(Reprodução/YouTube)
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30 de janeiro de 2015
Gastronomia: Os sabores do mundo em 4 destinos
É praticamente impossível viajar e não degustar as maravilhas gastronômicas típicas do lugar. O seu roteiro não pode ter apenas os passeios pelo pontos turísticos. Também precisam estar as paradinhas básicas para comer, pois as experiências gastronômicas nas viagem são únicas. Quando você vai voltar ou encontrar novamente aquele quitute que só tem no destino visitado? Anda rolando pela internet uma série de vídeos com o tema "Sabores do Mundo", apresentando as delícias do Recife (PE), de Londres, de Lima e de Bogotá. A produção está tão linda (e apetitosa!) que seria falta de educação não dividir um pouco com vocês.
Marcando:
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Londres,
Pernambuco,
Peru
6 de janeiro de 2015
Férias 2015: 10 destinos com hospedagens mais baratas da América do Sul
Ano novo, viagem nova. Já decidiu qual o próximo destino de férias? Se ainda não, aproveite o início de 2015 para planejá-la. Organizar tudo com antecipação pode (e muito!) diminuir os seus gastos, principalmente se você está com pouca grana. As hospedagens sempre pesam no nosso orçamento da viagem e, por isso, conversamos com Trivago, que deu dicas preciosas de preços de hotéis pelo mundo.
O site comparou o custo de hospedagens para descobrir os destinos com os melhores custos-benefícios para 2015. Avaliamos os números e concluímos que a pedida será viajar pelo Brasil e pela América do Sul. Sim, 2015 é o ano de desbravar lugares exóticos e fugir dos destinos tradicionais que todo mundo quer ir.
O site comparou o custo de hospedagens para descobrir os destinos com os melhores custos-benefícios para 2015. Avaliamos os números e concluímos que a pedida será viajar pelo Brasil e pela América do Sul. Sim, 2015 é o ano de desbravar lugares exóticos e fugir dos destinos tradicionais que todo mundo quer ir.
Marcando:
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11 de dezembro de 2014
#FicaVaiTerBolo: 4 anos de amor e mochila nas costas
Planeja antecipadamente (ou não) cada detalhe para que tudo dê certo? Fica ansioso e faz contagem regressiva? Sente aquele friozinho na barriga quando chega o dito dia? Medo de que algo dê errado? Fica nervoso quando o roteiro não era como esperado ou simplesmente deixa tudo fluir naturalmente? Quando você precisa voltar, já bate aquela saudade?
Se todas ou a maioria das respostas às perguntas for positiva, diagnosticamos que você está apaixonado. Sim, ama viajar, assim como nós há 4 anos! Dezembro é o nosso mês de aniversário e, para comemorar, declaramos o nosso amor por nossas mochilas e cada destino que já visitamos e ainda vamos passar.
Acha que é um exagero e pura paixonite? O cinegrafista e fotógrafo Christian Grewe é a prova de que não mesmo. Embarque com ele no vídeo Travel Love, um resumo de 3 mochileiros diferentes em 8 países: Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Argentina, Vietnã, Camboja e Tailândia.
Acha que é um exagero e pura paixonite? O cinegrafista e fotógrafo Christian Grewe é a prova de que não mesmo. Embarque com ele no vídeo Travel Love, um resumo de 3 mochileiros diferentes em 8 países: Chile, Bolívia, Peru, Uruguai, Argentina, Vietnã, Camboja e Tailândia.
Marcando:
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Uruguai,
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6 de julho de 2011
#Estasdebroma: Uma aventura em Pisac
Esta semana, o “Estás de Broma?” é especial, pois vai fazer parte da nossa homenagem aos #100anosdemachupicchu. Quem conta é a jornalista carioca Juliana Siqueira, que resolveu, junto com uma grande amiga, passar as férias no Peru. Depois de uma bela viagem histórica, elas não imaginavam o baita susto que a cidade de Pisac, bem pertinho de Cusco, reservou para elas. Boa leitura!
Por uma dessas coincidências da vida, este ano minhas férias do trabalho coincidiram com as férias da minha amiga de longa data, Natália. Decidimos viajar juntas e o destino esclhido foi o Peru, afinal, como boas amantes de História que somos, queríamos conhecer as ruínas Incas de Machu Picchu e de outras cidades peruanas. Também decidimos fazer tudo por conta própria: sem guias, sem agência de viagem, sem pacotes turísticos. Só nós duas e uma mochila, nem mala queríamos.
O sufoco da viagem ficou reservado pro final. Em nosso último dia no Peru, decidimos visitar as ruínas de Pisac, uma pequena cidadela a uns 45 minutos de Cusco. A cidade em si era de chorar… uma verdadeira bagunça na praça principal, com comidas preparadas de qualquer jeito na rua e um cheiro bem desagradável. De qualquer forma, contratamos um táxi para nos levar às ruínas, e chegamos no sopé da montanha por volta das 16h. Segundo o taxista, deveríamos demorar cerca de uma hora e meia até o final, onde ele estaria nos esperando para nos levar de volta à cidade.
Pois bem, lá fomos nós. Como todo o resto da viagem, dispensamos um guia local e fomos andando por conta própria pelos caminhos tortuosos da montanha, cheia de pedras e degraus altos. Depois de uma hora e meia caminhando, chegamos em um ponto que não havia mais trilha. Aí, começou a bater o desespero: olhamos para o lado e não havia uma viva alma por perto, o sol começava a se por e faltava meia hora para o acesso às ruínas ser fechado, ou seja, ninguém mais estava autorizado a entrar lá.
Ficamos tão nervosas que começamos a pensar nas piores hipóeteses possíveis, como ter que passar a noite na montanha, morrer de hipotermia (já que lá no alto a temperatura cai absurdamente à noite), etc. Nossa única opção era voltar pelo mesmo caminho que viemos. E foi o que fizemos, em uma velocidade incrivelmente rápida, talvez pela adrenalina e o pavor de ficarmos perdidas naquela montanha deserta. O trajeto que tínhamos feito em meia hora na ida demorou menos de cinco minutos na volta, e já nem ligávamos para o risco de tropeçar naquelas pedras.
Felizmente, em um determinado ponto, avistamos umas pessoas descendo a montanha, vindo em nossa direção. Para a nossa sorte, era um casal que conhecia bem a região e pudemos voltar com eles. Logo, se juntou outro grupo de retardatários e descemos juntos, de lanterna em punho, por ainda mais uma hora até a cidade. Só fiquei aliviada de verdade quando pisamos novamente em Pisac. No final, até tiramos uma foto com nosso grupo de anjos que apareceram para nos salvar daquele sufoco! Detalhe: enquanto todos pareciam cansados, nós duas éramos às únicas sorridentes, felizes por termos escapado sã e salvas de morrer nas montanhas!
Para quem quiser se aventurar que nem nós no Peru, as dicas são levar sempre uma lanterna a tiracolo, pois nunca se sabe quando vai precisar dela, e ir o mais cedo possível para esses lugares, pois, caso se perca, ainda existem horas e mais horas de sol para você se localizar. Além disso, uma equipe de vigias das ruínas faz uma espécie de ronda na montanha para ver se algum turista desavisado ficou pra trás.
Apesar disso, a viagem foi excelente e nos presenteamos com um belo jantar regado a vinho no final desse dia tão estressante.
Por uma dessas coincidências da vida, este ano minhas férias do trabalho coincidiram com as férias da minha amiga de longa data, Natália. Decidimos viajar juntas e o destino esclhido foi o Peru, afinal, como boas amantes de História que somos, queríamos conhecer as ruínas Incas de Machu Picchu e de outras cidades peruanas. Também decidimos fazer tudo por conta própria: sem guias, sem agência de viagem, sem pacotes turísticos. Só nós duas e uma mochila, nem mala queríamos.
O sufoco da viagem ficou reservado pro final. Em nosso último dia no Peru, decidimos visitar as ruínas de Pisac, uma pequena cidadela a uns 45 minutos de Cusco. A cidade em si era de chorar… uma verdadeira bagunça na praça principal, com comidas preparadas de qualquer jeito na rua e um cheiro bem desagradável. De qualquer forma, contratamos um táxi para nos levar às ruínas, e chegamos no sopé da montanha por volta das 16h. Segundo o taxista, deveríamos demorar cerca de uma hora e meia até o final, onde ele estaria nos esperando para nos levar de volta à cidade.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| As ruínas de Pisac antes do susto das aventureiras |
Pois bem, lá fomos nós. Como todo o resto da viagem, dispensamos um guia local e fomos andando por conta própria pelos caminhos tortuosos da montanha, cheia de pedras e degraus altos. Depois de uma hora e meia caminhando, chegamos em um ponto que não havia mais trilha. Aí, começou a bater o desespero: olhamos para o lado e não havia uma viva alma por perto, o sol começava a se por e faltava meia hora para o acesso às ruínas ser fechado, ou seja, ninguém mais estava autorizado a entrar lá.
Ficamos tão nervosas que começamos a pensar nas piores hipóeteses possíveis, como ter que passar a noite na montanha, morrer de hipotermia (já que lá no alto a temperatura cai absurdamente à noite), etc. Nossa única opção era voltar pelo mesmo caminho que viemos. E foi o que fizemos, em uma velocidade incrivelmente rápida, talvez pela adrenalina e o pavor de ficarmos perdidas naquela montanha deserta. O trajeto que tínhamos feito em meia hora na ida demorou menos de cinco minutos na volta, e já nem ligávamos para o risco de tropeçar naquelas pedras.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| No susto, elas desceram tudo correndo |
Felizmente, em um determinado ponto, avistamos umas pessoas descendo a montanha, vindo em nossa direção. Para a nossa sorte, era um casal que conhecia bem a região e pudemos voltar com eles. Logo, se juntou outro grupo de retardatários e descemos juntos, de lanterna em punho, por ainda mais uma hora até a cidade. Só fiquei aliviada de verdade quando pisamos novamente em Pisac. No final, até tiramos uma foto com nosso grupo de anjos que apareceram para nos salvar daquele sufoco! Detalhe: enquanto todos pareciam cansados, nós duas éramos às únicas sorridentes, felizes por termos escapado sã e salvas de morrer nas montanhas!
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| Juliana e Natália (à direita) com seus anjos da guarda |
Para quem quiser se aventurar que nem nós no Peru, as dicas são levar sempre uma lanterna a tiracolo, pois nunca se sabe quando vai precisar dela, e ir o mais cedo possível para esses lugares, pois, caso se perca, ainda existem horas e mais horas de sol para você se localizar. Além disso, uma equipe de vigias das ruínas faz uma espécie de ronda na montanha para ver se algum turista desavisado ficou pra trás.
Apesar disso, a viagem foi excelente e nos presenteamos com um belo jantar regado a vinho no final desse dia tão estressante.
Marcando:
#EstásdeBroma,
Cusco,
Machu Picchu,
Peru
1 de julho de 2011
Chicha morada: Tradicional e exótica bebida peruana
Depois de uma boa caminhada turística, nada como tomar bebida bem geladinha e refrescante. Então, se você for ao Peru não pode, de hipótese alguma, voltar para casa sem antes experimentar uma da terra dos incas: a chicha morada. É uma espécie de suco à base de um milho (maíz) que tem grãos na tonalidade roxa. Lá, a quantidade de tipos de milho é tão grande que a criatividade gastronômica vai longe para aproveitar tanta oferta. Vamos entender se você fizer uma cara feia e relutar um pouco para tomar o tal suco. Mas uma coisa é certa: quando experimentar, só vai querer tomar chicha em todas as refeições.
(lindsaybayley/Flickr)
Marcando:
gastronomia,
Peru
27 de junho de 2011
#100anosdemachupicchu: Uma tosca viagem de trem
Mochilera Rafa
Como iniciado anteriormente, vamos dar continuidade a nossa homenagem aos 100 anos do descobrimento da cidade de Machu Picchu (Peru), a serem completados em julho. Neste post, vou contar a vocês como foi minha viagem de trem até a cidade sagrada e como também faz parte da atração turística da cidade.
Eram 7h05, um frio de doer os ossos e lá estava eu, descendo da van da empresa de turismo na estação Ollantaytambo, no Valle Sagrado, para embarcar ao meu destino: Machu Picchu. Com minha mochilinha nas costas, embarquei em um vagão, no qual uma mesa de quatro pessoas foi dividida. Descobri que era um nativo (guia turístico), um venezuelano e, para variar, um brasileiro. Foi um desespero passar quase três horas ouvindo aquele cidadão falando um portunhol terrível com os outros sobre o Brasil. O que salvou a viagem e calou a boca da figura foi o serviço de bordo, sim o trem tinha comissários para lhe atender e a comida (que estava boa!) fazia parte do bilhete turístico comprado para a viagem.
O atendimento do pessoal é de primeira. Os comissários eram super organizados, bilíngues e simpáticos. O vagão que peguei foi bem legal, pois era meio que panorâmico. Tinha janela até no teto. A parte mais interessante da viagem é você perceber, ao longo do caminho, a mudança do clima e vegetação da região. De um terreno meio seco e árido, com várias plantações de milho, para uma vegetação amazônica e aparentemente úmida, com enormes árvores. Além disso, você também conhece as diversas faces do rio Urubamba, que margeia quase todo o caminho até Machu Picchu. Ele começa bem tranquilo e calmo, para terminar agitado e com uma correnteza de botar medo. Isso porque, apesar de a gente não sentir, estamos descendo dos quase 3,5 mil metros de altitude (Cusco) para 2,4 mil metros (Machu Picchu), então já deu para entender, não é mesmo?
Ida à parte... Vamos falar da volta. Embarquei no meio da tarde, por volta das 15h. Já não fazia tanto frio. Encontrei o venezuelano da ida, mas não embarcamos juntos. Não imaginava o quanto essa separação foi desesperadora! Foi a partir daí que a viagem começou a se tornar hilária. No meu vagão, todos os passageiros eram senhores e senhoras americanos. Eu era a única jovem e que falava espanhol no local. Fiquei desesperada quando uma das senhoras que dividia a mesa comigo teve a “brilhante” ideia de conversar comigo em inglês. Nossa, me desesperei. Para completar, o comissário de bordo tentou ser simpático demais comigo e tive que aguentar diversas gracinhas peruanas ao longo da viagem (hunf...). Bom, novamente, o serviço de bordo, momento para todos se distraírem.
Passei a viagem toda ouvindo os passageiros conversarem em inglês. Quando já estava ficando enlouquecida com isso, eis que uma música bem peruana começa a tocar no sistema de som do vagão. De repente, do nada, surge uma figura completamente fantasiada e cheio dos brebotos pendurados, inclusive uma llama filhote. Gente, nada de preconceito, mas foi a apresentação mais tosca que já vi em minha vida. Morri de vergonha alheia. Até hoje, não consegui descobrir que apresentação foi aquela, na qual o “dançarino” andava de um lado para outro no vagão, no ritmo da música, e convidando uma das passageiras gringas para dançar. Graças, eu estava no cantinho da janela, bem quietinha e gravando tudo, claro!
Ah, mas a situação tosca não para por ai. Após a apresentação folclórica, uma música dance dos anos 90 começa a tocar. Dos bastidores, saem os comissários de bordo vestindo casacos e acessórios feitos a base de lã de alpaca. Não acreditei e me perguntei várias vezes. Sim, era um desfile de moda! Fiquei de cara no chão e comecei a rir. Novamente, vergonha alheia. As figuras paravam e posavam para as fotos, assim como também para os passageiros poderem tocar no produto. Logo após o desfile, eles voltam com um carrinho com todas as roupas apresentadas, inclusive com uma maquininha de cartão de crédito. Eficiente, não! Curiosa nada, fui perguntar o preço de um casaco e quase cai para trás: US$ 100! E os gringos americanos compravam desesperadamente. Por que tem turista que gosta dessas coisas, hein? Vôte! Para completar a viagem, no desembarque, ainda tive que ouvir do tal comissário de bordo: “Você está viajando sozinha? Procurando namorado?”. Tudo bem, ok! Depois dessa, digo que foi a viagem mais tosca que fiz na minha vida!
#Ficaadica
Quando viajei, a compra do bilhete de trem estava incluída no pacote turístico que fiz para Cusco-Machu Picchu. Bom, o preço individual (ida e volta) custou um pouco mais de US$ 100 (era que constava no bilhete, na época). Além disso, a agência peruana (foi minha prima que lá comprou) me vendeu o serviço “Vistadome”, da Perurail, que tive direito a tudo isso. Então, existem outros preços para a viagem, pois os nativos também usam bastante o transporte. Aconselho a procurarem com as agências de viagens se está incluído e se realmente vale a pena comprar individual ou dentro de um pacote (passagem, hospedagem e passeios), como foi no meu caso.
Confira mais fotos da viagem no álbum Cusco/Machu Picchu lá no Flickr.
Serviço:
www.perurail.com
Como iniciado anteriormente, vamos dar continuidade a nossa homenagem aos 100 anos do descobrimento da cidade de Machu Picchu (Peru), a serem completados em julho. Neste post, vou contar a vocês como foi minha viagem de trem até a cidade sagrada e como também faz parte da atração turística da cidade.
Eram 7h05, um frio de doer os ossos e lá estava eu, descendo da van da empresa de turismo na estação Ollantaytambo, no Valle Sagrado, para embarcar ao meu destino: Machu Picchu. Com minha mochilinha nas costas, embarquei em um vagão, no qual uma mesa de quatro pessoas foi dividida. Descobri que era um nativo (guia turístico), um venezuelano e, para variar, um brasileiro. Foi um desespero passar quase três horas ouvindo aquele cidadão falando um portunhol terrível com os outros sobre o Brasil. O que salvou a viagem e calou a boca da figura foi o serviço de bordo, sim o trem tinha comissários para lhe atender e a comida (que estava boa!) fazia parte do bilhete turístico comprado para a viagem.
(Crédito: Arquivo pessoal)
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| É muita vontade de viajar de manhã cedo com um friiiiiio |
O atendimento do pessoal é de primeira. Os comissários eram super organizados, bilíngues e simpáticos. O vagão que peguei foi bem legal, pois era meio que panorâmico. Tinha janela até no teto. A parte mais interessante da viagem é você perceber, ao longo do caminho, a mudança do clima e vegetação da região. De um terreno meio seco e árido, com várias plantações de milho, para uma vegetação amazônica e aparentemente úmida, com enormes árvores. Além disso, você também conhece as diversas faces do rio Urubamba, que margeia quase todo o caminho até Machu Picchu. Ele começa bem tranquilo e calmo, para terminar agitado e com uma correnteza de botar medo. Isso porque, apesar de a gente não sentir, estamos descendo dos quase 3,5 mil metros de altitude (Cusco) para 2,4 mil metros (Machu Picchu), então já deu para entender, não é mesmo?
Ida à parte... Vamos falar da volta. Embarquei no meio da tarde, por volta das 15h. Já não fazia tanto frio. Encontrei o venezuelano da ida, mas não embarcamos juntos. Não imaginava o quanto essa separação foi desesperadora! Foi a partir daí que a viagem começou a se tornar hilária. No meu vagão, todos os passageiros eram senhores e senhoras americanos. Eu era a única jovem e que falava espanhol no local. Fiquei desesperada quando uma das senhoras que dividia a mesa comigo teve a “brilhante” ideia de conversar comigo em inglês. Nossa, me desesperei. Para completar, o comissário de bordo tentou ser simpático demais comigo e tive que aguentar diversas gracinhas peruanas ao longo da viagem (hunf...). Bom, novamente, o serviço de bordo, momento para todos se distraírem.
Passei a viagem toda ouvindo os passageiros conversarem em inglês. Quando já estava ficando enlouquecida com isso, eis que uma música bem peruana começa a tocar no sistema de som do vagão. De repente, do nada, surge uma figura completamente fantasiada e cheio dos brebotos pendurados, inclusive uma llama filhote. Gente, nada de preconceito, mas foi a apresentação mais tosca que já vi em minha vida. Morri de vergonha alheia. Até hoje, não consegui descobrir que apresentação foi aquela, na qual o “dançarino” andava de um lado para outro no vagão, no ritmo da música, e convidando uma das passageiras gringas para dançar. Graças, eu estava no cantinho da janela, bem quietinha e gravando tudo, claro!
(Crédito: Rafaela Aguiar)
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| Susto com a apresentação folclórica no meio da viagem |
Ah, mas a situação tosca não para por ai. Após a apresentação folclórica, uma música dance dos anos 90 começa a tocar. Dos bastidores, saem os comissários de bordo vestindo casacos e acessórios feitos a base de lã de alpaca. Não acreditei e me perguntei várias vezes. Sim, era um desfile de moda! Fiquei de cara no chão e comecei a rir. Novamente, vergonha alheia. As figuras paravam e posavam para as fotos, assim como também para os passageiros poderem tocar no produto. Logo após o desfile, eles voltam com um carrinho com todas as roupas apresentadas, inclusive com uma maquininha de cartão de crédito. Eficiente, não! Curiosa nada, fui perguntar o preço de um casaco e quase cai para trás: US$ 100! E os gringos americanos compravam desesperadamente. Por que tem turista que gosta dessas coisas, hein? Vôte! Para completar a viagem, no desembarque, ainda tive que ouvir do tal comissário de bordo: “Você está viajando sozinha? Procurando namorado?”. Tudo bem, ok! Depois dessa, digo que foi a viagem mais tosca que fiz na minha vida!
(Crédito: Rafaela Aguiar)
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| Turista confirmando se realmente era lã de alpaca |
#Ficaadica
Quando viajei, a compra do bilhete de trem estava incluída no pacote turístico que fiz para Cusco-Machu Picchu. Bom, o preço individual (ida e volta) custou um pouco mais de US$ 100 (era que constava no bilhete, na época). Além disso, a agência peruana (foi minha prima que lá comprou) me vendeu o serviço “Vistadome”, da Perurail, que tive direito a tudo isso. Então, existem outros preços para a viagem, pois os nativos também usam bastante o transporte. Aconselho a procurarem com as agências de viagens se está incluído e se realmente vale a pena comprar individual ou dentro de um pacote (passagem, hospedagem e passeios), como foi no meu caso.
Confira mais fotos da viagem no álbum Cusco/Machu Picchu lá no Flickr.
Serviço:
www.perurail.com
Marcando:
Machu Picchu,
Peru,
transporte
19 de maio de 2011
Chivito, ceviche, lomito e empanada: delícias da América do Sul
Mochilera Sabrina
Um dos pontos fortes de viajar para os países da América do Sul é provar da gastronomia, que carrega pitadas da culinária espanhola e de riquezas naturais dessa região. É possível comer bem de Norte ao Sul sem gastar muito e sem precisar recorrer à redes de fast food para pedir a refeição pelo número.
Peixes, milho, pimenta, condimentos, ovos, massa, leite, frango, carne e legumes são alguns dos itens que incrementam o prato. No Uruguai, por exemplo, o filé com fritas deles (ou seja, o básico) chama-se Chivito. É possível encontrar em qualquer lugar e de vários tipos. Nas pesquisas que fiz antes de visitar Montevidéu, li muito sobre essa “iguaria” e foi a primeira coisa que procurei quando coloquei os pés na primeira cidade uruguaia. Confesso que me decepcionei um pouco. Não é que seja ruim, mas é tão simples que frustra aqueles que – como eu – gostam de provar sabores diferentes. O que pedi era de carne, feito com generoso bife coberto de presunto, queijo, ovos, salada e uma crocante porção de batata frita. Lá, eles comem isso de entrada, antes do prato principal. Mas, a porção é tão grande que não agüentei pedir outra coisa não.
Enquanto isso, em Buenos Aires as empanadas estão por toda a parte. Qualquer padaria, vendinha, ou até mesmo na rua você encontra o salgado com diversas opções de recheio. Saída direto do forno a lenha, numa massa fininha e leve, pode vir recheada de carne, frango, espinafre, queijos, salames, tomates, etc. Nos outros países da América do Sul as empanadas também são comuns. Mas, em cada lugar há uma pitadinha de diferença, fazendo com que fique "a cara" do país.
No Chile, a base das comidas quase sempre leva milho. O abacate e a maionese também estão presentes em muitos pratos. Até o Burger King incrementou uma das suas ofertas, colocando recheio de abacate. A Mac deve fazer o mesmo... Mas, em terra que tem lomito, deve-se esquecer os sanduíches das famosas redes de fast food. Suculento e farto, a versão completa do lomito leva quase meio quilo de carne de porco assada e macia, que serve de recheio para um grande pão bola, com muito tomate, molho americano, abacate, chucrute e maionese e às vezes ovo. Tem também o Lomito versão italiana, que leva tomate, maionese e abacate - as cores da bandeira italiana! E por falar na Itália, há outro sanduíche delícia de lá que leva o nome do país: o Italiano: um hot dog diferente, que no lugar da mostarda põe-se acabate, molho de tomate e maionese. Hummm, que delícia!
Já no Peru, a gastronomia surpreende seu paladar. Como ir às cidades peruanas e não provar um Ceviche?? Receita leve, feita com tiras de peixe branco cru, marinado no limão. Há também versões de camarão, polvo ou mariscos. Apesar de não estar cozido (ou apenas pré-cozido), o gosto não se parece com o do sushi/sashimi. O Ceviche tem sabor cítrico e marcante. Em Lima, a receita mais tradicional leva ají (tipo de pimenta), camote (semelhante à batata doce), choclo (milho com grandes grãos) e cancha (milho torrado). O resultado é um sabor aguçado e delicioso, difícil de esquecer.
Além dessas maravilhas, você provou/conhece alguma outra delícia diferente desses países? E no Equador, Bolívia, Colômbia, quem pode dizer qual a comida é a cara de lá?
Contem pra gente!!
Peixes, milho, pimenta, condimentos, ovos, massa, leite, frango, carne e legumes são alguns dos itens que incrementam o prato. No Uruguai, por exemplo, o filé com fritas deles (ou seja, o básico) chama-se Chivito. É possível encontrar em qualquer lugar e de vários tipos. Nas pesquisas que fiz antes de visitar Montevidéu, li muito sobre essa “iguaria” e foi a primeira coisa que procurei quando coloquei os pés na primeira cidade uruguaia. Confesso que me decepcionei um pouco. Não é que seja ruim, mas é tão simples que frustra aqueles que – como eu – gostam de provar sabores diferentes. O que pedi era de carne, feito com generoso bife coberto de presunto, queijo, ovos, salada e uma crocante porção de batata frita. Lá, eles comem isso de entrada, antes do prato principal. Mas, a porção é tão grande que não agüentei pedir outra coisa não.
Enquanto isso, em Buenos Aires as empanadas estão por toda a parte. Qualquer padaria, vendinha, ou até mesmo na rua você encontra o salgado com diversas opções de recheio. Saída direto do forno a lenha, numa massa fininha e leve, pode vir recheada de carne, frango, espinafre, queijos, salames, tomates, etc. Nos outros países da América do Sul as empanadas também são comuns. Mas, em cada lugar há uma pitadinha de diferença, fazendo com que fique "a cara" do país.
(Crédito: clickargentina.com)
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| Empanadas são mais comuns que o tango na Argentina |
No Chile, a base das comidas quase sempre leva milho. O abacate e a maionese também estão presentes em muitos pratos. Até o Burger King incrementou uma das suas ofertas, colocando recheio de abacate. A Mac deve fazer o mesmo... Mas, em terra que tem lomito, deve-se esquecer os sanduíches das famosas redes de fast food. Suculento e farto, a versão completa do lomito leva quase meio quilo de carne de porco assada e macia, que serve de recheio para um grande pão bola, com muito tomate, molho americano, abacate, chucrute e maionese e às vezes ovo. Tem também o Lomito versão italiana, que leva tomate, maionese e abacate - as cores da bandeira italiana! E por falar na Itália, há outro sanduíche delícia de lá que leva o nome do país: o Italiano: um hot dog diferente, que no lugar da mostarda põe-se acabate, molho de tomate e maionese. Hummm, que delícia!
(Crédito: unblog.cl)
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| O poderoso lomito. E você achava o Laça Burguer grande, hein? |
(Crédito: thisischile.cl)
| Italiano: um hot dog que só leva a Itália nas cores |
Já no Peru, a gastronomia surpreende seu paladar. Como ir às cidades peruanas e não provar um Ceviche?? Receita leve, feita com tiras de peixe branco cru, marinado no limão. Há também versões de camarão, polvo ou mariscos. Apesar de não estar cozido (ou apenas pré-cozido), o gosto não se parece com o do sushi/sashimi. O Ceviche tem sabor cítrico e marcante. Em Lima, a receita mais tradicional leva ají (tipo de pimenta), camote (semelhante à batata doce), choclo (milho com grandes grãos) e cancha (milho torrado). O resultado é um sabor aguçado e delicioso, difícil de esquecer.
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| O Ceviche é um prato comum como entrada |
Além dessas maravilhas, você provou/conhece alguma outra delícia diferente desses países? E no Equador, Bolívia, Colômbia, quem pode dizer qual a comida é a cara de lá?
Contem pra gente!!
Marcando:
Argentina,
gastronomia,
Peru,
Uruguai
8 de maio de 2011
Lima: A capital que (quase) nunca chove
É muito comum entre as mochileiras dar uma checada na previsão do tempo antes da viagem. Isso porque a chuva pode atrapalhar bastante os passeios programados e até o voo. Por exemplo, nas épocas de chuva, muitas cidades brasileiras, como São Paulo (SP) e Recife (PE), e tantas outras internacionais, como Veneza (Itália) e Lisboa (Portugal), chegam a ficar debaixo d'água o dia inteiro. Mas tem um lugar onde chuva é (praticamente) raridade, além de ser perfeito para fugir de qualquer aguaçal. Estamos falando de Lima (Peru).
(ygrrr/Pixabay)
27 de abril de 2011
Machu Picchu: Como lidar com o soroche e se adaptar à altitude
Machu Picchu (Peru) é um lugar histórico e cheio de mistérios, chamando a atenção de qualquer mochileira curiosa e que busca por aventura. Mochilar por lá não é o mesmo que passear por algum destino brasileiro ou europeu, por exemplo. É preciso saber como turistar nas alturas. Não queremos fazer medo a você que deseja desbravar a região Inca, mas alertar sobre o soroche (mal da altitude). Talvez muitas não saibam, mas esse é um sintoma muito comum entre aquelas que vivem no nível do mar e sentem ao chegar em Machu Picchu. É preciso tomar alguns cuidados, pois pode acabar estragando a sua viagem.
(LoggaWiggler/Pixabay)
Marcando:
Cusco,
Machu Picchu,
Peru
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