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5 de junho de 2015

Day use: Como funciona e quais suas vantagens

Ser uma mochileira não quer dizer que você deve renunciar o conforto e sempre optar por hospedagens baratas e simples. Como comentamos antes, é possível desfrutar sua estadia em hostels com conceitos mais luxuosos, por exemplo, sem desembolsar por caras diárias. Também não precisa ficar na vontade (e com inveja!) de aproveitar toda a estrutura daqueles espetaculares resorts cinco estrelas que estão em lugares paradisíacos. Nunca diga que é impossível (financeiramente) ter um dia de diva em um desses lugares. Talvez muitas não sabem, mas o serviço de day use está disponível para ser usado e abusado.

(SoCali/Pixabay)
day use viajar hospedagens

3 de abril de 2015

5 melhores hostels de luxo na Europa

Dizem que uma viajante para ser considerada como uma mochileira tem que se hospedar em lugares baratos e simples, como os hostels, pois a ideia é economizar para viajar mais. Em parte, isso é verdade. Se não gastar tanto com as diárias, você pode ficar mais dias no lugar, visitar outros destinos ou fazer umas comprinhas. Mas isso não quer dizer que você precisa rejeitar um pouco de conforto (e por que não luxo) para ser uma mochileira. Conheça os melhores hostels luxuosos na Europa, onde existem mais opções de hospedagem com o conceito.

(Unsplash/Pixabay)

28 de janeiro de 2015

Carnaval: Hospedagens reservadas no RJ já passam dos 60%

Ainda decidindo o seu destino no Carnaval? Se você está pensando ir ao Rio de Janeiro, precisa correr contra o tempo para organizar tudo. Os hotéis na cidade já estão com mais de 60% das reservas confirmadas para os dias de folia. Essa foi a primeira estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABHI-RJ), que planeja fazer uma segunda na próxima semana. Já os albergues estão no limite com 82% das reservas confirmadas, segundo a Associação de Cama e Café e Albergues do Estado do Rio de Janeiro.

(Raphael Dias/RioTur)


6 de janeiro de 2015

Férias 2015: 10 destinos com hospedagens mais baratas da América do Sul

Ano novo, viagem nova. Já decidiu qual o próximo destino de férias? Se ainda não, aproveite o início de 2015 para planejá-la. Organizar tudo com antecipação pode (e muito!) diminuir os seus gastos, principalmente se você está com pouca grana. As hospedagens sempre pesam no nosso orçamento da viagem e, por isso, conversamos com Trivago, que deu dicas preciosas de preços de hotéis pelo mundo.


O site comparou o custo de hospedagens para descobrir os destinos com os melhores custos-benefícios para 2015. Avaliamos os números e concluímos que a pedida será viajar pelo Brasil e pela América do Sul. Sim, 2015 é o ano de desbravar lugares exóticos e fugir dos destinos tradicionais que todo mundo quer ir.


14 de janeiro de 2014

Pesquisa: as cidades mais badaladas do mundo

Baladas. Tem gente que, quando programa a viagem de férias, já pensa em curtir a noite do lugar. Tomar “bons drinques”, cair na gandaia e despertar pela manhã sem saber como chegou no hostel ou hotel. Bom, não é para menos, pois algumas cidades do mundo são conhecidas internacionalmente pelas festas que oferecem aos visitantes e, claro, nativos. Recebemos uma pesquisa realizada, em 2013, pelo Hoteis.com e gostaríamos de saber se você está de acordo.

O estudo aponta que Nova York é a cidade mais badalada e preferida entre os viajantes que desfrutam a noitada. Não podemos falar muito sobre ela, mas não é à toa que, em 2013, os quatro aeroportos da sua região metropolitana – uma das mais populosas do mundo – bateram um número recorde de 111,6 milhões de passageiros. Além disso, tem a Time Square, os teatros da Broadway, o metrô de segunda a segunda – 24 horas por dia –, o Central Park, muita arte, entretenimiento, cerca de 800 idiomas diferentes falados em seu território... Ufa! Ok, estamos convencidas.


Mas para poder se jogar na noite nova-iorquina, o turista precisa desembolsar uma boa grana. Considerada a cidade mais badalada, é lógico que as diárias dos hotéis são bem salgados: mais de R$ 500. Mesmo assim, acho que vale super a pena gastar todos os dólares guardados com suor na cidade que não dorme! Mais um motivo para considerar Nova York como o lugar dos Estados Unidos na top lista de destinos que é preciso conhecer.

Por outro lado, tem uma informação na pesquisa que não concordamos muito: Paris ser a 4° e estar na frente de Madrid e, principalmente, Barcelona. Conhecemos as três e podemos dizer que a noite francesa não pareceu tão empolgante à primeira vista, como a madrileña e catalán. Pedimos desculpas antecipadas aos amantes parisienses, mas aproveitamos muito mais as baladas espanholas, que oferecem boates e festas das mais diversas tribos e bolsos. Resumindo: festa de cum força, potente! Tivemos a sensação das noitadas parisienses serem mais "frias".

E você, o que acha? Já badalou pelas outras cidades  apontadas pela pesquisa?

Na verdade, queremos ouvir a sua opinião. Acendemos a fogueira e, agora, alguém ai precisa colocar mais lenha para começar o debate!

4 de junho de 2012

Um hostel muito original

Mochilera Sabrina



Um albergue que funciona dentro de um castelo medieval. E o mais interessante é que o castelo foi construído com esse propósito. Agora, olhe bem a foto e tente adivinhar: onde fica: Alemanha? França? Itália? 

                                           Foto: internet

Para quem pensou em algum país da Europa, errou feio. O castelo que abriga o hostel fica na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte, em pleno calor nordestino e clima de praia. Inusitado, não? O albergue se chama Lua Cheia - O hotel da Bruxinha e foi considerado pelo ranking do hostelworld como um dos melhores do Brasil.

Não é pra menos: localizado na praia de Ponta Negra, um dos melhores lugares para se hospedar na capital potiguar, o hostel não só tem uma arquitetura medieval como recria uma atmosfera perfeita dequela época, com estátuas de ferro, janelas que lembram celas, ponte, lago, claustros, pinturas, tochas e muita madeira. Dentro, o albergue abriga ainda um Pub temático, chamado Taverna, onde a galera jovem se encontra em noite super badaladas. Festas com perfil medieval também são realizadas e até a comida é servida como na Idade Média. Impossível não entrar no clima!
                                            Fotos: internet
A mesa posta como na Idade Média
Entrada no albergue, na Praia de Ponta de Negra
O proprietário Renato de Lucca resolveu construir o castelo porque desde criança era apaixonado por tudo da época medieval: armas, música, arquitetura, misticismo... E quando teve a oportunidade de construir um lugar assim, não perdeu tempo. 

Os quartos são bem simples, mas isso segue a proposta do albergue. O lado bom mesmo são as tarifas: a partir de R$ 44,00 (quarto coletivo para associado Hostelling Internacional) a R$140,00 (quarto de casal com banheiro privativo). Outro ponto positivo é que o hostel aceita hospedar crianças de 0 a 3 anos por 25% do valor do adulto.

Para quem tá com viagem marcada para Natal e quer deseja passar um final de semana diferente, #ficaadica.

                                 Fotos: internet
Os quartos são simples e podem ser coletivos ou de casal.

O Taverna Pub funciona dentro do Castelo reúne os hóspedes para balada



20 de dezembro de 2011

Como alugar um apê em Buenos Aires

Mochilera Sabri



(Foto: Sabrina Medeiros)
Casa Rosada, em Buenos Aires

A gente já falou aqui de hotéis e deu dicas de vários albergues. Mas, você já pensou em ir passar férias no exterior e se hospedar num apartamento só seu? Fazer sua própria comida, trancar a porta, levar a chave e voltar a hora que quiser, não ter horários estabelecidos para refeições, não se preocupar com o serviço de quarto...

Se você gosta da situação, então avalie alugar um apartamento para passar suas férias. Quem acha Buenos Aires barato, a opção do aluguel pode deixar a viagem ainda mais em conta. Principalmente se for mais de duas pessoas para dividir as despesas.

E, não, não precisa ter um mês ou mais de férias para conseguir isso. A prática é bastante comum em diversos países e há um montão de corretoras especializadas no serviço de aluguel por períodos curtos como um feriado ou uma semana, por exemplo.

A imobiliária 4rentargentina é uma delas, especializada em aluguel de apartamentos para turistas. A reserva é toda feita pela internet, assim como a escolha do bairro, apartamento, quantidade de quartos, período e os primeiros contatos para fazer o contrato de aluguel.

Funciona assim: primeiro, você escolhe e reserva com o cartão de crédito, a fim de para garantir o imóvel. Caso você desista no meio do caminho, eles debitam uma diária do valor total. O restante do valor é  pago quando você chega lá na Argentina, em dólar (nada de real!).

 (foto: site 4rentargentina)
No site da imobiliária você escolhe os apt's por bairro e tamanho

Uma pessoa da imobiliária vai estar no local (ou no aeroporto se você escolher pagar o serviço de transfer) para te apresentar o apartamento e conferir, junto com você, o que há disponível dentro dele. Depois de tudo checado e apresentado (travesseiros, talheres, eletrodomésticos, etc.) é pago o valor total + uma calção e se assina o contrato, que descreve sobre o período que as pessoas vão permanecer, nome do proprietário e dos inquilinos, documentos, forma de pagamento, o que há dentro do imóvel e algumas regrinhas de como usá-lo sem incomodar ninguém.


 (foto: site 4rentargentina)
Tem opções para casais e famílias de até sete pessoas


Como se vê, tem ap para todos os gostos e bolsos
Os recém-casados Danilo e Karla optaram por esse tipo de hospedagem na Lua de Mel e não se arrependem. Eles pagaram $ 215,00 por uma semana de estadia, mais $ 215,00 de calção (devolvidos no final) e $ 40,00 de taxas administrativas por um studio no bairro da Recoleta. O dinheiro que eles iam gastar numa hospedagem cara e todos os mimos de "luna de miel" foi bem aproveitado em muitas compritchas por lá. Ah! Sem falar no valor da calção que tava esquecido e incrementou as comprinhas no free shop da volta, não é? :)

Eles indicam, mas alertam para ficar atento na pesquisa sobre o tipo de apartamento que mais lhe agrada. "Como a gente queria algo simples, valeu a pena". Se você quer algo mais incremetado, vale a pena buscar mais e tirar todas as dúvidas sobre os serviços oferecidos. Afinal, não é hotel né, gente?
“Como nosso check-out foi às 6h da manhã, foi cobrada pela imobiliária uma taxa de $10,00 por ser antes das 7h”, conta Danilo França. Mas, depois disso o funcionário que for fazer o check-out não é cobrado. “Essa pessoa checa tudo do apartamento e pronto, estamos liberados. Depois de 1 semana recebemos por e-mail um questionário para avaliação do quarto e da imobiliária, depois de 3 dias recebemos um retorno oficial”, explica ele.

(foto: arquivo pessoal)
Danilo e Karla economizaram na hospedagem para gastarem nas compras

O casal, que não conhecia Buenos Aires, optou pelo transfer e achou tudo super organizado. “Eles ficam te esperando no aeroporto com uma plaquinha com seu nome e te levam direto para o apartamento. Na volta, logo cedo, descemos e eles já estavam nos esperando”, relata. A imobiliária cobra pelo serviço o valor de $46,00, que deve ser pago em dólar. Alguns, no entanto, aceitam misturado: real + dólar + peso. Mas, por garantia, reserva o valor na moeda americana.

Querem mais posts como esse? Em breve, apê em Berlim. Fiquem ligados!

* Aproveitando o post, informamos que a #promo O que meu PE tem? foi encerrada ontem. Logo logo, as fotos e os premiados.

28 de julho de 2011

Profissionalismo x amadorismo: A eterna batalha do turismo

Mochilera Rafa

Trabalhar com o turismo de um destino não é tarefa fácil, seja para os governantes ou empresários do ramo que tentam, por diversas estratégias, atraírem cada vez mais visitantes e deixar o local atraente em meio a tantos roteiros turísticos. A qualificação profissional, para mim, vale mais do que ser simpático com o turista, ter belas paisagens ou oferecer várias atividades. Não quero aqui criticar A ou B, mas levantar a bola para a importância de se investir naqueles que trabalham com turismo, como guias, camareiras, recepcionistas, garçons, agentes e, claro, gerentes de hotéis, cozinheiros, taxistas, todos aqueles que têm direta ou indiretamente contato com os visitantes.

Há alguns dias, viajei a trabalho para o Vale do São Francisco, região conhecida pela agricultura irrigada com a água do Velho Chico, que, mesmo estando no Sertão, da terra nascem as mais deliciosas frutas e onde se produz um dos mais deliciosos vinhos do País. Produtos esses que são exportados para tantos lugares do mundo. Para mim, a melhor parte da viagem foi rever o rio São Francisco (já que fiz tantas outras na época de repórter, assunto para outros posts). De avião, foi minha primeira vez e não me arrependo, pois admirar o Velho Chico lá de cima é ainda mais perfeito, isso sem esquecer a bela vista que as plantações bem verdinhas se destacam no meio do árido Sertão. PERFEITO!


(Crédito: Rafaela Aguiar)
O "bom dia" do Velho Chico ajudou a não piorar o dia

Poesia nordestina a parte, vamos falar sério agora: fiquei hospedada em um hotel bem na orla do rio (como eles lá gostam de chamar), com uma boa estrutura, tendo suíte master e área para realização de eventos. Achei um máximo, porque acordar com o Velho Chico lhe dando bom dia é um privilégio para quem mora no litoral. Fiz meu check-in e segui organizando minhas coisas para trabalhar. Na manhã seguinte, de fato, acordar com o rio a minha janela foi um estímulo para um bom dia, coisa que iria precisar e MUITO. Hora do café da manhã e eu já sonhando com as deliciosas frutas cultivadas na região e comidas bem típicas. Foi ai que veio a primeira decepção: um pouco de melão e melancia cortados, alguns pãezinhos não muito frescos, dois tipos de comidas quentes, presunto, queijo, um tipo de bolo, uma sanduicheira, algumas opções de sucos, café, chá, cereais e iogurtes. A mesa posta estava praticamente vazia com tantas poucas opções!


(Crédito: bonitobrazil.com.br)
Sonhava com um café mais ou menos assim ó, mas... 


Não muito feliz, escolhi algumas coisinhas e comi. Logo em seguida, subi para o quarto e comecei a adiantar algumas coisas do trabalho. Por volta das 10h, escuto um barulho na minha porta. Estavam abrindo o meu quarto. Levo um susto e grito que tem gente no local. A camareira não bateu e foi logo enfiando a chave para abrir, sem mais nem menos! Duas horas depois, combino de me encontrar com o pessoal do trabalho na recepção e começo a organizar minhas coisas. De repente, de novo, abrem minha porta e a camareira já entrava quarto adentro. Reclamo e ela me veio com a justificativa de que a haviam informado assim: “- Seu amigo disse que a senhora estava saindo”. Pois é, estava saindo, ou seja, ainda não havia saído. Nossa, foi nessa hora que o sangue subiu... mas tratei a moça com respeito.



(Crédito: abcdahotelaria.com.br)
Qualificação profissional deve estar na lista de prioridades


Quando chegou a hora do check-out, disse ao recepcionista: “- Posso dá um conselho a vocês? No horário de arrumar os quartos, peça que as camareiras batam nas portas dos hóspedes antes de entrar. Por duas vezes, fizeram isso comigo e pega muito mal. Fiquem atentos, pois podem causar situações piores e constrangedoras!”. O erro não é apenas só da camareira ou do pessoal do restaurante do hotel, mas de toda uma cadeia profissional. Além disso, essas foram situações que poderiam ter acontecido em QUALQUER lugar. Repito: em QUALQUER LUGAR, independendo da região.

Então, fica um alerta: o hóspede/turista é um cliente como tantos outros, que deve ser conhecido e tratado com o devido profissionalismo, tentando ao máximo se antecipar as suas demandas. Lembre-se que o turismo também é um mercado de serviços, onde “vendemos” as boas impressões que aquele lugar oferece e, infelizmente, não tem recall ou um SAC para saber onde se está errando. Quer dizer, até tem, quando o número de turistas começa a diminuir. Isso porque o que visitou falou tal coisa para aquele que pretendia visitar, que disse a num sei quem que não iria mais por conta daquilo e assim vai...

18 de abril de 2011

Se esse albergue falasse....

Mochilera Sabrina

Sempre quando vou viajar e digo que vou me hospedar num albergue muita gente me olha como se eu fosse doida. É como se eu quisesse colocar em risco a minha segurança, higiene, ou como se eu vivesse a síndrome do Peter Pan – já que albergue, para muitos, é coisa de adolescente. Vou dizer, tenho 30 anos (não precisam espalhar isso!) e cada vez que chego em um desses albergues tenho a certeza que escolhi o lugar mais legal da cidade para ficar. Conhecer pessoas de toda a parte do mundo, ouvir vários idiomas, participar de festas interessantes e viver experiências inusitadas. Tem idade pra isso? Se você acha que está fora desse perfil, pare a leitura por aqui. Mas se esse cenário te atrai, vou contar uma coisa: conheci, nos últimos dias, o mais interessante e divertido de todos os albergues.

Acabo de voltar de férias da Argentina e digo que umas das coisas que mais me impressionou por lá foi o hostel – nome como albergues são conhecidos lá fora. Cheguei de madrugada na capital, Buenos Aires (BsAs), sem saber o que me esperava. Quando o taxista nos largou em frente ao MilHouse Avenue, confesso que me assustei. No endereço, estava um portão preto pichado, num prédio antigo. Quando a porta se abriu, no entanto, meu receio acabou num click. Um lindo salão, colorido, cheio de cartazes em inglês – parecia uma universidade americana –, um barzinho e uma sinuca atrás da recepção nos deram boas vindas. Funcionários super simpáticos nos atenderam e falavam até em português (!).

A recepção e seus cartazes de boas vindas

Preenchemos uma ficha (como acontece em todo albergue) e recebemos uma programação intensa de festas que aconteceria ali mesmo, todos os dias, no salão onde fomos recebidos (!!!). E o melhor: de graça! “Estou no lugar certo!”, pensei. As tarifas variam de acordo com o quarto que você escolher e o café da manhã está incluído no preço. Reservamos um quarto duplo, com banheiro privativo, que era enorme e com decoração antiga bem bonita. O banheiro era grande, com banheira (que só serve para pisar) e chuveiro quentinho. Tem toalhas e lençóis, mas isso foi o ponto negativo de lá. Não achei que estavam muito limpas. Como sei que a maioria é assim (aí é que está a diferença do hotel), sempre levo os meus.


                                             Os charmosos corredores do prédio antigo e quartos

Na manhã seguinte, a mesa de sinuca vira a  do desayuno (café da manhã), com ceral, leite, frutas, doce de leite, manteiga, pão quentinho, café, suco e chá. Se quiser ovos, presunto, queijo tem a opção de pedir por fora no barzinho (que de manhã vira uma lanchonete). No último andar, um espaço cheio de verde e bambus criam um clima de piscina, com direito a um mirante da cidade. No porão, há mais um salão, sala para televisão, sofás e um terraço ao ar livre.

Delicioso "desayuno" para recarregar as energias
Mochilera Sabrina após degustar o "desayuno" argentino

Como chegamos no sábado, logo no primeiro dia à noite foi o dia da boate. DJ’s, muitas luzes, música muito boa, drinks elaborados, muito chopp e clima de paquera tomaram conta do salão que tomamos café da manhã. Para curtir, bastar colocar o chinelo e descer. As festas são para os hóspedes desse e do outro MilHouse que fica perto. Foi uma noite divertidíssima, regada a Quilmes (cerveja delícia de lá!) e muito bate-papo (tirei todo o atraso do espanhol e meu namorado do inglês). Ficamos uma semana por lá e teve teve de tudo: happy hour, música ao vivo, aulas de tangos e olimpíadas para bêbados. Mas, a "cachaça" tem que ficar lá embaixo. Não é permitido subir para os quartos com bebidas e comidas. Acho certo, senão vira zona e ninguém dorme né?

De dia, tem café da manhã gostoso para os hóspedes...

...à noite tem música boa, drinks, chopp e clima de paquera

Muitos fazem dessas festas um esquenta para as grandes boates de BsAs, pois lá no hostel também são vendidos os ingressos e eles indicam a melhor balada para cada dia da semana. Quem não gosta muito dessas farras, pode aproveitar também as atividades diurnas. Toda manhã, eles escrevem a programação do dia, como tour de bike ou a pé pelos principais pontos e indicam o que é melhor para fazer naquela data. Pensam em tudo!

Dentro do MilHouse, tem ainda computador à vontade, cabines de telefones, wi-fi, telão, todas as refeições para quem não tiver a fim de sair (pagar à parte), mapas, lockers de graça e uma agência de viagens que vende roteiro e passeios no país. Impressionado? Pois é, só estando lá para saber o que é aquele lugar. Eu recomendo e digo mais, passei ali dias divertidíssimos!

Mas antes de sair trocando seu hotel quatro estrelas por um desses, saiba que você tem que pesquisar sobre o local e ir desprendido, já que ali você não encontra o mesmo conforto e facilidades de um hotel (como lençóis e toalhas limpas e cheirosas). Antes de ir, é indispensável visitar o http://www.hostelworld.com/, site onde é possível encontrar albergues em todo o mundo. O diferencial desse site está nas notas e comentários que as pessoas fazem sobre cada hospedagem. Eles avaliam itens como segurança, limpeza, preço, serviço, etc. É importante buscar o máximo de informação antes de ir. Uma vez, em Valência (Espanha), caí na maior cilada porque fui sem pesquisar direito.... mas, isso é história para outro post.
E aí? Ficou empolgado para deixar o hotel de lado na próxima viagem?


Serviço:
MilHouse Avenue
Av.de Mayo, 1245, Centro - Buenos Aires - Argentina
http://www.milhousehostel.com/ (tarifas e reservas online)

22 de janeiro de 2011

Hotel de um Milhão de Estrelas

Mochilera Ju

O ano que passei na Austrália em intercâmbio (2004) rendeu muitas histórias pra contar. Lá, tive experiências únicas, conheci ótimas pessoas e visitei lugares belíssimos, como esse que vou compartilhar com vocês agora.

É tradição do Rotary Club (a instituição que patrocinou minha viagem) promover uma excursão com os intercambistas visitantes. Em setembro de 2004, eu e outros tantos brasileiros, americanos, finlandeses, dinamarqueses, suíços e suecos, alemães, taiwaneses e etc, arrumamos a mala e partimos para uma viagem de duas semanas pela Austrália Ocidental. Fizemos o percurso de milhares de quilômetros de ônibus e passamos as noites ao ar livre, em sacos de dormir, hospedados no que gostávamos de chamar de "hotel de uma milhão de estrelas".

Foto: Arquivo Pessoal
A dormida era assim mesmo: A céu aberto

Cada lugar que visitamos renderia um post, então vou começar com o mais lindo de todos, o Karijini National Park, onde chegamos no quarto dia de estrada. O lugar é uma reserva natural no Outback australiano, o deserto que toma o centro do país. Lá, é possível fazer ecoturismo de verdade: acampar no meio do mato, tomar banho só (SOMENTE) de rio, ver cangurus em seu habitat natural, além de se aventurar descendo e escalando gorges, penhascos formado na pedra por anos e anos da pasagem de rios.

Na Knox Gorge, por exemplo, sem material de proteção, sem guia especializado - calma! Ninguém corria grandes riscos de se machucar e era possível ligar para a emergência de alguns telefones espalhados pela reserva, caso acontecesse algo. Recepção de celular? Claro que não! -, subimos e descemos pedras com a ajuda uns dos outros, arriscando algumas escorregadas e joelhos arranhados (e, no meu caso, um short de banho rasgado). Horas e horas de esforço eram recompensados por paisagens absurdamente lindas, rios limpos e a satisfação de ter cumprido o objetivo.

Foto: Arquivo Pessoal
As paisagens lindas do Karijini National Park

Na época, eu não tinha câmera digital e não arrisquei levar minha querida analógica para os penhascos. Voltei de lá sem nenhum souvenir, só tenho fotos cedidas pelos colegas que tinham câmera, mas a memória de uma das experiências mais marcantes do ano continua viva.

Foto: Arquivo Pessoal
Chegar nesses oásis não é fácil, mas a recompensa é fantástica!

Além de ser um país desenvolvido, de pessoas acolhedoras, a Austrália tem uma beleza selvagem que só se encontra por lá. Destino perfeito para os mochileros mais aventureiros. Continuarei a falar sobre outros lugares por aqui, pelo blog, mas quem ficou curioso pode dar uma espiadinha nas minhas fotos no nosso Flickr e visitar as páginas de turismo:



Foto: Arquivo Pessoal
Quase todos do grupo: rindo, todo mundo se entende