinha que morrera. Eles engrenaram uma conversa e entre um palavra e outra André olhava pra mim e ria (bicho safado!!). Até que num momento André me chamou de longe. Tentei fazer por duas vezes cara de paisagem, mas não funcionou. Tive que entrar na bendita casa toda florida (destoando total do clima de velório!) e escutar a pérola:

- O filho mais velho de dona fulana (a defunta) te achou linda e tá me enchendo o saco pra te conhecer!

- Hã????????

Sim, acredite se quiser, isso pode acontecer. E sabe o melhor? o “cabra” se chamava Vinagre, quer dizer, Vinagre é o sobrenome do clã. Sr.Vinagre tinha uns 60 anos, era viúvo e formado em Engenharia Civil, Medicina e em alguma outra coisa que não memorizei (André e Marcos fizeram questão de me passar a ficha do senhorzinho enxerido).

Vinagre era o sobrenome da família que "acolheu" Anna Paula no velório

Muito simpática que sou, acabei sendo apresentada formalmente ao Sr.Vinagre que de cara me fez altos elogios. Acreditam? MEDO!!! Muito MEDO!!! Saí de perto em tempo de matar André, mas tive ainda que encarar o cortejo até o cemitério, sob os olhares maliciosos do Vinagre.

Assim começou minha primeira semana de férias em terras lusitanas...e aprendi que em viagem tudo é possível, inclusive ir a velórios com um vestido florido e ser cortejada pelo filho da defunta.

*Anna Paula Novaes - é pernambucana, jornalista e vive no Recife.

3 de abril de 2011

Uma Páscoa meio amarga e desprogramada

Mochilera Rafa

Passado o Carnaval, é fato que começa a contagem regressiva para o feriadão da Semana Santa, além da expectativa de comer aquele delicioso ovo de chocolate. Por falar nesse símbolo da Páscoa, lembro da vez que tive a oportunidade de passar esse período na Europa, mais especificamente em Madri (Espanha). Foi lá que percebi o quanto somos consumistas, que, mesmo no calor, queremos devorar o maior ovo que podemos comprar. Ah, também foi o momento em que aprendi a me programar antecipadamente para uma viagem durante um feriadão espanhol (ô, povo pra gostar de días festivos!). E eu pensando que apenas os brasileiros idolatravam os feriados, principalmente aqueles imprensados tão desejados.

A cada ano, percebo que os ovos de Páscoa estão sendo pendurados cada vez mais cedo pelos corredores dos supermercados brasileiros. Isso me assusta: pelo fato de que o ano está acabando mais rápido (idade avançando) e de achar que a indústria do chocolate quer esvaziar meu bolso. Então, entrar nos supermercados de Madri, durante esse período, não é uma tentação para os chocólatras, muito menos para os bolsos. Ovos de Páscoa existem, até porque é um símbolo internacional desse período, mas como aqui, no Brasil, não mesmo. Ainda bem, porque se aqui acho os ovos (cada vez mais) caros, imagina pagando em euros (!). Em resumo, não comi ovos lá, mas nada impediu de “destruir” deliciosos chocolates.


Isto só aqui, no Brasil, mesmo! (Gazetaweb)

Em compensação.... Quando soube que o feriado da Semana Santa lá é quase uma semana mesmo, fiquei mais do que feliz para poder viajar, já que fui a Madri estudar espanhol e tinha apenas os finais de semana para fazer pequenas viagens (pobre é uma coisa...). Corri para a internet e fui verificar hospedagens de hostels em Salamanca (Espanha), onde queria muito ir. Rá, era pior do que encontrar uma agulha num palheiro. Praticamente todos os meios de hospedagens na região estavam lotados e aqueles que ainda restavam vagas eram caros (outro sintoma de pobre na Europa).

Além disso, ainda tinha que conseguir o transporte. Um professor explicou: muitos espanhóis moram em Madri apenas para trabalhar e têm famílias em outras regiões do país, ou seja, os días festivos são a oportunidade de voltar para casa. Para isso, compram ou reservam as passagens de ônibus para suas respectivas cidades três meses antes do feriadão. Precisava de todo jeito viajar, pois todos na casa onde “morava” iriam viajar, inclusive a dona da hospedaria. Sem passagens e hospedagem programadas, fui obrigada a pagar por uma cara passagem de avião para Lisboa (Portugal), onde tinha um amigo. Resultado final de uma marinheira de primeira viagem em um feriadão espanhol. Apesar da facada no cartão de crédito (o preço estava totalmente fora do comum), a Semana Santa na terra do Pastel de Belém e do vinho do Porto foi divertidíssima.

Lisboa, uma cara solução para uma Páscoa desprogramada

Quando voltei a Madri, no Domingo de Páscoa, na hora do almoço, tive a prova de que praticamente ninguém fica na cidade: quase todo o comércio fechado. Conseguir um restaurante aberto perto de onde morava foi dureza! Então, já sabem, né? Programação antecipada no período da Semana Santa pela Europa, mais especificamente pela Espanha. Assim, vocês evitam gastos sem necessidades com hospedagem e passagens, além de não poderem curtir o que feriadão porporciona aos visitantes.

#FICAADICA*
Quem quiser passar a Semana Santa na Espanha, a dica é ir para o sul, mais especialmente em Granada, com suas famosas procissões. Só para vocês terem uma ideia da importância dessa festa para os espanhóis: em 2009, a Semana Santa de Granada foi declarada pelo Ministerio de Industria, Comercio y Deporte como uma festa de interesse turístico internacional, por ser uma das mais antigas, pela continuidade de sua realização e pela participação da população no desenvolvimento da festa mesmo com o tempo. Além disso, o visitante pode contar com a beleza de La Alhambra.

Uma das procissões de Granada. (Miguel Rodriguez)

Ah, para comer, que tal umas torrijas? É um típico doce que se come durante as celebrações da Quaresma e Semana Santa. Lembra muito a rabanada. Lá, eles a servem com uma calda de laranja por cima. Delícia a parte, a torrija é associada a Quaresma pela necessidade do aproveitamento do pão e na substituição da carne (por ficar parecida), já que não podia ser comida durante esse período, de acordo com a tradição católica.

Torrijas para não pecar na Quaresma...
*Colaboração especial de Bossa Electrica. ¡Gracias, linda!