Mostrando postagens com marcador Sintra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sintra. Mostrar todas as postagens

6 de junho de 2011

#DiadosNamorados: Em um reino tão, tão distante...

Esta semana estamos apaixonadas! Com a proximidade do Dia dos Namorados (12, domingo que vem), planejamos textos e dicas para inspirar, sonhar e anotar para colocar em prática! Vamos falar de lugares que provocam suspiros e dar dicas românticas para açucarar ainda mais a data. Não deixem de acompanhar! Ah, também faremos uma homenagem aos mochileiros apaixonados: enviem para lasmochileras@gmail.com uma foto com o seu amor durante uma viagem romântica, dizendo rapidamente onde, quando e porque foi importante para o casal. As fotos mais "apaixonadas" serão postadas aqui, no domingo. Chega de conversa e vamos ao nosso primeiro destino romântico:
 (Crédito: Baixaqui)

Mochilera Sabri


Imagine um lugar bem alto, com o friozinho da serra, paisagens deslumbrantes, castelos, muralhas, jardins, uma floresta densa e palácios, muitos palácios. Parece cenário de filme de época? Sim, parece e o melhor disso tudo: é real!

O lugar encantado existe chama-se Sintra, Vila Patrimônio Mundial/Paisagem Cultural da Unesco, localizada na Região Metropolitana de Lisboa, Portugal. A Vila revela vestígios que datam de ocupação desde o I milênio a.C. e traz em sua arquitetura influências de diferentes épocas. Lá, foi um grande reduto de literários diferentes escolas que falavam com tanta magia do lugar que parecia existir apenas no imaginário desses pensadores

«E, nas serras da Lua conhecidas
Subjuga a fria Sintra, o duro braço.
Sintra onde as Náiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço:
Onde Amor as enreda brandamente,
Nas águas acendendo fogo ardente».

{Luís de Camões (c. 1524-1580), em Os Lusíadas}


Ali, a corte real se refugiava para veranear, devido ao clima ameno da região. Hoje, percorrer ladeiras e ruelas desse município continua a encantar como no passado. Com uma atmosfera misteriosa, envolta por exeburante natureza e construções, Sintra é um passeio imperdível para fazer a dois (em grupo ou sozinho também!), devagar, se perdendo no tempo.

Como chegar
  (Crédito: ginapsi.wordpress.com)
Castelo dos Mouros

O trem com destino a Sintra sai da Estação Ferroviária Sete Rios, em Lisboa, que fica ao lado da rodoviária do mesmo nome (Ah! Quando for pedir informações por lá, não esqueça que trem em Portugal chama-se comboio!). O preço? 1,80 euros (R$ 4,14) e a viagem dura cerca 40 minutos. Não é uma maravilha? Você pode até comprar o bilhete pela internet, se quiser e consultar os horários no site oficial: http://www.cp.pt/.  Super fácil e barato!

Chegando lá, para facilitar a subida e poupar tempo, você pode comprar um cartão na oficina de turismo dentro da Estação Ferroviária de Sintra para o ônibus turístico que passa por todos os atrativos. Tem um ponto na frente da estação (se informe melhor lá). Nele, é possível subir e descer quando quiser. Pelo caminho não faltam restaurantes pequenos e aconchegantes, onde você pode se deliciar com receitas bem autênticas de bacalhau. Há também várias lojinhas de souvenirs e doces típicos, como as queijadas (vou deixar para falar sobre elas e outros doces em outro post! hummm).

O que conhecer

No roteiro completo não pode faltar o Palácio Nacional de Sintra, Palácio Nacional de Queluz, Câmara Municipal, Palácio de Monserrate, Palácio de Seteais, Castelo dos Mouros, e o lindíssimo e mais alto de todos, Palácio da Pena. Tem também muitoos outros atrativos e palacetes, é preciso ter fôlego! Mas, se não tiver com tempo para fazer tudo, conheça pelo menos o Palácio da Pena, onde a família real passava temporadas. Colorido, contruído em cima de uma colina, é às vezes sombrio e às vezes muito romântico. Construído nas ruínas de um mosteiro do séc.XV, o Palácio por dentro reconstituiu os costumes do passado. Aposentos, jardins, banheiros, santuários e até a cozinha. Para nós, brasileiros, é triste saber que muita daquela riqueza vinha da exploração do nosso país e não tem como não lembrar disso. No entanto, ver tudo montado como antigamente é uma volta ao tempo, uma mágica experiência. Lá dentro você encontra também um charmoso café, que as mesas ficam num grande terraço com vista para toda a cidade.

 (crédito: Baixaqui)
Palácio da Pena, o mais alto de Sintra
# Veja lindas fotos da cidade no site de um fotógrafo português aqui .

Para saber mais sobre esse reino encantado, visite o site do município http://www.cm-sintra.pt/          E uma dica importante: programa-se para ir no verão ou primavera. Fui no mês de novembro (começo do inverno) e peguei chuva, frio e muito nevoeiro que parecia estar nas nuvens. Perdi de ver muitas paisagens, mas confesso que esse cenário contribuiu ainda mais para eu me sentir dentro de um conto de fadas. ;)


Palácio da Pena por dentro, em dias ensolarados...


 ...e no Inverno: olha o nevoeiro que peguei! (quase a mesma posição da foto acima)


13 de maio de 2011

#estásdebroma?: Férias com direito a velório

A primeira convidada a nos contar uma história de viagem na nossa coluna "estásdebroma?" é a jornalista Anna Paula Novaes*, que passou por uma situação no mínimo inusitada no além-mar. Confiram:


Viagem é sempre massa, seja com muita gente, com pouca gente, sozinha, pra perto, pra longe, pra deitar em cama fofa ou dividir colchão na sala com mais umas cinco pessoas. Durante minhas férias em 2008 resolvi me dar de presente uma viagem para Portugal. Lá, fiquei hospedada na casa de um amigo, numa praia chamada Ericeira, em Sintra (praia paradisíaca que fica cerca de uma horinha de Lisboa, onde tudo acontece uhuuuuuu!!!!).


Definitivamente, floral não é roupa para velório

Quando a gente acha que nada mais pode acontecer, ACONTECE! André passou pelo caixão e deu uma olhadinha de leve junto com o Marcos. Foi até a ex-chefe e filha da defunta e as cumprimentou. Depois, junto ao nobre seu Armando sentou-se ao lado do filho de veinha que morrera. Eles engrenaram uma conversa e entre um palavra e outra André olhava pra mim e ria (bicho safado!!). Até que num momento André me chamou de longe. Tentei fazer por duas vezes cara de paisagem, mas não funcionou. Tive que entrar na bendita casa toda florida (destoando total do clima de velório!) e escutar a pérola:

- O filho mais velho de dona fulana (a defunta) te achou linda e tá me enchendo o saco pra te conhecer!

- Hã????????

Sim, acredite se quiser, isso pode acontecer. E sabe o melhor? o “cabra” se chamava Vinagre, quer dizer, Vinagre é o sobrenome do clã. Sr.Vinagre tinha uns 60 anos, era viúvo e formado em Engenharia Civil, Medicina e em alguma outra coisa que não memorizei (André e Marcos fizeram questão de me passar a ficha do senhorzinho enxerido).

Vinagre era o sobrenome da família que "acolheu" Anna Paula no velório

Muito simpática que sou, acabei sendo apresentada formalmente ao Sr.Vinagre que de cara me fez altos elogios. Acreditam? MEDO!!! Muito MEDO!!! Saí de perto em tempo de matar André, mas tive ainda que encarar o cortejo até o cemitério, sob os olhares maliciosos do Vinagre.

Assim começou minha primeira semana de férias em terras lusitanas...e aprendi que em viagem tudo é possível, inclusive ir a velórios com um vestido florido e ser cortejada pelo filho da defunta.

*Anna Paula Novaes - é pernambucana, jornalista e vive no Recife.